
Todo o papalvo, do mais burro ao ignorante
de que nada sabe mas em tudo se mete
Nada para ele é mais jactante
Que a mui sábia e nobre causa do Tibete.
O inimigo chinoca a todos serve
desde o comuna ressaibiado e desiludido
com o regime de mercado livre que livre ferve
até ao liberalóide ou fascizoide que ande fodido.
É inimigo à la carte esta Grande China
À qual se atribuem futuro radioso e dominador
Não há bicho pintado que sobre ela não opina
Desde o Tibete a Xangai, todo o caramelo é sabedor.
Há que haver grandes causas a escolher
Para que o Mundo seja perfeito
Nem que seja para os que pouco têm para fazer
Tirem daí algum ou muito proveito.
Não podia desaproveitar um momento como este para a poesia, quando no meio de tanta basófia politicamente correcteira, vejo tantos e tantos que com tanta jactância defendem a bandeira da laicidade erguerem sua espada de papelucho na defesa de um ex-estado que já foi uma teocracia consistente num regime arbitrário e no nepotismo que se autojustificava em crenças místicas e religiosas que durante anos e anos subjugou um povo num tempo em que as ditaduras não tinham o mesmo impacto mediático dos dias de hoje.
3 comentários:
Que talento para a poesia!
Poesia de intervenção/contestação, ou não, talvez... Eu diria, uma poesia de cariz um tanto corrosivo e provocatório, porém bastante oportuna pela actualidade do tema em questão! :)
Excelente Pedro!
Bondade sua, Áurea. Bondade sua!
Ora, Ora Pedro, qual bondade minha (?!) eu não gosto de todo, é de elogiar imerecidamente, e muito menos de bajulações; só o faço quando vejo mérito; não tendo qualquer pudor ou algum tipo de preocupação em dizê-lo, sendo neste caso, em forma de escrita. ;)
Já agora aproveito o ensejo para enviar da parta das minhas gatinhas Chica e Farrusquinha uns miaus (que é como quem diz: Olá "pessoal" ou "oi galera") para as gatinhas Morgana e Becas, não esquecendo o gatão Hermes. Ah... E muitas festinhas minhas também para eles. :))
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