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domingo, 16 de junho de 2013

Tema dominical

"... I see the green earth covered with the works of man or with the ruins of men’s work. The pyramids weigh down the earth, the tower of Babel has pierced the sky, the lovely temples and the gray castles have fallen into ruins. But of all those things which hands have built, what hasn’t fallen nor ever will fall? Dear friends, throw away the trowel and mortarboard! Throw your masons’ aprons over your heads and lie down to build dreams! What are temples of stone and clay to the soul? Learn to build eternal mansions of dreams and visions!

Selma Lagerlöf, Gösta Berling's Saga

sábado, 8 de junho de 2013

Podia ser um hino...

You and me are the same
We don't know or care who's to blame
But we know that whoever holds the reins
Nothing will change
Our cause has gone insane

And these wars, they can't be won
And these wars, they can't be won
And do you want them to go on
And on and on
Why split these states
When there can be only one?

And must we do as we're told?
Must we do as we're told?

You and me fall in line
To be punished for unproven crimes!
And we know that there is no one we can trust;
Our ancient heroes, they are turning to dust! 
[...]

United States of Eurasia - Muse

quarta-feira, 24 de abril de 2013

Café Cinema: "Blade Runner", Ridley Scott

I've seen things you people wouldn't believe. Attack ships on fire off the shoulder of Orion.
I watched c-beams glitter in the dark near the Tannhäuser Gate. All those moments will be lost in time, like tears in rain. Time to die.

O solilóquio mais belo da história do cinema. Nunca foi escrito nem programado, mas sim improvisado por Rutger Hauer.

Café cinema: "Once upon a time in the West" de Sergio Leone

Ennio Morricone - Once upon a time in the West  

Uma linha ferroviária desbrava o Velho Oeste trazendo o propalado progresso, assim como chorudos lucros para muitos. Mas o Velho Oeste é bravo de desbravar, muito sangue há-de correr, as ambições e as paixões animalescas humanas não apagam memórias antigas, que clamam por justiça e vingança, que ambas andam e andarão de mãos dadas.

segunda-feira, 22 de abril de 2013

sexta-feira, 5 de abril de 2013

POEMA ÍNTIMO

 
II.– Vivamos en el mundo.
Pero tengamos nuestro mundo aparte
en un rincón del alma.
Un mundo nuestro
donde tus horas y mis horas pasen
íntimamente, luminosamente
sin que nos turbe nadie.

José Antonio Primo de Rivera

sexta-feira, 29 de março de 2013

O caminho

Bushido is realised in the presence of death. In the case of having to choose between life and death you should choose death. There is no other reasoning. Move on with determination. To say dying without attaining ones aim is a foolish sacrifice of life is the flippant attitude of the sophisticates in the Kamigata area. In such a case it is difficult to make the right judgment. No one longs for death. We can speculate on whatever we like. But if we live without having attaining that aim, we are cowards. This is an important point and the correct path of the Samurai. When we calmly think of death morning and evening and are in despair, We are able to gain freedom in the way of the Samurai. Only then can we fulfill our duty without making mistakes in life.

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Do livro "Lágrimas ancoradas à sombra do amor", 1963

Onde a Noite morreu
O Dia surgiu
E rompeu
A virgem floresta da escuridão
Com a loura luz de um sol pagão
Em azul céu!

Quando a poesia amanheceu
A madrugada sorriu
Nas indecisões cínzeas, róseas e violetas,
E nas lágrimas que verteu
Com os poetas!

Onde a noite morreu
E a madrugada sorriu
E a poesia amanheceu
Onde o dia surgiu
Houve o nascer de um mundo
 
Rodrigo Emílio - AS MINHAS MADRUGADAS

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Café poesia

Como asas sem pássaro,
As horas sem relógio
Na Noite medida,

— Enterram o Tempo!...
— Enterram a Vida!

No  Tempo dividida,
Até ao corte
A que A desloco,
     — Vida,
Que és a Morte
A pouco e pouco...

Que corres, corres,
E me percorres com datas
De luto,
E morres e matas
Em cada minuto…

E, ao perpassares
Mares de saudade
Pelo mundo,
— A deixares toda a verdade
Da Tua eternidade
De segundo!...
 
Rodrigo Emílio - As lágrimas ancoradas à sombra do amor, 1961

sábado, 25 de agosto de 2012

Sábado

Acho que sábado é a rosa da semana; sábado de tarde a casa é feita de cortinas ao vento, e alguém despeja um balde de água no terraço; sábado ao vento é a rosa da semana; sábado de manhã, a abelha no quintal, e o vento: uma picada, o rosto inchado, sangue e mel, aguilhão em mim perdido: outras abelhas farejarão e no outro sábado de manhã vou ver se o quintal vai estar cheio de abelhas.

No sábado é que as formigas subiam pela pedra.

Foi num sábado que vi um homem sentado na sombra da calçada comendo de uma cuia de carne-seca e pirão; nós já tínhamos tomado banho.

De tarde a campainha inaugurava ao vento a matinê de cinema: ao vento sábado era a rosa de nossa semana.

Se chovia só eu sabia que era sábado; uma rosa molhada, não é?

No Rio de Janeiro, quando se pensa que a semana vai morrer, com grande esforço metálico a semana se abre em rosa: o carro freia de súbito e, antes do vento espantado poder recomeçar, vejo que é sábado de tarde.

Tem sido sábado, mas já não me perguntam mais.

Mas já peguei as minhas coisas e fui para domingo de manhã.

Domingo de manhã também é a rosa da semana.

Não é propriamente rosa que eu quero dizer.



Texto extraído do livro "Para não Esquecer", Editora Siciliano - São Paulo, 1992.



sexta-feira, 24 de agosto de 2012

quarta-feira, 28 de março de 2012

Rodrigo Emílio, para sempre!

"Mar vivo de um tempo morto,
Sem rapsodos, aedos...
Havia então sempre um porto
No cerne dos arvoredos.

(E beijo ainda o teu corpo
nos meus dedos!...)

Nosso tombo e nosso ópio
Nossa noite Nosso dia
Corpo à sombra de si próprio
Cântico desta agonia

Pernas Braços — um bailado
Orquestrado em convulsão.
Ó corpo — oceano encrespado,
Crispado mas navegado
Por um corpo, um outro
Corpo — embarcação.

Varado de lado a lado
Corpo teu martirizado
Lava do mesmo vulcão

Corpo ó corpo aprisionado
À minha libertação"

Rodrigo Emílio, presente!

EPÍGRAFE

Sempre que a Pátria decreta
Vem-nos de Deus o recado
- E veste-se cada poeta
De soldado.

domingo, 31 de julho de 2011

"Contigo abraço a distância"

Contigo abraço a distância.
E a distância que eu abraço
Não nos cansa.

(Mais outro passo
É mais ânsia
De outro passo
Que é esperança!...)
Rodrigo Emílio

sábado, 30 de julho de 2011

"Muito para ti"

Muito para Ti (e até às lágrimas, às lágrimas… — aqui e agora
ancoradas) — a bruma e o adeus de um excesso de alma que,
por excesso, dentro em mim não cabe, e de mim transborda
sempre em lágrimas ou poemas (que são lágrimas, também:
posto que lágrimas rimadas…).
Rodrigo Emílio