sábado, 16 de junho de 2007

Sínteses que vêm ao nosso encontro

A direita clássica, contra-revolucionária, sempre se apresentou como a restauradora do equilíbrio natural das sociedades, da forma de organização social ditada pelo jogo das forças que brotam expontâneamente em cada nação ao longo da história, vendo o seu contrário na defesa de formas de organização social inteiramente concebidas nas cabeças dos filósofos, fórmulas abstractas com a ambição de serem aplicadas a todas as nações em qualquer tempo ou lugar.

4 comentários:

Igor disse...

[Nada que ver com o conteúdo - a Alameda Digital não terá um revisor que corrija os erros "expontâneos?"]

Eu pergunto-me o que serão as políticas defendidas pelos descendentes de Friedman senão "formas de organização social inteiramente concebidas nas cabeças dos filósofos, fórmulas abstractas com a ambição de serem aplicadas a todas as nações em qualquer tempo ou lugar".

Pedro disse...

Igor
Lamento desiludi-lo, mas não descendo de Friedman.
A pergunta será bem colocada e terá o seu interesse se for posta aos apoiantes de Friedman (não necessariamente aos seus descendentes), mas não é o meu caso. No entanto, posso responder-lhe que a minha opinião é em parte afirmativa, embora não acho a Escola de Chicago tão radical como a Austríaca.
Agora, espero que não interprete esta resposta como algum apelo ao genocídio, desculpabilização de ditaduras, ou algo no género, a julgar pelo que já aconteceu noutro lado...

Igor disse...

Não, a resposta não. O excerto, sim. O problema do "contra-revolucionário" é ser contra revoluções libertadoras. Não é que eu queira revoluções a torto e a direito, mas por vezes são necessárias. Se me dissesse "reformista", falaríamos a mesma língua. O contra-revolucionário normalmente é apenas um revolucionário de sentido contrário.

Pedro disse...

Típico.