Sábado, 31 de Julho de 2010
Altos pensamentos político-ideológicos II
Sexta-feira, 30 de Julho de 2010
Quinta-feira, 29 de Julho de 2010
Poema do café matinal
Quinta-feira, 22 de Julho de 2010
Café concerto
Que vont charmant masques et bergamasques
Jouant du luth et dansant et quasi
Tristes sous leurs déguisements fantasques.
Tout en chantant sur le mode mineur
L'amour vainqueur et la vie opportune
Ils n'ont pas l'air de croire à leur bonheur
Et leur chanson se mêle au clair de lune,
Au calme clair de lune triste et beau,
Qui fait rêver les oiseaux dans les arbres
Et sangloter d'extase les jets d'eau,
Les grands jets d'eau sveltes parmi les marbres.
Paul Verlaine - Clair de Lune
Sábado, 17 de Julho de 2010
Dezassete do sete de setenta e dois
Sábado, 10 de Julho de 2010
Sexta-feira, 9 de Julho de 2010
Equívocos de uma época sem rumo
Porque me irrita a ignorância que está por detrás da comparação do governo de Sócrates com o Estado Novo e Salazar, o seguinte trecho desfaz os mitos de quem fala do que não sabe e faz paralelos entre coisas incomparáveis. Isto para além dos exemplos da política económica do Estado Novo que em nada têm que ver com aquilo que tem sido o (des)rumo da economia política desde Abril. Não é preciso esmiuçar a história contemporânea de Portugal e do Mundo para se concluir que o Estado Novo, não obstante o interesse nacional que era priorizado, nunca impediria negócios de aquisição entre entidades privadas. Aliás não era atreito a "golden shares" de espécie alguma pois detestava confusões e nuances entre aquilo que era coisa pública e a propriedade privada - a qual era muito mais respeitada do que na "disneycracia" actual.
Em nosso pensar economia nacional deve servir a Nação; é o seu fim; é a sua razão de ser. Mas por que meios se garantirá este destino? Os termos «nacional», «nacionalista», «nacionalização» aplicados à economia prestam-se a mal-entendidos, porque em muitas partes se lhes dão significados diversos; mas nós não temos dificuldade em expor claramente o nosso pensamento.
A economia nacional não pressupõe nem exige que o Estado absorva as empresas particulares e dirija os monopólios, mesmo quando a actividade destes é essencialmente um serviço público. O nosso nacionalismo é anti-socialista e desadora o estatismo, pela dupla razão de a experiência portuguesa no-lo haver demonstrado antieconómico e fazermos profissão de fé na iniciativa individual e no valor dos grandes campos de acção privada para defesa da própria liberdade humana.
António de Oliveira Salazar («Os princípios e a obra da Revolução no momento interno e no momento internacional» — Ao microfone da Emissora Nacional, em 27 de Abril — «Discursos», Vol. III, págs. 397-399 e 400-401) – 1943
Quinta-feira, 8 de Julho de 2010
Quarta-feira, 7 de Julho de 2010
Domingo, 4 de Julho de 2010
Sexta-feira, 2 de Julho de 2010
Democracia das calminhas
Os insondáveis domínios da República Partidocrática Portuguesa e de suas instituições-chave, no caso o Tribunal Constitucional, brindam-nos com soluções de grande originalidade: adiar e ignorar. Emitir despachos? Sim, mas devagarinho, pois os senhores têm muito trabalho e não sabem para quando o despacho favorável ou desfavorável à legalização do projecto político em causa. Feliz de quem trabalha sem prazos!