domingo, 22 de agosto de 2010

Questões do serviço público

Ontem no Plano Inclinado (SIC Notícias, a horas impróprias para horários convencionais) Medina Carreira defendia que os mesmos gestores da EDP e da PT, pagos a peso de ouro, deveriam "ser transferidos" ou "convidados a transferir-se" para as empresas públicas, cujas contas estão em constante prejuízo, tais como a CP, a Carris, STCP, etc. Ao que Vítor Bento retorquiu que para atrair a disponibilidade desses gestores, de uma empresa pública rentável para outra com maus resultados, seria preciso dar-lhes incentivos e remuneração adequadas. Medina Carreira replicou que não há melhor incentivo do que o serviço à Pátria.
A justeza do ideal de Medina Carreira não me levanta qualquer dúvida. Todavia, questiono que gestor público, pago até agora a peso de ouro, seria sensível a tal ideal? Mas que "Pátria" hoje existe que propicie os valores em questão aos recursos humanos existentes? Que milagre fariam os ditos gestores em negócios bem mais complexos e difíceis, aos quais não basta uma cobrança mais avultada ao cliente do preço do serviço em questão?
A questão é perguntar o que é o serviço público. Não será mais lógico concluir que o serviço público faliu? Não será mais lógico concluir que qualquer tipo de serviço é constituído pela empresa e respectivos consumidores? Que o serviço terá de levar sempre em conta, no mínimo, o preço de custo e a respectiva margem de lucro para os accionistas? E os consumidores o que querem é poder escolher aquele que melhor qualidade e preço se apresentar?

O resultado inevitável das políticas fiscalistas

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

... E tudo o resto é bullshit, política incluída

A soldado desconhecida
Josefa, 21 anos, a viver com a mãe. Estudante de Engenharia Biomédica, trabalhadora de supermercado em part-time e bombeira voluntária. Acumulava trabalhos e não cargos - e essa pode ser uma primeira explicação para a não conhecermos. Afinal, um jovem daqueles que frequentamos nas revistas de consultório, arranja forma de chamar os holofotes. Se é futebolista, pinta o cabelo de cores impossíveis; se é cantora, mostra o futebolista com quem namora; e se quer ser mesmo importante, é mandatário de juventude. Não entra é na cabeça de uma jovem dispersar-se em ninharias acumuladas: um curso no Porto, caixeirinha em Santa Maria da Feira e bombeira de Verão. Daí não a conhecermos, à Josefa. Chegava-lhe, talvez, que um colega mais experiente dissesse dela: "Ela era das poucas pessoas com que um gajo sabia que podia contar nas piores alturas." Enfim, 15 minutos de fama só se ocorresse um azar... Aconteceu: anteontem, Josefa morreu em Monte Mêda, Gondomar, cercada das chamas dos outros que foi apagar de graça. A morte de uma jovem é sempre uma coisa tão enorme para os seus que, evidentemente, nem trato aqui. Interessa-me, na Josefa, relevar o que ela nos disse: que há miúdos de 21 anos que são estudantes e trabalhadores e bombeiros, sem nós sabermos. Como é possível, nos dias comuns e não de tragédia, não ouvirmos falar das Josefas que são o sal da nossa terra?

Por FERREIRA FERNANDES, Diário de Notícias

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

I Want Your Money - Teaser



A perda da liberdade nos Estados Unidos sob o estatismo devorista de Obama. Para ver e reflectir. Quando, não se sabe, talvez em breve na net. O filme, esse, infelizmente, vemo-lo todos os dias em Portugal.
Site oficial do documentário.