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terça-feira, 5 de outubro de 2010

Cem anos de solidão

Num mundo em que a liberdade de expressão é condicionada e muitas mentiras generalizadas por cânones com limites e interesses bem definidos, nada impede e tudo favorece o sucesso do acto de recordar e homenagear, por esta data, a Carbonária.
Num mundo em que nos despem nos aeroportos e devassam nossa privacidade, dia a dia, em nome da segurança, a organização terrorista e criminosa, que planeou com todo o tempo e todos os meios o assassinato de um homem, uma mulher e um jovem indefesos e cobardemente assassinados à queima-roupa, continua a merecer a complacência e a homenagem indolente e ignorante pautada por comemorações "centenárias" e pela permissividade de uma opinião pública ignorante, a quem impingiram uma história criteriosamente deturpada. As tais comemorações "pela democracia" que celebram um regime que se limitou a usurpar o poder pela força e pelo derramamento de sangue sem nunca ter sido escrutinado.
O centenário celebrado pela dita República é o centenário mais silencioso, opressivo, miserável e mais funesto de toda a História de Portugal. E, ao contrário de muitos outros países bem próximos, não foram os períodos da Grande Depressão nem da II Grande Guerra os maiores responsáveis por este triste facto nem pelo nojo que é hoje o nosso País.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Estudemos a Monarquia do Norte

Para que a história contemporânea do Porto não fique circunscrita ao propalado 31 de Janeiro, para que se desmitifique os clichês republicanistas que envolvem a Invicta e o Norte do país e se faça um pouco de História sobre um episódio da I República com o Porto e o Norte como palcos principais, foi criado A Monarquia do Norte.
Também se trata de uma homenagem a um grupo de homens, cujo carácter e abnegação infelizmente vejo extintos nos dias de hoje, que tentou regenerar o País e pôr termo à decadência e miséria que caracterizaram a I República no ano em que se celebra (assim mesmo sem aspas e com muita pompa e curcunstância) o seu Centenário.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Para que casa iremos levar nossos reis?

Já tive aqui oportunidade de assumir que a monarquia é a forma de governo que defendo para Portugal. Esta posição não se prende com razões históricas, mas sim éticas e filosóficas. No meu entender, a Nação é uma entidade suficientemente importante para o respectivo soberano não ter de se submeter a processos eleitoralistas e eleiçoeiros, com a carga partidária e demagógica que daqui advém. Por outro lado, esse soberano deve ser elemento unificador, agregador e nele se devem rever os Portugueses em geral e nele devem ter confiança máxima enquanto elemento de última instância em situação de desespero de causa - tal não acontece, como sabemos e constatamos, com um presidente oriundo da classe político-partidária. Para além de o soberano dever ser alguém que teve desde idade pramatura educação para a missão que o espera.

Por estes motivos, passe a vulgaridade dos mesmos, sou convictamente monárquico. Infelizmente deparo-me com argumentos de qualidade duvidosa por parte de muitos monárquicos contra certas fases da história da nossa república. Por outro lado, estou muito longe de entender a monarquia como a salvação nacional. Como a via segundo a qual os problemas nacionais estariam resolvidos e receita de moralização da pátria através da qual das questões mais prosaicas às mais complexas teriam sua resolução imediata ou a prazo.

Infelizmente o nosso País conheceu períodos de decadência, de alguns dos quais há um fio condutor para muitos problemas da actualidade, em pleno período monárquico. Assim como viveu períodos de regeneração e de moralização já no tempo da "odiada" república. Como tal, não é a forma de governo que por si só traz resolução a qualquer tipo de problemas que seja. Pior ainda, a tentativa de resolução dos mesmos através dessa alteração apenas resultaria em decepção tal que a defesa da Monarquia poderia ficar indelevelmente comprometida.

Por estes motivos, as prioridades neste momento passam por reformas políticas, sociais, mentais e subsequentemente económicas, administrativas e legais, sem as quais se tornam anacrónico e prematuro colocar a questão da alteração da forma de governo. Isto não implica claro está que não se deva fazer a apologia da monarquia e não se discuta o tema quando tal é oportuno e apropriado. Todavia, levemos os reis para uma casa digna e arrumada.

Texto publicado no Estado Sentido

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Constatação lixada, pá!

Uma coisa é certa em relação à monarquia: ela é impossível, ou muito dificilmente, de conciliar com ideologias como comunismo, fascismo ou nazismo. Na medida em que estes regimes nunca coexistiram e dificilmente coexistiriam com ela.
Logo, é um sistema de soberania incompleto, sem dúvida...

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Estes ainda tentaram ir a tempo...

Com a devida vénia ao Porto Antigo, donde tirei o presente texto.
Documento da proclamação da Monarquia do Norte, redigido por Paiva Couceiro, de 19 de Janeiro de 1919.


Texto:
«Soldados!

Tendes diante de vós a Bandeira Azul e Branca! Essas foram sempre as cores de Portugal, desde Afonso Henriques, em Ourique, na defesa da nossa terra contra os Moiros até D.Manuel II mantendo contra os rebeldes africanos os nossos domínios em Magul, Coolela, Cuamato, e tantos outros combates que ilustraram as armas portuguesas.
Quando em 1910 Portugal abandonou o Azul e Branco, Portugal abandonou a sua história! E os povos que abandonam a sua história são povos que decaem e morrem.
Soldados! o Exército é, acima de tudo, a mais alta expressão da Pátria e, por isso mesmo, tem que sustentá-la e tem que guardá-la nas circunstâncias mais difíceis, acudindo na hora própria contra os perigos, sejam eles externos ou internos, que lhe ameacem a existência.
E abandonar a sua história é erro que mata! Contra esse erro protesta, portanto, o Exército, hasteando novamente a sua antiga Bandeira Azul e Branca.
Aponta-vos Ela os caminhos do Valor, da Lealdade e da Bravura, por onde os portugueses do passado conquistaram a grandeza e a fama que ainda hoje dignifica o Exército de Portugal perante as nações do Mundo!
Juremos segui-la, soldados! E ampará-la com o nosso corpo, mesmo à custa do próprio sangue!
E com a ajuda de Deus, e com a força das nossas crenças tradicionais, que o Azul e Branco simbolizam, a nossa Pátria salvaremos!


Viva El-Rei D.Manuel II!
Viva o Exército! Viva a Pátria Portuguesa!»