quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

As soluções muitas vezes são irreais e injustas

Os problemas vividos nos países colonizados no seu passado por países europeus não apenas não tiveram qualquer resolução após a sua independência, como surgiram problemas novos os quais se têm vindo a agravar. Isto após qualquer prazo aceitável do ponto de vista da conjuntura ou estrutura histórica. Após todo o tipo de soluções ou quase todo ter sido ensaiado.
Se a situação fosse inversa e em vez da dita autodeterminação se estivesse a viver uma ocupação já inúmeras vozes em sounbytes de volume bem estridente se teria já feito ouvir, vinda de todo o lado.
Muitos desses processos de independência foram desastrosos, dando origem a assimetrias várias e a divisões territoriais contranatura.
Os resultados estão à vista e o exemplo mais gritante vive-se no Médio Oriente, na Palestina. A reivindicação de independência desde a primeira intifada da autoria judaica, foi de legitimidade duvidosa e aí o papel dos protectorados foi execrável. A permissividade total é pior do que a pior das tiranias, e o fartar vilanagem por parte de judeus, árabes e outros intervenientes é o resultado que está à vista.
No meio de tudo isto apenas se impunha a mais disparatada das hipóteses. A região em conflito não poderá ser mais que um território submetido a uma gestão internacional de forças diversas, as quais não excluiriam o mundo árabe como é evidente, e governado com mão de ferro contra qualquer sublevação. Israel teria de abdicar dos territórios anteriores a 1969 e a guerrilha do Hamas deveria ser perseguida até à total aniquilação. É difícil, quiçá irreal e quiçá injusto. Mais surreal é a manutenção do actual estado de coisas.

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