segunda-feira, 31 de dezembro de 2007

Melhor conveniente da lei antitabaco

O melhor conveniente que vejo nesta lei antitabaco, em relação à qual discordo por princípio no que toca aos estabelecimentos de gestão privada, é o facto de a procura a esses mesmos estabelecimentos poder vir a diminuir e dessa forma os ditos, que antes inflacionavam vergonhosamente o preço dos comes e dos bebes, terem de baixar um tanto ou quanto a bolinha. Neste sentido, oxalá os fumadores inveterados e militantes que juram o boicote aos locais onde vença a proibição total - a maioria, por sinal -, e desse modo paralisar a economia hoteleira nacional, cumpram com o prometido e não se vendam ao sistema! Pode ser até que matem dois coelhos com uma cajadada: os preços desçam - o que duvido um pokito - e a proibição seja em sequência disso revogada.
Por isso, fumadores, xôô. Coerência acima de tudo. Nada de aparecer armados em absentistas de sucesso. Nada de tentar deixar de fumar!

sábado, 29 de dezembro de 2007

Delírios intemporais

Passagem de Ano a valer deve ter sido a de 1959 para 1960. O pessoal deve ter dito: "Ena! Estamos finalmente nos anos 60! Bute já fazer uma orgia hipe para festejar e começar à grande!"

segunda-feira, 24 de dezembro de 2007

Bom Natal!

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Que Jesus nasça em todos vós, fortalecendo a fé de quem a tiver e desse modo tenham todos um Santo Natal de paz, amor e prosperidade. São os meus votos para todos os leitores do Café da Insónia.

sábado, 22 de dezembro de 2007

Riqueza de conteúdos

Não, ainda não vou desejar bom Natal. Há sempre a expectativa de haver um post interessante a escrever antes do dito. Como este, por exemplo.

quarta-feira, 19 de dezembro de 2007

Acordem...

O pequeno negócio, a micro-empresa, o pequeno estabelecimento de venda de bens e/ou serviços terá sempre um papel influente nas economias locais, regionais e nacionais. Quem sabe se a sua importância não será crescente? Para a sua sobrevivência será sempre essencial sua flexibilidade e adequação aos tempos em que vivem. Quanto mais não seja aos seus próprios ritmos, e poder de apresentar alternativas. Sabemos também que a definição do dia de descanso de quem tem o seu próprio negócio provém ou deve provir da sua liberdade individual, desde que cumpra as leis laborais em relação a quem lhe está subordinado.
Mas eis que surgem aqueles que incrivelmente ainda não acordaram dos tempos da Cortina de Ferro e cujas noções de mercado se baseiam no seu atrofiamento e na sua aniquilação, sob o poder absoluto de um governo centralizador e aglutinador.
Quanto tempo mais havemos de andar a aturar estes dislates depois de mais que provado suas teorias serem furadas?
Maça-me bastante ainda estarmos perante tais dilemas, os quais já deviam estar
mais do que ultrapassados.

domingo, 16 de dezembro de 2007

A alameda das almas

Está disponível o n.º 10 da Alameda Digital, o último do ano. Desinteressadamente publicito esta revista digital e de modo apaixonado destaco parte do artigo de Isabel de Almeida e Brito Tradição e Modernidade
Como o comandante na proa da caravela a perscrutar «mares nunca dantes navegados», com a responsabilidade de todo o navio cheio de homens e de todas as famílias deixadas para trás e de todo o povo e do seu rei perante quem responde, nós precisamos de uma força que nos anime a prosseguir, um vento vindo das nossas costas, do nosso passado, e de uma força que nos atraia para a frente, para lá do nosso actual limite.

A força que nos impele precisa de ser forte e densa, tão forte e densa que realmente nos seja útil, que cheguemos a chamá-la nossa. Para que isso aconteça, temos de nos aperceber de quem somos, no âmago da experiência que temos de nós próprios: no nosso âmago somos desejo de significado, de verdade, de beleza, de justiça, desejo de sermos felizes. Onde encontramos uma hipótese de significado, aí encontramos a nossa tradição. A tradição é-nos passada como uma proposta de sentido para tudo o que vivemos, uma proposta que revela a verdade, a beleza, a justiça com tal potência que nos faz capazes de identificar a correspondência entre os desejos mais fundos do nosso coração e as circunstâncias que vivemos. A tradição é assim uma hipótese de significado para a vida que chega a nós verificada como verdadeira por muitas pessoas antes de nós. A tradição não se reduz a um código de conduta transmitido e imitado mecanicamente: talvez a esta redução se possa chamar «tradicionalismo» A tradição é um vento forte que sopra do passado com o conteúdo da nossa esperança e o ânimo da vida plena de outros.

sábado, 15 de dezembro de 2007

Petição (coisas do Arrochadas)

NOTA: Não pretendo repetir em ambos os blogues em que participo, um a título individual e outro colectivo, os mesmos posts, mas neste caso como se trata de uma petição para uma "causa justa" (com ou sem aspas) faço uma excepção à regra que eu próprio me impus.

Bem sei que a higiene e a salubridade são essenciais em qualquer espaço ao qual o público tenha acesso. Bem sei que tem de haver autoridade e regras definidas quanto à vigilância dos espaços que vendem e servem produtos alimentares.
Daí até à actual ditadura higienista que estamos a viver, em boa parte provinda dos desmandos intromissivos de Bruxelas e executados para lá de qualquer contemplação ou flexibilidade pela “polícia” ASAE, vai um grande passo.
Há negócios de economias familiares que têm vindo a encerrar - fazendo crescer os números do desemprego e diminuindo os da contribuição fiscal - locais que faziam parte da tradição de determinadas regiões que deixaram de existir e toda uma cultura gastronómica e de modo de estar que deste modo vai desaparecendo. Em troca temos cada vez mais uma alimentação “empacotada” numa vida “empacotada” situada em condomínios “empacotados” em edifícios atentatórios a qualquer noção de estética, para onde nos deslocamos “empacotados” no utilitário ou “ensardinhados” nos transportes públicos disponíveis.
Podem acusar-me de saudosista e nostálgico, pois terão alguma razão nessa acusação. Para aqueles que comigo estiverem sintonizados apelo à assinatura desta petição.
Bem hajam!

sexta-feira, 14 de dezembro de 2007

Arrochadas de frango

A partir de agora vou estar também aqui a mandar uma "arrochadas". As que magoarem, ao menos que valham a pena.

quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

Pescadinha socialista de rabo na boca

Quem define o valor do salário mínimo?
O Estado é a quem cabe a última palavra, sendo este quem decide, com ou sem diálogo com os parceiros sociais.

Quem o paga?
As entidades contratadoras, na sua maioria entidades privadas, não pertencentes a esse Estado.

Alguém vive condignamente com €425?
Não.

Porque não é mais alto o valor?
Porque a economia não cresce e as empresas vêem-se perante despesas variadas, com uma carga fiscal pesada e com uma legislação laboral inflexível.

Porque é que o Estado não reduz então essa carga fiscal?
Porque não quer reduzir a despesa pública.

E porque não quer reduzir a despesa pública?
Para entre outras coisas poder pagar subsídios diversos, inclusive a quem não está disposto a receber apenas o salário mínimo em troca de trabalho.

Porque não estão dispostos esses a receber o salário mínimo?
Porque é apenas €425.

E porque é que é apenas €425?
...

Destaques

Bem-vindo de volta o Arrochadas, um espaço de gente que me parece desempoeirada, independentemente de suas ideias ou posicionamentos de vária ordem. Votos de boa actividade blogosférica e de boas contribuições, uma vez que são dos poucos, ou único, blogues que estão abertos à participação de elementos externos e alheios à sua fundação.

terça-feira, 11 de dezembro de 2007

Mentalidade típica do condomínio fechado

O português nunca se vai entender a ladroagem é um dos preços a pagar de uma sociedade livre. Prefiro uma sociedade livre que dá espaço de manobra ao ladrão por imperativos legais do que uma sociedade sem ladrões porque ninguém pode meter o pé em ramo verde, pois o Big Brother tudo controla. Quando eu digo aos meus vizinhos que a ladroagem é um sinal de que vivemos numa sociedade livre, onde a bófia não pode fazer o que bem entende, eles reagem mal. E sentem saudade do antigamente, do sossego.
Quando os liberais puros resolvem marcar a diferença, eu questiono realmente se os tempos do "antigamente" e do "sossego", seja lá o que for que isso signifique, não seriam melhores.

Liberdade sem autoridade?

Sem querer entrar na típica conversa de taxista, do género "era matá-los e esfolá-los", "isto está cada vez pior", etc. nem dar qualquer razão a quem defende a pena de morte, creio que muito do que está a acontecer em relação ao propalado aumento da criminalidade violenta se deve à permissividade do nosso código civil e penal e a um "atar de mãos" cada vez mais apertado à acção de todos os agentes de autoridade.
Exemplos como este são por demais ilustrativos de um Estado que em nome de supostos "direitos" protege o infractor em detrimento da autoridade e, consequentemente, da vítima, a qual será cada vez mais em maior número e mais desprotegida. E não tenhamos ilusões, pois aquilo que hoje é um ajuste de contas derivado de guerras entre gangues é um ponto de partida para outra criminalidade mais generalizada que afectará quem nunca se imaginou em tais episódios. O crescente e visível desprezo pela vida humana e a facilidade com que estes actos são perpetrados constituirão um estímulo vigoroso para delinquentes dos mais variados coturnos.

Perguntas chatas...

Se o nosso Estado não é nada rico e os contribuintes também não, como pode haver tanta gente a enriquecer à conta dele?

Se o nosso Estado é tecnicamente pobre e a maioria dos contribuintes nem se fala, porque tantos subsídios se dão a quem nem é nada pobre?

sábado, 8 de dezembro de 2007

Serviço piripaico II (ou Como o Café da Insónia entrou na rota de um bom serviço público)

Para eu próprio contribuir para um bom desempenho de um serviço público eficiente, transcrevo em baixo o comentário que a D. (Dra.?) Maria João (nick Jonas) me deixou para esclarecimento e/ou réplica na sequência deste post que, ao estilo aqui do "café", foi publicado. Para além do "toma lá que já almoçaste" elegantemente implícito nas entrelinhas, agradou-me sobremaneira o entusiasmo em prol do serviço público que não impede o conhecimento devido das lacunas da concorrência. Antes fosse assim todo o serviço público deste jardim à beira-mar plantado. Mas, pelo menos o da blogosfera vai no bom caminho. Olarilas!

Olá.


Lamento imenso que à hora a que tentou aceder a um Blog alojado no SAPO não tenha conseguido ver o que queria. Optámos por intervir nos servidores durante a madrugada, de modo a que a intervenção afectasse menos pessoas. Os servidores de qualquer plataforma de blogs, precisam de facto de intervenção de manutenção. Substituição de componentes, aumento de memória, etc. Aliás, ainda a semana passada o Blogspot, onde tem alojado o seu Blog, procedeu a uma intervenção de manutenção, sem pré-aviso. Eram 7 da tarde.

Quanto ao facto de tresandarmos a serviço público, não me desagrada, pelo contrário, gosto de pensar que, de facto, prestamos um bom serviço ao público. Para se manter actualizado em relação so Blogs do SAPO e eventuais piripaicos (ou intervenções de manutenção, como aparentemente prefere que lhes chamemos), pode sempre visitar o Blog Oficial dos Blogs do SAPO, onde avisamos com antecedência de eventuais indisponibilidades do serviço (http://blogs.blogs.sapo.pt).


Bom fim-de-semana.

Mª João Nogueira

SAPO Blogs

sexta-feira, 7 de dezembro de 2007

Serviço piripaico

Há poucos minutos ao tentar visitar um blog alojado no Sapo, deparei-me com a informação da imagem colocada aqui em cima. Sem saber o que é o "piripaico agendado" nem por que carga de água um alojador de blogues precisa de "manutenção", resta-me responder aos senhores desse serviço que as horas a que vou descansar e se é tarde ou cedo é aqui moi même que decide. Estes "sapos" tresandam a serviço público...

quinta-feira, 6 de dezembro de 2007

Sociedade Laica

Sem dúvida que os russos foram os primeiros a promover uma imagem Laica e, porque não dizê-lo?, uma sociedade Laica. Resta referir, com o sacrifício da própria...

quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

domingo, 2 de dezembro de 2007

Humor do regime

O facto de haver agora um humor fedorento do Regime, não implica o "inimigo" ridicularizado - muitas vezes de modo incipiente e rudimentar, by the way - seja sempre uma das regiões pertencentes ao domínio desse mesmo regime. A qual paga impostos e contribui de diversas formas para aquele que ainda é um País. Isto mete nojo! Pelo menos não nos cobrem a taxa através da EDP para pagar aquele hediondo canal.

Parabenizações...

Parabéns, ainda que um pouco atrasados, à Rititi a qual em alguns tempos e destempos me diverte. Quatro anos não é brincadeira para tal juventude e irreverência...

E porque hoje é domingo...


... Já cheira a segunda-feira.

sábado, 1 de dezembro de 2007

É só um momento



Momento único. Plantas bravas e indesejadas de quaisquer traseiras, também elas bravas e indesejadas. Luz da manhã da indesejada "Invicta". Manhã de Outono tardio e ameno de 2006. Esse mesmo ano que já faz um ano. É só um momento.