quinta-feira, 27 de setembro de 2007

Regresso humilde

Todos os regressos têm algo de humildade. Regressa-se ao ponto donde se partiu, assume-se a fidelidade a um determinado local, neste caso o blogue, renega-se a fuga e a partida para outras paragens. É o assumir de uma situação, boa ou má, na qual permanecemos.
Há quem associe a ausência de férias a descanso, ao retemperar de forças, à recuperação de uma situação de cansaço e saturação. Pode ser isso tudo ou mesmo nada. Ausência é apenas ausência. É um ir que pode não voltar. O regresso é um reiniciar de uma frase, após reticências ou outra pontuação qualquer.

sexta-feira, 14 de setembro de 2007

Vou andar por aqui


E dentro de uma semana estarei de volta. Sei que vão chorar muito, caros leitores, mas é apenas uma semana, vá lá! (ai de quem se lembrar da piada fácil do tipo: "se alguém chorar será por causa de se tratar apenas de uma semana!"). Para onde vou? Dão-se alvíssaras a quem adivinhar pelas fotos.

terça-feira, 11 de setembro de 2007

Memória


Em homenagem às vítimas desse dia negro e a todos que por elas choraram. Para que nunca fechemos os olhos à cobardia da barbárie, à crueldade do fanatismo e, muito mais grave, à mentira dos que, cegos por ideologias, renegam a verdade e dão tréguas aos assassinos.
Enquanto houver isto tudo continuará a haver cenas como estas, como Londres, como Madrid, como tantas outras que estão para vir...

segunda-feira, 10 de setembro de 2007

É muito cómodo quando os outros escrevem o que nós pensamos, fica grande parte do trabalho feita

In Blasfémias, post de JCD

Estado de Negação
É angustiante ver toda aquela gente, na Festa do Avante, comemorar os 90 anos de uma das maiores tragédias da humanidade. Tanto júbilo pela revolução que assassinou milhões de pessoas, enviou outros milhões para a prisão, promoveu a denúncia, generalizou os trabalhos forçados, praticou a escravatura no século XX, em nome das grandes obras de regime, privou as nações das mais básicas normas democráticas e fez com que populações inteiras vivessem sem nunca provar o sabor da liberdade. É angustiante perceber que na era da informação ainda há tanta gente que celebra e venera o comunismo. Como é possível desconhecerem que, a par de todos os crimes que cometeu, o ideal comunista não faz mais do que globalizar a miséria pela fatia do mundo que cresceu a partir de Outubro de 1917, iludida pela banha-da-cobra marxista-leninista? Não seria muito diferente celebrar a peste negra, o holocausto, o último tsunami ou a SIDA. E se em 90 anos de tentativas não têm um único caso de sucesso para apresentar, o que é que festejam aqueles tipos? (*) Há coisas que não mudam. O PCP sempre glorificou os seus militantes que atravessaram a longa noite na clandestinidade. Agora é o IVA que anda clandestino. A jornalista da RTP não conseguiu que lhe passassem um recibo de jantar na Festa do Avante. O IVA é do partido, não é do governo.

domingo, 9 de setembro de 2007

Matutanços matutinos II

Quando Adam Smith, na sua doutrina sobre o mercado, afirmou "Laissez faire laissez passer", ele já estaria a antever as intromissões dos mais diversos Estados nesse mesmo mercado. Será que eles as incluía nessa suposta auto-regulação, uma vez que foi tão intuitivo a prevê-las?

sábado, 8 de setembro de 2007

Matutanços matutinos

Não é uma premissa ideológica generalizada entre o Movimento dos Sem Terra a adversidade em relação à ideia de propriedade? Pois, então para quê eles a reivindicam?

Hospitalidade lusitana



"Primeiro vou até à Festa do Avante, camaradar com tantos maninhos que lá estão, depois sobrevoamos o Atlântico até às próximas torres disponíveis...!"

quinta-feira, 6 de setembro de 2007

Violência policial, o eterno filme



Repugna-me e inquieta-me qualquer tipo de abuso de autoridade que ponha em causa a integridade física e/ou moral do Indivíduo, venha essa autoridade do Estado ou de outra entidade seja de que natureza for. A coerção, seja qual for a sua manifestação e causalidade, deveria ser quando muito um mal necessário e sempre assente numa solução de compromisso.
Contudo, é por demais evidente que aqueles que defendem com unhas e dentes a desculpabilização, com base em argumentos sociais e por vezes filosóficos, de comportamentos criminosos e lesivos da liberdade de nós todos sejam os primeiros a atirar pedras ao comportamento da Polícia quando esta dá um passo em falso. Não ouvi ninguém questionar em que condições trabalha a nossa polícia, como ela é tratada pelos sucessivos orçamentos de Estado (onde sofre mais cortes do que a cultura...), do estigma social (sim, esse...) que ainda sentem na pele, o apoio psicológico que (não) têm no desempenho de uma profissão de alto risco. E muito poucos falam na permissibilidade com a qual a nossa lei trata os criminosos e delinquentes de vária espécie, o que bloqueia muitos procedimentos judiciais que seriam necessários.
Não estou a desculpabilizar actos que me repugnam, apenas gostaria de viver num país em que tivesse a certeza de que os criminosos, polícias e não polícias, fossem mesmo punidos, e no qual a única justiça possível não fosse levada a cabo pela "iniciativa privada".