sábado, 26 de junho de 2010
quinta-feira, 24 de junho de 2010
S. João no Café
segunda-feira, 21 de junho de 2010
Nada mais belo do que a praia à noite

domingo, 20 de junho de 2010
A luta continua?
Qual luta, pergunto eu? Se for pela implantação do marxismo-leninismo, a luta já foi perdida há muito, se calhar derrotada logo à partida. Se a luta for por uma realidade de ateísmo e capitalismo de estado, ela não precisa de continuar pois seu auge já foi atingido desde o fim da II Guerra Mundial.
Resta saber que luta os saramaguistas reivindicam. Eu tenho cá para mim que nem eles sabem. É gente que joga cravos e palavras ao vento...
sexta-feira, 18 de junho de 2010
Estado redistribuidor de... cinzas
Na mesma notícia
O cropo [sic] será depois cremado, e as cinzas vão ficar em Portugal, anunciou José Sucena, que falou directamente com Pilar del rio, avança o Público.
sábado, 12 de junho de 2010
Os nossos tempos e os de amanhã que está por aí
O conceito de revolução permanente, cunhado por Trotsky, não é outro que não essa dinâmica. Afinal, a revolução se propõe objetivos inalcançáveis e seu sentido é o movimento contínuo, rumo ao nada. O repouso jamais poderá ser alcançado. Mas os momentos de febre precisam ser seguidos de momentos de relativa estabilização, sob pena de a vida prática ficar inviável.
O liberalismo dito clássico, nos momentos subseqüentes ao movimento revolucionário do século XVII, em paradoxo, passou a compor o contrapeso aos delírios revolucionários jacobinos. Voegelin fecha o texto com a seguinte afirmação:
“In the light of these considerations we can say that, on the one hand, liberalism decidedly has a voice in the political situation of our time; on the other hand, however, today the ideas of autonomous, immanent reason and the autonomous subject of economics are scarcely alive and fruitful; thus, the classical liberalism of the secularist and bourgeois-capitalist stamp may be pronounced dead.”
Voegelin foi certeiro no seu diagnóstico. Passadas mais de três décadas dessa constatação podemos dizer que a forma resultante de estabilização do movimento revolucionários na segunda metade do século XX foi o que se chamou de neoliberalismo, essa simbiose entre os frutos da ciência econômica liberal com as crenças coletivistas no plano político. O neoliberalismo virou a plataforma de todas as agremiações políticas no poder, desde o fim da II Grande Guerra. É o que se chama de social-liberalismo ou liberalismo-social. Numa única expressão, social-democracia.
Neoliberalismo é apenas mais uma variação estabilizadora da social-democracia, esta mesma que está a morrer pela crise atual. Vê-se que a variante neoliberal não pode ser mais o elemento racionalizador e estabilizador do exercício do poder real nesse estágio avançado. O modelo esgotou-se, fruto de sua entropia intrínseca. O distributivismo proposto pela social-democracia dependia da contínua expansão da carga tributária e da emissão de moeda, que já bateram seu limite superior. A falência está inteiramente explícita na inviabilidade dos modelos de previdência social e no inchaço incomensurável do funcionalismo público. O mundo ocidental está em um beco sem saída, inclusive nos EUA.
O que virá no lugar? Ninguém sabe. Uma guinada conservadora? Um novo espasmo revolucionário? Seja o que vier não se fará com pouca violência. Os sintomas estão por toda parte, as tensões brotam dia a dia. Os próximos anos serão sombrios.
quinta-feira, 10 de junho de 2010
Tema musical para Dia da Nacionalidade
Dedicado a um poeta que a minha ignorância até ao momento não permitiu conhecer muito bem, mas cuja obra é e será sempre nova, apesar de o homem já ter partido.
Ainda sobre António Couto Viana
Homenagem a António Manuel Couto Viana
Homenagem a António Manuel Couto Viana II
Para a Cristina, uma recordação de Couto Viana
Partiu o nosso poeta
Dia que já foi da Raça, de Camões e da Nacionalidade...
... hoje é um feriado mais para as... comodidades.
Onde resta aconselhar, à semelhança de uma outrora monarquia liberal:
- Foge cão que te dão condecoração!
- Para onde se nem eles sabem por onde vão!
São guiados pela mera cleptocracia, neste arraial
em que se tornou a República centenária,
no cantinho onde reduziram Portugal.
terça-feira, 8 de junho de 2010
domingo, 6 de junho de 2010
Premências prementes e deprimentes

quarta-feira, 2 de junho de 2010
O Estado da educação ou a educação do Estado
Os ideários contidos na República e na Democracia caracterizam-se pelo optimismo antropológico em relação à Humanidade. Em especial, quando esta está sob os efeitos de um sistema em que a Educação e a Cultura é igual para todos. Neste sentido, na I e III Repúblicas proliferaram ministérios cheios de paixão pela Educação, tida como a panaceia para todos os males e atrasos do País. Abriram-se escolas, universidades, quer nos sectores público quer no privado sem que fossem tidas em conta as características demográficas numa análise a curto, médio ou longo-prazo. Estava mais do que previsto o impacto negativo que iria ter no Ensino e nos seus agentes a diminuição da natalidade e a destruição da instituição família, fenómenos a que não é alheio o ideário democrático progressista.
Pelo meio inventaram-se modelos novos que, de tão maus na sua essência e inconsistentes no seu conteúdo, deram frutos espectaculares logo nos seus inícios. Daí que foram sendo ao longo dos diversos governos substituídos por outros, mas sempre da mesma natureza: o eduquês, o facilitismo, o didactismo, etc.
Os resultados estão aí. A Escola é um espaço moribundo, à beira da falência económica e moral. Podia restar ao aluno com dificuldades em aceder Ensino - o qual outros colegas e compatriotas seus têm quase de borla - a esperança de poder aprender uma profissão que garantisse o seu futuro. Mas até isso lhe é vedado devido à quase inexistência de ensino técnico onde ele é mais preciso.
Já alguém perguntou aos senhores do Governo o que vão fazer agora com a Escolaridade Obrigatória até aos 18 anos?

