terça-feira, 9 de Fevereiro de 2010

Renovação

Aqui no Café por vezes muda-se a forma, dando nova cara a conteúdos que se vão mantendo.

sexta-feira, 5 de Fevereiro de 2010

Futebol como reflexo da sociedade e do país

Excerto ilustrativo de como o que se passa nos clubes, e não é apenas no FC Porto, é o espelho da mentalidade de quem nos (des?)governa. Isto independentemente de, por vezes, terem de se correr riscos para lá dos orçamentos e dos défices.

quarta-feira, 3 de Fevereiro de 2010

Estudemos a Monarquia do Norte

Para que a história contemporânea do Porto não fique circunscrita ao propalado 31 de Janeiro, para que se desmitifique os clichês republicanistas que envolvem a Invicta e o Norte do país e se faça um pouco de História sobre um episódio da I República com o Porto e o Norte como palcos principais, foi criado A Monarquia do Norte.
Também se trata de uma homenagem a um grupo de homens, cujo carácter e abnegação infelizmente vejo extintos nos dias de hoje, que tentou regenerar o País e pôr termo à decadência e miséria que caracterizaram a I República no ano em que se celebra (assim mesmo sem aspas e com muita pompa e curcunstância) o seu Centenário.

segunda-feira, 1 de Fevereiro de 2010

Em memória

sábado, 30 de Janeiro de 2010

Tema dominical da semana

Uma das melhores cenas, que é dizer das que eu mais gosto, da história do cinema. Evidentemente, só podia vir de um dos meus filmes de culto. Todos temos um momento na vida que é 25ª hora e o mundo aproxima-se ou já entrou nela.
The 25th Hour (A Última Hora) de Spike Lee

quinta-feira, 28 de Janeiro de 2010

O fado do 31

domingo, 24 de Janeiro de 2010

Tema dominical da semana

Dedicatória


Ao João Marchante e ao seu eterno, assim o espero, Eternas Saudades do Futuro, os meus sentidos parabéns, ainda que um pouco atrasados. Desde há algum tempo que este blog faz parte das minhas visitas diárias e me tem motivado para o bom combate, vindas de alguém cujas referências estéticas e artísticas eu muito prezo e se coadunam com as minhas.

Dedico-lhe este postal com a ilustração de um símbolo que no meu entender é dos que melhor representam a trilogia Deus, Pátria e Rei, na medida em que estiveram relacionados com os melhores momentos da Nação.

sábado, 23 de Janeiro de 2010

Citações essenciais

"Nenhum dos países que conseguiram uma alfabetização de massas durante o século XIX fez contra a Igreja. Em Portugal, primeiro com os liberais e depois com os republicanos, o Estado não só tentou fazê-lo como entendia que a alfabetização era um veículo para substiuir a educação religiosa por uma educação cívica formatada em Lisboa."

Rui Ramos, em entrevista à revista Ípsilon do Público

sexta-feira, 22 de Janeiro de 2010

Para que casa iremos levar nossos reis?

Já tive aqui oportunidade de assumir que a monarquia é a forma de governo que defendo para Portugal. Esta posição não se prende com razões históricas, mas sim éticas e filosóficas. No meu entender, a Nação é uma entidade suficientemente importante para o respectivo soberano não ter de se submeter a processos eleitoralistas e eleiçoeiros, com a carga partidária e demagógica que daqui advém. Por outro lado, esse soberano deve ser elemento unificador, agregador e nele se devem rever os Portugueses em geral e nele devem ter confiança máxima enquanto elemento de última instância em situação de desespero de causa - tal não acontece, como sabemos e constatamos, com um presidente oriundo da classe político-partidária. Para além de o soberano dever ser alguém que teve desde idade pramatura educação para a missão que o espera.

Por estes motivos, passe a vulgaridade dos mesmos, sou convictamente monárquico. Infelizmente deparo-me com argumentos de qualidade duvidosa por parte de muitos monárquicos contra certas fases da história da nossa república. Por outro lado, estou muito longe de entender a monarquia como a salvação nacional. Como a via segundo a qual os problemas nacionais estariam resolvidos e receita de moralização da pátria através da qual das questões mais prosaicas às mais complexas teriam sua resolução imediata ou a prazo.

Infelizmente o nosso País conheceu períodos de decadência, de alguns dos quais há um fio condutor para muitos problemas da actualidade, em pleno período monárquico. Assim como viveu períodos de regeneração e de moralização já no tempo da "odiada" república. Como tal, não é a forma de governo que por si só traz resolução a qualquer tipo de problemas que seja. Pior ainda, a tentativa de resolução dos mesmos através dessa alteração apenas resultaria em decepção tal que a defesa da Monarquia poderia ficar indelevelmente comprometida.

Por estes motivos, as prioridades neste momento passam por reformas políticas, sociais, mentais e subsequentemente económicas, administrativas e legais, sem as quais se tornam anacrónico e prematuro colocar a questão da alteração da forma de governo. Isto não implica claro está que não se deva fazer a apologia da monarquia e não se discuta o tema quando tal é oportuno e apropriado. Todavia, levemos os reis para uma casa digna e arrumada.

Texto publicado no Estado Sentido

quarta-feira, 13 de Janeiro de 2010

Tema musical da semana

Segundo o apresentador, sounds of Northwest...

domingo, 10 de Janeiro de 2010

Nacionalismo e liberdade económica

Numa versão livre de degenerações datadas e localizáveis, o Nacionalismo é o ideário que melhor protege a propriedade e a iniciativa privada. Apenas um Estado forte na sua autoridade e no prestígio e seriedade que transmite pode pôr cobro ao nepotismo da banca, de monopólios e de outros grupos de pressão, tais como as diversas máfias, que coarctam a iniciativa privada e viciam e manipulam o mercado livre. A propriedade privada não existe sem autoridade do Estado, isto é a entidade que garantirá o cumprimento de uma Constituição que salvaguarde princípios e valores na defesa de Portugal e dos Portugueses, para lá de qualquer carga ideológica ou classista, assim como de um corpo de leis que lhe sejam de feição.

A tradição nacionalista portuguesa, antes de as neologias anticristãs surgirem nos anos 80, caracterizada pela observância dos princípios históricos do municipalismo e do ecumenismo católico, não vai ao encontro de um Estado centralizador e macrocéfalo, típicos do socialismo, do fascismo e de outros ismos tais, nem tampouco de regionalismos artificiais, mas sim do princípio do autogoverno local.

De resto, a História pode ensinar aos mais livres de preconceitos que a temperança a partir da qual, e apenas da qual, florescem as economias nacionais, a paz social e uma classe intelectual instruída e interveniente provém de governos que tiveram como prioridade principal a defesa da soberania e como guia de orientação os valores dos seus países e da tradição cristã que lhes era subjacente.
Também publicado no Estado Sentido

segunda-feira, 4 de Janeiro de 2010

Tema musical da semana

Perdi o concerto da Lhasa quando ela esteve em Portugal há cerca de três ou quatro anos. Em casos normais volta a haver oportunidade. Infelizmente não é este o caso pois Lhasa partiu em pleno dia de Ano Novo, após lutar contra um cancro. Por cá deixa-nos a ternura de sua voz e uma imensa alma nas suas performances.

domingo, 3 de Janeiro de 2010

Citações essenciais

Conversa em forma de desabafo de Manuel Abrantes

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quinta-feira, 31 de Dezembro de 2009

Mudar de página

Os dias sucedem-se sem conhecer calendário. Mas o Homem sempre gostou de pôr nome às coisas, neste caso números. 2008, 2009, 2010... Pelo menos, pode ter a oportunidade de mudar a página de um calendário, caso não o faça na sua vida.
Independentemente do tempo que passa, parafraseando Raul Solnado – que o tempo nos levou –, "Façam o favor de serem felizes!"

quarta-feira, 30 de Dezembro de 2009

Sobre a Nação e o Nacionalismo

De modo genérico, revejo-me nas permissas do Nacionalismo, enquanto este compreende a Nação como uma entidade moral e intemporal. No seio desta entidade é suposto haver um colectivo com uma identidade própria, a qual é reconhecida e assumida pela maioria dos Portugueses. Revejo-me no Nacionalismo enquanto defesa dessa mesma identidade e dos valores e das instituições que lhes estão subjacentes.

Neste sentido, penso que o nacionalista deve repudiar a ingerência e a adopção de modelos e valores estranhos e estrangeiros – em especial quando estes nada de bom acrescentam e se revelam inadaptáveis à nossa cultura e tradição –, assim como outros que, tidos como valores e premissas nacionalistas vindos de outras paragens, na sua essência e na sua intenção representam a antítese daquilo que podemos definir como Portugalidade - isto é, conjunto de valores, tradições e características étnicas e culturais de Portugal. Neste conjunto de valores, tem sempre de se assumir, independentemente da crença ou descrença de cada um, a matriz cristã, católica que de modo indelével marcou e marca a entidade e a identidade de que aqui se fala.

Existem princípios e objectivos de alguns nacionalismos cujos ecos cá chegam e acriticamente são, muitas vezes, adoptados. Alguns deles representam a mais pura antiportugalidade. É o caso do zelo pela supremacia e pela pureza rácica de uma suposta etnia nacional, que no nosso caso – pelo menos do ponto de vista biológico, genético e antropológico – definitivamente não existe. Já Herculano, seguido de Oliveira Martins e de Orlando Ribeiro desmistificaram fundamentadamente o mito da Lusitânia e dos Lusitanos.

A abordagem dos problemas relacionados com a imigração merecem também uma análise crítica, tendo como ponto de reflexão aquilo de deve ser entendido como espaços e povos lusófonos e os próprios antecedentes históricos da diáspora portuguesa.

Por outro lado, a abordagem das questões relacionadas com a Globalização, seja ela cultural ou económica, estão longe de ser lineares para quem tem preocupações nacionalistas e identitárias. Pois a tradição deve ser estudada de modo a identificar aquilo que de externo ela própria contém. E daí concluir-se que a rejeição liminar e definitiva de tudo quanto vem de fora não apenas é contraproducente como vai contra a tradição nacional em si mesma.

No ponto de vista económico, creio que não é de todo em todo antinacionalista ter a noção dos inconvenientes e dos falhanços dos modelos proteccionistas, em especial os do tipo colbertista, não apenas em Portugal como por esse mundo fora. Contudo, rejeição mais veemente me merece um livre-cambismo desregulado e submetido a interesses estranhos à Nação.

Não creio o que escrevi atrás seja alguma forma de subjectivismo ou de relativismo. Também não é nenhum apelo à moderação e muito menos ao politicamente correcto, conceitos que a mim pouco dizem. Estou convicto de que para se defender Portugal, há que pensá-lo primeiro e conhecer aquilo que ele foi, é e poderá ser. Aquilo que é mito e aquilo que pura e simplesmente permanece. No entanto, estou consciente de que outros nacionalistas e não-nacionalistas podem fazê-lo muito melhor do que eu.

domingo, 27 de Dezembro de 2009

Tema de contemplação de hoje

POEMA ÍNTIMO

II.– Vivamos en el mundo.
Pero tengamos nuestro mundo aparte
en un rincón del alma.

Un mundo nuestro
donde tus horas y mis horas pasen
íntimamente, luminosamente
sin que nos turbe nadie.

José Antonio Primo de Rivera, 1925

sexta-feira, 25 de Dezembro de 2009

Melancolias pueris

Não há nada mais solitário e melancólico do que a noite de 25 de Dezembro. Para quem a viver como Natal. Recordações de curto prazo ou de véspera. Recordações de longo prazo, de Natais anteriores. De Natais mais felizes para os agora infelizes, de Natais mais infelizes para os agora felizes, ou... menos infelizes. O cheirinho a canela e o travo suavemente salgado do bacalhau, umas luzes tremeluzentes ao som de alguma música de fundo imprecisa e um certo burburinho de crianças resta sempre como algo que ficou gravado na memória deste dia e apenas deste dia. Para mim Natal será sempre noite, sinónimo de consoada, sinónimo de uma estrela que brilha no céu no meio de muitas outras tal como naquele qualquer postal que me corta a respiração por me fazer lembrar sei lá o quê, sinónimo de véspera e expectativa de algo que irá acontecer, ao contrário do dia que é uma pura contemplação do acontecido.

quinta-feira, 24 de Dezembro de 2009

Poema

NATAL...

Natal... Na província neva.
Nos lares aconchegados,
Um sentimento conserva
Os sentimentos passados.

Coração oposto ao mundo,
Como a família é verdade!
Meu pensamento é profundo,
'Stou só e sonho saudade.

E como é branca de graça
A paisagem que não sei,
Vista de trás da vidraça
Do lar que nunca terei!

FERNANDO PESSOA
Notícias Ilustrado, 30 de Dezembro de 1928

Nasceu Jesus

Santo Natal para todos!

segunda-feira, 14 de Dezembro de 2009

Isto 'tá a... arrefecer!


Quase todo o País vai ficar abaixo de zero

A vaga de frio vai manter-se até quarta-feira, dia em que começa a chover e a nevar com intensidade.



Eh pá, já são os efeitos do acordo de Copenhaga!

domingo, 13 de Dezembro de 2009

Tema musical da semana

Oásis


Tirada daqui esta imagem representa o paradigma daquilo que é a Suíça nos dias de hoje: um oásis de ar puro no meio do esgoto que ameaça propagar-se cada vez mais.

sábado, 12 de Dezembro de 2009

O Natal de hoje


Não me cabe a mim nem a ninguém fazer julgamentos morais sobre as crenças e descrenças das pessoas. No entanto, não é difícil constatar o facto de que os eventos e festividades com grande impacto social e cultural, tais como Natal, Páscoa, etc. têm uma origem religiosa. Contudo, o seu significado religioso perdeu-se numa massa amorfa, agnóstica e materialista. Daí que a vivência de tais festividades tenha adquirido o carácter dominante da cultura de massas dos dias de hoje: o comércio, o culto da posse dos objectos de desejo temporário e a ostentação de uma imagem de prosperidade e de poder.

Assim, pode ser que o humilde mas politicamente incorrecto presépio dê lugar a frondosas e ecológicas árvores de Natal. Pode ser que deste modo esqueçamos de vez a incómoda origem religiosa e nesse caso, as laicos e as laicas deste mundo não tenham tantos problemas de consciência na hora de gozar o feriado e de receber o subsídio respeitante.

terça-feira, 1 de Dezembro de 2009

Eterno David

Ao longo da História, foram várias as bandeiras de Portugal, assim como os regimes e o tipo de imagem que projectava no mundo. Todavia apenas algo transcendente fez esta nação acreditar no seu nascimento em 1141, na sua Restauração em 1640 e em diversas e sucessivas regenerações, quando tudo parecia estar perdido.
Primeiro de Dezembro sempre!