terça-feira, 10 de junho de 2008

10 de Junho e a república possível

Como feriado saído das franjas republicanas que é, o 10 de Junho, ao contrário das falanjes nacionalistas da dita "extrema-direita", não suscita em mim uma simpatia por aí e além, não obstante o facto de admirar a genialidade de Camões.

Queria antes sublinhar o facto de a figura que habitualmente ocupa o papel central deste dia, o Presidente da República, quanto mais não seja pela catrefada de condecorações com a qual está incumbido, neste momento ser representada por um Presidente de facto de todos os Portugueses, apesar de algumas gafes sem qualquer importância. Parecendo-me ele, de resto, incapaz de golpadas políticas para derrubar governos com maioria parlamentar nem de desprezar determinadas regiões do País e suas forças activas.

Não tenho grande admiração pessoal pela figura de Cavaco Silva nem ele representa o meu posicionamento político, mas o seu sentido de Estado tem sido evidente ao longo destes últimos anos, quanto mais não seja pelas razões que enumerei.

2 comentários:

Ana disse...

Gaffes gravíssimas que inquietam parte do nosso espectro político:))

Aproveito para informar que estou de regresso (não sei se com muita regularidade) às lides blogueiras.
Despi a pele de "sininho" e passo a ser simplesmente Ana.

Abraço

Pedro disse...

Ana

Folgo muito com teu regresso e estarei atento às "pedras nos sapatos" que se vão apresentar pelo caminho. Espero que seja com a maior regularidade possível e para isso lá estarei para te espicaçar.

Quanto às gaffes, cuidado, Ana, pois pelo visto há palavras proibidas nesta nossa "democracia" cheia de "pedras no sapato".