Sábado, 30 de Janeiro de 2010

Tema dominical da semana

Uma das melhores cenas, que é dizer das que eu mais gosto, da história do cinema. Evidentemente, só podia vir de um dos meus filmes de culto. Todos temos um momento na vida que é 25ª hora e o mundo aproxima-se ou já entrou nela.
The 25th Hour (A Última Hora) de Spike Lee

Domingo, 24 de Janeiro de 2010

Tema dominical da semana

Dedicatória


Ao João Marchante e ao seu eterno, assim o espero, Eternas Saudades do Futuro, os meus sentidos parabéns, ainda que um pouco atrasados. Desde há algum tempo que este blog faz parte das minhas visitas diárias e me tem motivado para o bom combate, vindas de alguém cujas referências estéticas e artísticas eu muito prezo e se coadunam com as minhas.

Dedico-lhe este postal com a ilustração de um símbolo que no meu entender é dos que melhor representam a trilogia Deus, Pátria e Rei, na medida em que estiveram relacionados com os melhores momentos da Nação.

Sábado, 23 de Janeiro de 2010

Citações essenciais

"Nenhum dos países que conseguiram uma alfabetização de massas durante o século XIX fez contra a Igreja. Em Portugal, primeiro com os liberais e depois com os republicanos, o Estado não só tentou fazê-lo como entendia que a alfabetização era um veículo para substiuir a educação religiosa por uma educação cívica formatada em Lisboa."

Rui Ramos, em entrevista à revista Ípsilon do Público

Sexta-feira, 22 de Janeiro de 2010

Para que casa iremos levar nossos reis?

Já tive aqui oportunidade de assumir que a monarquia é a forma de governo que defendo para Portugal. Esta posição não se prende com razões históricas, mas sim éticas e filosóficas. No meu entender, a Nação é uma entidade suficientemente importante para o respectivo soberano não ter de se submeter a processos eleitoralistas e eleiçoeiros, com a carga partidária e demagógica que daqui advém. Por outro lado, esse soberano deve ser elemento unificador, agregador e nele se devem rever os Portugueses em geral e nele devem ter confiança máxima enquanto elemento de última instância em situação de desespero de causa - tal não acontece, como sabemos e constatamos, com um presidente oriundo da classe político-partidária. Para além de o soberano dever ser alguém que teve desde idade pramatura educação para a missão que o espera.

Por estes motivos, passe a vulgaridade dos mesmos, sou convictamente monárquico. Infelizmente deparo-me com argumentos de qualidade duvidosa por parte de muitos monárquicos contra certas fases da história da nossa república. Por outro lado, estou muito longe de entender a monarquia como a salvação nacional. Como a via segundo a qual os problemas nacionais estariam resolvidos e receita de moralização da pátria através da qual das questões mais prosaicas às mais complexas teriam sua resolução imediata ou a prazo.

Infelizmente o nosso País conheceu períodos de decadência, de alguns dos quais há um fio condutor para muitos problemas da actualidade, em pleno período monárquico. Assim como viveu períodos de regeneração e de moralização já no tempo da "odiada" república. Como tal, não é a forma de governo que por si só traz resolução a qualquer tipo de problemas que seja. Pior ainda, a tentativa de resolução dos mesmos através dessa alteração apenas resultaria em decepção tal que a defesa da Monarquia poderia ficar indelevelmente comprometida.

Por estes motivos, as prioridades neste momento passam por reformas políticas, sociais, mentais e subsequentemente económicas, administrativas e legais, sem as quais se tornam anacrónico e prematuro colocar a questão da alteração da forma de governo. Isto não implica claro está que não se deva fazer a apologia da monarquia e não se discuta o tema quando tal é oportuno e apropriado. Todavia, levemos os reis para uma casa digna e arrumada.

Texto publicado no Estado Sentido

Domingo, 10 de Janeiro de 2010

Nacionalismo e liberdade económica

Numa versão livre de degenerações datadas e localizáveis, o Nacionalismo é o ideário que melhor protege a propriedade e a iniciativa privada. Apenas um Estado forte na sua autoridade e no prestígio e seriedade que transmite pode pôr cobro ao nepotismo da banca, de monopólios e de outros grupos de pressão, tais como as diversas máfias, que coarctam a iniciativa privada e viciam e manipulam o mercado livre. A propriedade privada não existe sem autoridade do Estado, isto é a entidade que garantirá o cumprimento de uma Constituição que salvaguarde princípios e valores na defesa de Portugal e dos Portugueses, para lá de qualquer carga ideológica ou classista, assim como de um corpo de leis que lhe sejam de feição.

A tradição nacionalista portuguesa, antes de as neologias anticristãs surgirem nos anos 80, caracterizada pela observância dos princípios históricos do municipalismo e do ecumenismo católico, não vai ao encontro de um Estado centralizador e macrocéfalo, típicos do socialismo, do fascismo e de outros ismos tais, nem tampouco de regionalismos artificiais, mas sim do princípio do autogoverno local.

De resto, a História pode ensinar aos mais livres de preconceitos que a temperança a partir da qual, e apenas da qual, florescem as economias nacionais, a paz social e uma classe intelectual instruída e interveniente provém de governos que tiveram como prioridade principal a defesa da soberania e como guia de orientação os valores dos seus países e da tradição cristã que lhes era subjacente.
Também publicado no Estado Sentido

Segunda-feira, 4 de Janeiro de 2010

Tema musical da semana

Perdi o concerto da Lhasa quando ela esteve em Portugal há cerca de três ou quatro anos. Em casos normais volta a haver oportunidade. Infelizmente não é este o caso pois Lhasa partiu em pleno dia de Ano Novo, após lutar contra um cancro. Por cá deixa-nos a ternura de sua voz e uma imensa alma nas suas performances.