segunda-feira, 31 de março de 2008

Fitna - influências de Michael Moore?

Deparei-me em mais do que um blogue com o filme de Geert Wilders, Fitna. Não podia deixar de manifestar - quanto mais não fosse enquanto católico e enquanto provido de consciência crítica - repúdio por um filme nitidamente de propaganda ao pior estilo de Michael Moore e que faz lembrar as cegadas pejadas de ódio, embora no sentido inverso, de sites como o do Radio Islam.
Como todo o mau filme de propaganda, se é que isto não é uma redundância, o rol de características do antagonista, ou inimigo, obedecem a um critério cirúrgico. Como é o caso da escolha de meia dúzia de passagens de suras num livro sagrado - o Corão - o qual, para além de aspectos de interpretação e (des)contexto, inclui centenas que dizem o contrário ou quando muito amenizam a mensagem aparentemente odiosa das que valeram a menção.
Persistem muitas mentes em ignorar que o terrorismo internacional não tem apenas uma face, não tem apenas uma única religião e que o Islão é tão ou mais heterogéneo que a cristandade.
Não, não estou em entrar em contradição ou em paradoxo com posicionamentos e opiniões anteriores. Defendo o estado de Israel, em geral compreendo sua política belicista, sou favorável a uma política internacional preemptiva em relação a estados, muçulmanos ou não, que possam constituir perigo aos demais - poderá servir de exemplo a Guerra do Iraque, não obstante o timming e o planeamento tenham resultado num falhanço desastroso -, sou favorável a uma programa de Guerra ao Terrorismo, mesmo que este ponha em causa algumas propaladas liberdades e direitos individuais. Para além do mais, não sou nada receptivo aos paninhos quentes de políticas de reintegração de imigrantes (muitos deles provenientes de países islâmicos, sim...) que nada se esforçam por ser reintegrados e pelo contrário recorrem facilmente à violência.
Em suma, abomino toda a prosápia politicamente correcta que predomina em multiplos sectores da sociedade, em especial dos países europeus. Tendo a repudiar, na generalidade, doutrinas e políticas socialóides e o respectivo jargão.
Quererá isto dizer que coma como ingerível e digerível maus trechos de propaganda? Implicam tais opiniões e ideias que ignore o legado cultural imprescindível de um Islão que já foi rico, próspero, tolerante e profundamente culto? Terei de negar que há sectores religiosos no Islão cuja espiritualidade patente na sua mensagem comunicada pelas artes, pelas práticas e pela escrita se harmonizam com a minha própria espiritualidade, apesar de católico e ocidental?
Quando deixarmos de fazer perguntas e de sermos críticos em relação àquilo que nos atiram para a gamela, tornamo-nos tão estúpidos e intolerantes como os radicais retratados no filme em questão.

domingo, 30 de março de 2008

Aqui o Café saúda o horário de Verão



Pois, eu cá moimême gosto muito da mudança para o horário de Verão e nada me importava que assim ficasse, sem mais atrasos nem adiantos, e estou-me nas tintas para o coro habitual de carpideiras que nesta altura vêm com o paleio libertaróide do costume - da normalização imposta e mais não sei quê e não sei que mais.

Querem noite? Metam-se na adega que lá é escurinho.

sábado, 29 de março de 2008

Do casamento e das propostas fracturantes

A proposta do BE quanto à possibilidade unilateral de divórcio vem dar razão àquilo que a área política do BE mais se opõe: o Estado e toda a burocracia subsequente nada tem a dizer sobre o estilo de vida de cada indivíduo nem sobre as suas opções. Logo, para que raio serve o casamento civil?

sexta-feira, 28 de março de 2008

Pensamentos profundos: reciclar é viver...

Cá para mim a mais que propalada cena entre professora e aluna, disputando furiosamente um telemóvel, ainda será aproveitada para uma campanha de lançamento de um novo Nokia.

terça-feira, 25 de março de 2008

Momento de poesia "global"


Todo o papalvo, do mais burro ao ignorante
de que nada sabe mas em tudo se mete
Nada para ele é mais jactante
Que a mui sábia e nobre causa do Tibete.

O inimigo chinoca a todos serve
desde o comuna ressaibiado e desiludido
com o regime de mercado livre que livre ferve
até ao liberalóide ou fascizoide que ande fodido.

É inimigo à la carte esta Grande China
À qual se atribuem futuro radioso e dominador
Não há bicho pintado que sobre ela não opina
Desde o Tibete a Xangai, todo o caramelo é sabedor.

Há que haver grandes causas a escolher
Para que o Mundo seja perfeito
Nem que seja para os que pouco têm para fazer
Tirem daí algum ou muito proveito.

Não podia desaproveitar um momento como este para a poesia, quando no meio de tanta basófia politicamente correcteira, vejo tantos e tantos que com tanta jactância defendem a bandeira da laicidade erguerem sua espada de papelucho na defesa de um ex-estado que já foi uma teocracia consistente num regime arbitrário e no nepotismo que se autojustificava em crenças místicas e religiosas que durante anos e anos subjugou um povo num tempo em que as ditaduras não tinham o mesmo impacto mediático dos dias de hoje.

terça-feira, 11 de março de 2008

Memória, essa coisa incómoda

Parece que há muitos a quem agrada a tendência para nos esquecermos que o terrorismo internacional é bem real, já matou, mata e continuará a matar.

domingo, 9 de março de 2008

sexta-feira, 7 de março de 2008

Já não há pachorra!...

... para a histeria constante dos sindicatos de professores, mas muito menos para a tutela estatal sobre o ensino.