sábado, 14 de junho de 2008

O erro da União


É significativo o facto de as conquistas mais importantes, duradouras e positivas que a União Europeia conseguiu lograr foi proporcionar um período de paz duradoura, solidariedade entre estados, garantia dos direitos democráticos fundamentais e maior protecção de cada um dos estados contra agressões externas ou internas.


Aquilo que mais tem vindo a roer a construção europeia é o seu economicismo que desde o início foi imposto a todos os estados, por vezes, de modo pouco democrático e intromissivo. É a intromissão de espírito marxista a impor controlos à produção agricola e industrial; a subsidariedade contraproducente; a imposição de políticas fiscais onerosas para indivíduos e empresas; e todo um aparelho burocrático centralizado em Bruxelas que coarcta a liberdade comercial aos estados membros, devido à imposição de políticas aduaneiras proteccionistas e mesmo egoístas em relação a estados africanos e de outros continentes.


É urgente uma constituição europeia que consolide a união política e a paz entre as nações europeias, que promova o espírito de união de esforços militares contra inimigos externos e a discussão e decisão quanto aos problemas da actualidade. Há para isso que pôr fim ao controleirismo economicista que tem vindo a destruir as fontes de produção das nações europeias que apenas beneficia os mais fortes e prejudica os mais fracos.

2 comentários:

Ana disse...

E tu acreditas numa constituição assim?
Eu confesso que já nem sei o que esperar.
Se tivesse havido referendo noutros países, mais amargos de boca teriam tido os mentores do tratado.
Que a democracia é muito linda mas é quando as coisas correm de feição...
Senão... há que dar-lhes a volta, como certamente irão fazer.

Abraço

Pedro disse...

Ana
Acredito numa constituição política que seja o mais simples e objectiva possível, o modelo americano é um exemplo a seguir, que reforce a coesão europeia nos planos político e militar.
Teria ela de ser escrutinada por referendos em todos os estados-membros.
Ainda bem que este tratado tem sido chumbado, pois tem aspectos antidemocráticos, tira aos estados autonomia fiscal e aduaneira (que já não existe, mesmo sem ele, diga-se) e tem vindo a ser imposto à evelia de vários estados-membros. "Porreiro, pá!", os irlandeses terem cabecinha!