sábado, 24 de maio de 2008

Pois...

O projecto da Expo'98 era um projecto que, quanto muito, era estratégico para a cidade de Lisboa. Não era um projecto nacional. O seu impacto estava limitado à cidade de Lisboa ou, na hipótese mais benevolente, à Área Metropolitana deLisboa. Quem vive em Coimbra, no Algarve ou no Norte não ganhou nada com a Expo'98. Limitou-se a contribuir através dos impostos para a realização da obra. Do ponto de vista da cidade de Lisboa, os dinheiros públicos nacio­nais foram muito bem aproveitados. Do ponto de vista do resto do Paísfoi um investimento na cidade mais rica do Pais sem qualquer retorno evidente para o restante território.
João Miranda in "O Diabo", 20 de Maio de 2008

1 comentário:

Pequena Papoila disse...

Olá Pedro!

Pois... Mas o Porto não tem que se queixar, porque em relação a investimentos, foram feitos alguns de âmbito cultural de grande relevância e até estruturais para a cidade Invicta, tais como: Casa da Música e o Museu de Serralves, entre outros.

Quanto à Expo'98 fez todo o sentido que se efectuasse em Lisboa - pois goste-se ou não, é a capital da República Portuguesa (o que faz toda a diferença, se bem que hoje em dia já se vão fazendo vários eventos de certa importância por muitas cidades deste País) -, mais propriamente na zona Oriental, que estava extremamente degradada, reabilitando-se alguma parte ribeirinha, que aliás ainda está por concluir - faltando a sua continuidade -, criando-se um corredor até à parte Ocidental.

Lisboa apesar da aparente riqueza tem muitos focos de grande pobreza e miséria em todos os sentidos; sendo alguns bairros degradados e clandestinos autênticas "favelas", e até bairros camarários verdadeiros "guetos" onde prolifera o narcotráfico, armas ilegais, etc., etc., embora o Porto também tenha do mesmo, infelizmente, que para mim, essa problemática é, e será se não forem tomadas as devidas medidas, a grande vergonha nacional. Hoje em dia quem vive nas zonas fronteiriças tem a vida bem mais facilitada, pois vai abastecer-se a Espanha, quer em produtos de primeira necessidade como a nível de cuidados de saúde, a custos bem mais reduzidos.

Quanto ao Norte não me parece que estejam assim tão mal, muito pelo contrário; na região de Coimbra também não, e no que se refere ao Algarve então nem se fala! Grandes investimentos de âmbito turístico foram e continuam a ser feitos nessa região privilegiada - tanto de carácter privado como público.

Pedro, esta é a minha opinião derivada das observações efectuadas ao longo do tempo, não concordando de todo, com o artigo de João Miranda, que apenas quis "diabolizar" a questão numa "falsa questão", já que escreve para o famoso "O Diabo" - isto digo eu. ;) Bem... Será a opinião dele e doutros com certeza, que respeito mas não concordo, já que vivemos numa democracia de livre pensamento e expressão, que se deseja e quer de boas práticas, para uma cidadania sã.

Bom fim-de-semana e um abraço cordial