Domingo, 31 de Julho de 2011

"Contigo abraço a distância"

Contigo abraço a distância.
E a distância que eu abraço
Não nos cansa.

(Mais outro passo
É mais ânsia
De outro passo
Que é esperança!...)
Rodrigo Emílio

Sábado, 30 de Julho de 2011

"Muito para ti"

Muito para Ti (e até às lágrimas, às lágrimas… — aqui e agora
ancoradas) — a bruma e o adeus de um excesso de alma que,
por excesso, dentro em mim não cabe, e de mim transborda
sempre em lágrimas ou poemas (que são lágrimas, também:
posto que lágrimas rimadas…).
Rodrigo Emílio 

Quinta-feira, 28 de Julho de 2011

Momentos, o infinito...

E ele velava o seu sono como se a conduzisse por mundos oníricos tão azuis como a pureza dos seus sentimentos, mas banhados por um imenso rio encarnado de paixão. Sem despedidas, sem passado, presente ou futuro. O infinito repousava na respiração harmonizada entre ambos, como se sono e vigília se fundissem num só.

Terça-feira, 26 de Julho de 2011

Momento intimista do dia

Um homem quando nasce, o seu primeiro elo de ligação é uma mulher, a sua mãe. Elo esse tão forte quanto ela é a sua fonte de sobrevivência. Um homem quando cresce pretende ganhar asas para voar e isso faz parte da sua natureza. Quando se apercebe que o seu voo depende muito desse ser que lhe garante o equilíbrio, debate-se com uma luta interna que o pode conduzir à harmonia ou à destruição - o seu relacionamento com as mulheres da sua vida, sejam elas, mães, irmãs amantes, namoradas...  e, por fim, esposas. 
Os pontos cardeais da bússola de um gajo são todos condicionados por esse seu semelhante tão diferente. Cada missão, bélica ou pacífica, tem o seu norte naquele sorriso que só "ela" nos pode dar. 
Não, não vou encerrar isto com nenhuma frase feita...

Segunda-feira, 25 de Julho de 2011

A queda

Estão várias jovens gerações a morrer, eliminadas por um mundo artificial que nos foi imposto, onde o materialismo e o opróbrio imperam. Nada e mais nada senão uma força brutal e devastadora o poderá derrubar, a não, claro, ser a própria podridão.