domingo, 15 de julho de 2007

Perguntar não ofende...

Não obstante o facto de estas eleições em Lisboa serem intercalares e autárquicas, é significativo o peso que a esquerda (ainda?) possui no eleitorado da capital do País:

PS 57907 votos 29.54%
Helena Roseta 20006 votos 10.21%
PCP-PEV 18681 votos 9.53%
B.E. 13348 votos 6.81%

Será que pelo facto de ser a capital se faça sentir na sua expressão eleitoral o peso de possuir a maior percentagem de pessoal da função pública e empresas estatais?

4 comentários:

Sininho disse...

A chamada "cintura industrial de Lisboa", hoje com bem menor significado, era tradicionalmente, constituída por votantes de esquerda. Entretanto, muitos deles já não moram na capital. Mudaram-se para os subúrbios e já não votam em Lisboa. Dada a alta abstenção, também é difícil especular de onde saíram os votos para cada candidato.
Uma coisa é certa: os portugueses gostam mesmo de quem mande neles e o resto é conversa.
Costa está, portanto, a calhar...

Pedro disse...

Sininho

Penso que se tem mantido uma tendência desde o 25 de Abril de um Sul mais virado à esquerda e o Norte mais conservador e com maior influência da Igreja. Em Lisboa essa tendência não é tão acentuada, tanto que o PSD já aí fez bons resultados. Contudo é de salientar que o quer o PCP quer o Bloco e outras alternativas à esquerda (para já não falar no PS) em geral conseguem melhores resultados do que a norte da Estremadura.
Questiono-me se o facto de aí viver grande percentagem de funcionários do Estado não terá a sua influência. Isto sem desfazer nessas pessoas, como é evidente.

JÚLIO SILVA CUNHA disse...

Presumo que não consideras o PSD como um partido de esquerda!

Pedro disse...

Não incluí o PSD nesta questão. Sei bem que, como já disse, o PSD já fez em Lisboa muito bons resultados, mas os partidos à esquerda do PS têm sempre boas votações na capital, mais do que no Porto ou em outras cidades, exceptuando o Alentejo, claro está...
Mesmo assim, quanto a eles serem de esquerda ou não, já houve líderes e notáveis deste partido, que se afirmaram ser de centro-esquerda. E em plena fase do PREC não apenas assinaram o pacto com o MFA como pediram entrada na Internacional Socialista. Seja como for, penso que a direita não poderá nunca desprezar muitos dos elementos deste partido.