quarta-feira, 4 de abril de 2007

Imperdível pérola do 'pugressismo'!


Bem!... Deparei-me com este génio ideológico-musical através dos blogues Ajopringue e Gates of Vienna. Eis aqui uma pérola do pugressismo e do pensamento politicamente correcto com lugar garantido no Guinness - resta decidir a categoria, mas isso deixo para vocês!
O cantor norueguês de música tipo intervenção produziu esta maravilhosa letra (e atenção que não é gozo nem ironia) dedicada aos seus amados muçulmanos ou àqueles que ele entende serem os ditos.
Segue-se a letra que está no original norueguês a par da tradução para inglês. Mas quem preferir em espanhol siga o link do Ajopringue, pois seria um crime perder esta maravilhosa pérola iluminista:

Æ vil vær din venn
I want to be your friend

Æ vil sitt ved ditt bord
I want to sit at your table

Elske under himmelnatt
Make love under the heavenly night

Kysses av kjærlighet
Be kissed by love

Sammen i sorg
Together in sorrow

Ta i mot liv
Receive and welcome life

A vil vær din venn
I want to be your friend

[E agora vem a parte melhor]

Du steiner dine mødre
You stone your mothers

Pisker dine søstre
Flog your sisters

Lemlester dine døtre
Mutilate your daughters

Bak slør
Behind their veils
Men æ vil vær din venn
But I want to be your friend

Como se não bastasse a sua linda cantiguinha, e para que não nos restassem dúvidas de que estava a "cantar" a sério, complementou: "This is about a love so encompassing that it can’t go any further. At the intersection between Islam and Christendom, it is a colossal challenge to me to remain open and try to see the good in all people.”

Mas ainda melhor, para que não pensemos que o trabalho foi fruto de uma grande moca repentina: “I have worked with this text for three or four years. One word here, one word there. Meticulously, I tried to compose a song that tells something essential about my feelings and how complicated I find them. I am prepared to go out of my way in order to reach out to those on ‘the other side.It probably won’t be a hit” Bem quanto à última frase sou capaz de ter as minhas dúvidas...

7 comentários:

Rui Corrêa disse...

É uma bonita letra.
Se a tivesse inventado nos anos 70 ainda podia ter feito parte de um sketch dos Monty Python.
Tipo a cena final do Life of Brian:
"always look at the bright side of life".

Sininho disse...

Que bela abertura de espírito!
Que lição para todos nós!
Agora fiquei comovida. Vais ver que este era o tipo indicado para as negociações com os iranianos.

Um abraço e uma Boa Páscoa.

Pedro disse...

Rui Corrêa, os Monty Python eram fantásticos, mas nunca conseguiram tamanho número como o deste nosso amigo. Ele vai mais longe do que Brian na sua generosidade e sobretudo "fair play"...


Sininho
Com este senhor as negociações acabavam num encontro à moda hippie. Resta saber se os iranianos iam na conversa e não o mandavam procurar amizades noutro lado...
Uma santa Páscoa também para ti e para os teus

Miguel Madeira disse...

Dá-me a impressão que o Pedro é católico, ou, pelo menos, cristão. Se for o caso, não é exactamente isso que a sua religião manda? qualquer coisa como "combatemos o erro, não o homem que erra" ou criticar o pecado mas amar os pecadores?

Pedro disse...

Miguel

O argumento da moral religiosa que mencionou está correcto, mas creio que a sua aplicação aqui é duvidosa pelo seguinte:

- O autor da letra engloba um grupo, os Muçulmanos, com o qual quer fazer as pazes e depois "dos abraços e dos beijinhos" descreve os ditos pecados apesar dos quais ele quer ser amigo desse grupo: "apredejam as mães, mutilam as filhas, lapidam as irmãs". Como se um muçulmano da classe média de Beirute ou de Tripoli, ou mesmo um humilde crente do propalado terceiro mundo apenas pelo facto de ser seguidor do Islão se revisse num enumerado deste calibre!!

- Vamos supor que ele apenas se refere aos ortodoxos, fundamentalistas, ou radicais islamitas que realmente cometem estes pecados, será que o homem é tão tosco que não vê que, por um lado, quem radicaliza de tal modo suas crenças não está aberto a nenhuma solicitação de amizade de quem vem da Noruega ou de algum ponto do mundo ocidental; por outro lado, mesmo que essa abetura pudesse existir ela nunca se iria efectuar sob as palavras "Make love under the heavenly night", "Be kissed by love, Together in sorrow".
Por estes motivos me parece que o indivíduo em questão, por mais bem intencionado que esteja, não sabe do que fala, não se interessa em aprofundar aquilo do que fala, ou canta, e que mistura conceitos e situações de uma maneira tão tosca e ingénua que se não estivéssemos num mundo dominado pela opinião regida pelo politicamente correcto nem teria conseguido editar tamanha patranhada. Quisesse ele escrever uma música, que mantivesse a segunda parte e substituísse a primeira por "lets fight them", "let's kill the motherfuckers" ou coisa no género todo o mundo lhe caía em cima, eu incluído! Mas aí todos teríamos a certeza de que se tratava de uma estupidez e ninguém seria induzido em erro. Agora cantiguinhas pacifistas com refrões destes não só induzem em erro os incautos como também os pretende tornar idiotas - sob o contexto da política internacional dificilmente poderemos conversar e chegar a acordo com gente como a que ele descreve (que, repito, não representam o Islão) e sob outro contexto mais difícil ainda se torna.

Pequena Papoila disse...

Realmente é muito estranho e ilógico, que este cantor/músico proveniente de um País Democrático e Liberal como a Noruega, reconheça a crueldade dos muçulmanos para com as mulheres, (sendo estas vítimas de enormes e graves injustiças em nome do radicalismo religioso) e depois aceite e procure impor uma pretensa amizade com os ditos, não questionando sequer este facto, como se fosse irrelevante!
A questão que se coloca (e que eu acho mais correcta) será o apelo a um relacionamento pacífico, através da diplomacia, porém nunca compactuando amigavelmente com os muçulmanos radicais, ou os que lhes estão próximo - no sentido ideológico ou religioso - e todas as suas arbitrariedades!

Áurea

Pedro disse...

Áurea, Sabe Deus quanto custará um relacionamento pacífico com os jihadistas, chefes de Estado ou de grupos armados, por isso acho que é de apostar aqui no nosso amigo nórdico a ver se ele consegue "make love in a heavenly night". Aliás não dizem que a música acalma as feras?