Na Notícias Magazine (essa referência incontornável do mundo cívico-progressista dos dias de hoje) deste último domingo vem um artigo extenso sobre o stress das crianças e adolescentes na época pré-exames. Fiquei tão sensibilizado ao ponto da indignação, perante essa atrocidade contra os direitos da criança, por um lado e, a competitividade e a pressão que os sistemas meritocráticos neoliberais impõem a tão imberbes e primaveris idades. Como se quiséssemos fazer destes adultos do amanhã seres competitivos, stressados, obececados por resultados e sem amor pela liberdade.
Não a liberdade de mercado, esse cancro do capitalismo!, mas sim a liberdade de vez em quando partir para a desobediência civil, incendiar contentores do lixo, lutar para que o Estado proiba a discriminação a minorias e institua o casamento entre homossexuais, polígamos e parentes directos, legalize e promova o aborto e a eutanásia e seja ele próprio a vender pacotes de marijuana. Isso sim é que é a verdadeira liberdade. Estes sim é que seriam os verdadeiros liberais!
E o que pretende este Estado fazer com esta característica avaliativa no modelo de ensino? Formar autênticos fascistas!
No meu tempo não era assim. Ainda em plena ressaca, perdão... esplendor dos tempos do PREC, quando eu e os meus colegas partimos a sala toda, a professora, decerto fascista, invectivou-nos: "vocês são de uma raça!". Denunciámo-la logo ao MFA, mas nessa altura já tinha sido extinto. Hélas!
Mas se hoje é o próprio PR a vir com tão vil palavra!
Que esperança para o futuro, meu Deus? Perdão... meu Marx.
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