domingo, 29 de novembro de 2009
terça-feira, 24 de novembro de 2009
Antecipação do mercado de Janeiro
domingo, 22 de novembro de 2009
Serviço público cafeano
Francisco Pedro Gontier (Maine) de Biran (1766-1824)
A Ideia de Deus
A causa de todas as existências, que é o objecto próprio da razão, não pode por esta ser concebida senão como necessária, una, absoluta, eterna e imutável, ou não seria ela o objecto mesmo dessa razão. Todas as verdades necessárias que o nosso espírito encontra, e que não engendrou, têm esse carácter essencial de eternidade e imutabilidade; elas eram, antes que o nosso espírito as pudesse ter engendrado, e serão as mesmas depois de o nosso espírito cessar de as aperceber; e serão ainda, quando já nenhuma inteligência finita como a nossa as compreenda.
[...]
O Panteísmo
Já o panteísmo, que ignora ou nega o individuo e a personalidade, para tudo reduzir à ideia abstracta e colectiva de substância, acaba excluindo aquelas que são as unidades por excelência: Deus, e o Eu como consciência.
Eis a negação absoluta da religião como moral; eis o produto monstruoso da razão em toda a sua força, uma razão que, de um ponto de partida falso, vai por longo e tortuoso caminho chegar ao último termo do absurdo. O sentimento moral e religioso desaparece do coração humano, é a morte completa. E, se nos privou de tudo o que valoriza a existência, muito bem faz o panteísmo de nos privar também da própria existência, já que nega que somos pessoas verdadeiras.
sábado, 21 de novembro de 2009
Uma lição de vida
sexta-feira, 20 de novembro de 2009
Momento de poesia
Às mais, depois, vez e hora;
No altar acendem-se as velas;
- Mas de dentro para fora.
Nações diversas: e sonham
Fundi-las numa! Bem vês:
Só Deus é um; e, assim mesmo,
Quantas Pessoas? São três!
Amai a Pátria; e, na Pátria,
Amai o mundo em redor
Seja a terra como a igreja
E a Pátria o seu altar-mor.
O amor da Pátria, - qual facho
Erguido à mão de Jesus, -
Não tenta queimar as outras,
Mas dar-lhes a própria luz.
De António Correia de Oliveira, da obra Roteiro de Gente Moça, 1936
sábado, 14 de novembro de 2009
segunda-feira, 9 de novembro de 2009
Deram asas à Nikita...
Uns quatro anos antes da queda do propalado Muro, nós os livres ocidentais gramávamos com esta lenga-lenga vezes sem conta, em especial no livre Portugal com os seus dois ultralivres canais de TV e de rádios que se copiavam e ainda copiam umas às outras. Não tardou assim muito para a Nikita ganhar asas e experimentar Red Bull e Coca-cola em conjunto com as diversas maravilhas do capitalismo.
Com a queda do comunismo, o seu fantasma mantém-se bem vivo, tornando-se a Nikita uma social-democrata do caraças, com sua vida privada na mesma vigiada e condicionada em nome do progresso e da igualdade. O ódio ao Cristianismo e o desprezo pela vida humana mantêm-se iguais, no entanto Nikita ter-se-á sentido aldrabada ao assistir à dissolução das instituições e das soberanias e respectivo sentimento nacional. Entretanto, vai trocando de telemóvel e de carro enquanto se endivida com o cartão de crédito. Excepto no caso de este ser pago por alguma prebenda honorífica pela sua participação activa na vida política, exercendo cargos públicos onde aprendeu que o roubo e a corrupção não eram exclusivo do seu antigo mundo, em relação ao qual terá alguma saudade da vergonha e do decoro que pelo menos encobriam o esterco e davam alguma dignidade à coisa pública.
Resta à Nikita, no entanto e por enquanto, a liberdade de poder dizer "Isto afinal é uma merda!" sem que a Stasi a chateie. Mas cuidado, Nikita, com alguns tribunais federais e respectivos sabujos paara aí andam e que para eles vigiam.
Curiosidades cafeanas
domingo, 8 de novembro de 2009
Tema dominical da semana
quinta-feira, 5 de novembro de 2009
Em nome do progresso!
O progressismo universalista que caracteriza a UE mostra assim que o seu papel não é apenas orientador ou quanto muito manipulativo. Ela tem prerrogativas de autoridade coerciva e intrusiva que fariam inveja a tantos poderes de outrora, cujo papel na história já foi mais do que dissecado.
Por outro lado, a limpeza cultural e religiosa da coligação de circunstância ateísta-islâmica está a começar a colher frutos importantes, cujas armas são por demais conhecidas e de novo pouco possuem: a denúncia pura e simples, sustentada numa legislação proibicionista e adversa a especificidades culturais e/ou locais que se desviem da cultura do poder vigente.
Temos novo Império Otomano prestes a mostrar sua glória, com a Laica de um lado e Maomé do outro. Resta saber por quanto tempo eles se predispurão a dividir o poder e Maomé não envia a Laica em novo Sputnik para Nenhures... Para completar o ramalhete, a história repete-see mais uma vez no que toca ao papel que os progressistas são exímios a desempenhar, muito apreciado pelos antigos sovietes: o de idiotas úteis.
E assim vão as glórias do Mundo.
segunda-feira, 2 de novembro de 2009
Sobre o municipalismo
1ª TeseO Município não é uma criação legal. Anterior ao Estado, é preciso defini-lo e tê-lo como organismo natural e histórico.
2ª Tese
A descentralização administrativa não é, por isso, suficiente para resolver o problema municipalista.
3ª Tese
Órgão da vida local, inteiramente extinta, mas que é preciso ressuscitar para que haja vida nacional consistente e intensa, o Município deve ser restaurado nos termos em que vicejaria hoje o velho e tradicional município mediévico, se o seu desenvolvimento não tivesse sido estrangulado por factores de sobejo conhecidos.
4ª Tese
Essa restauração do nosso antigo Município equivale a considerá-lo não como uma simples função administrativa, mas como um centro de vida própria, espécie de unidade orgânica, abrangendo todas as relações e interesses dos seus convizinhos, desde o ponto de vista familiar e económico até ao ponto de vista cultural e espiritual.
5ª Tese
Restaurado em tais condições, o Município, simultaneamente suporte e descongestionador do Estado, contribuirá para atenuar a crise mortal que este atravessa, vítima do centralismo excessivo que o depaupera e abastarda.