sábado, 30 de junho de 2007

E agora recomendo... Chavez!

Gosto muito de Chavez. Ao contrário de muita gente, em especial os latino-americanos, aprecio bastante o seu estilo, ideias, ainda que possa não concordar com tudo.
Por isso recomendo este site!


Por acaso estavam a pensar em algum gorila?

Uma base teórica para os liberais-conservadores

Es, evidentemente, un matrimonio de conveniencia ante un rival político e ideológico que atenta contra los principios de sus integrantes con mucha mayor fuerza que la que pudieran desplegar éstos en un enfrentamiento entre ellos. En este tiempo muchos liberales han aprendido que la moral tradicional y la religión ayudan al sostenimiento de una sociedad libre, y muchos conservadores, que el endiosamiento del Estado ha permitido a la izquierda servirse de éste para subvertir las tradiciones y la moral .
Daniel Rodríguez Herrera no artigo Una base teórica para los liberal-conservadores, a propósito do interessantíssimo livro de Samuel Gregg, recentemente publicado em Espanha, La Libertad en la Encrucijada (On Ordered Liberty)
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quinta-feira, 28 de junho de 2007

segunda-feira, 25 de junho de 2007

A eterna quimera – o desmoronar do sonho europeu

Prodi critica países que querem «travar a Europa»
Romano Prodi critica a forma como decorreu a Cimeira Europeia. O primeiro-ministro italiano critica Polónia, Inglaterra, República Checa e Holanda por quererem travar o avanço da Europa.



O problema da Europa federalista que muitos europeístas pretendem construir vai ao encontro daquilo que o governo central de Bruxelas se está a tornar: um governo centralista, autoritário e com tendência a cada vez maior concentração de poderes. É precisamente o contrário do tratado constitucional americano, cuja simplicidade, clareza e espírito coeso mas reivindicativo de liberdade de todos os seus estados tem vindo a beneficiar cada um destes com mais autonomia, liberdade e prosperidade, exceptuando um ou outro fogacho centralista que logo se deparou com resistências várias. Não tardará muito, se no caso de o tratado constitucional europeu passar e esta tendência se mantiver, que os estados-membro da UE terão menos liberdade e soberania do que os estados americanos. Nem as noções de pátria, país, idioma, bandeira ou outra irão valer perante este crescente fluxo de directivas patéticas e estúpidas, de pendor higienista, proibicionista e estatista que de Bruxelas os eurocatas perdigotam constantente. Pois perante os intermitentes mas constantes bloqueios proteccionistas quanto a um mercado global livre e competitivo também de nada valeram.



É tudo isto de lamentar pois, no meu entender, uma Europa constituída por uma federação de estados seria a sua única hipótese de sobrevivência seja contra inimigos externos seja contra a sua inerente tendência autofágica de se envolver em rivalidades e guerras de consequências funestas. Embora mal gerido ao longo de todos estes anos, o "projecto" de uma União Europeia tem sido o motivo para as últimas décadas de paz e prosperidade económica - ainda que relativa e desigual de estado para estado. Contudo, o pesadelo da desunião e a ameaça de este "projecto" se desvanecer são crescentes e não me parece que sejam muitos que vislumbrem a sua causa. Infelizmente muitos caem no erro de Prodi de culpabilizar os dissidentes sem querer analisar suas motivações. Culpam os países de quererem defender a sua prosperidade e seus próprios projectos de crescimento. Não entendem que não são os países a querer travar a Europa, a Europa que está a ser construída é que trava a marcha de projectos soberanos e legítimos. Egoístas? Claro que sim. Não é essa uma característica que contribui para a sobrevivência humana e do indivíduo?



Logo, esta febre crescente de centralismo de Bruxelas há-de fazer desmoronar um sonho que seria a salvação europeia. Sonho este que seria uma garantia de liberdade não apenas da soberania dos estados-membros como dos indivíduos que neles vivem. Pois a divisão de poderes é um caminho para a garantia da não coerção. Daí estas palavras de James Buchanan no artigo FEDERALISM AND INDIVIDUAL SOVEREIGNITY, já no ido ano de 1996:



I suggest that a coherent classical liberal must be generally supportive of federal political structures, because any division of authority must, necessarily, tend to limit the potential range of political coercion. Those persons and groups who oppose the devolution of authority from the central government to the states in the United States and those who oppose any limits on the separate single nation-states in modern Europe are, by these commitments, placing other values above those of the liberty and sovereignty of individuals.

sábado, 23 de junho de 2007

Obrigado, YouTube!


Excerto de entrevista de Nelson Rodrigues dada a Otto Lara Resende, em 1977. O tema principal foi a publicação d'O Reaccionário, obra-chave que expõe muito do pensamento de Nelson. Destaco a frase: "A esquerda tomou o lugar da direita" – não se trata apenas de política mas, no essencial, de filosofia de vida.

sexta-feira, 22 de junho de 2007

Próxima causa: eutanásia

Entre alguns liberais-progressistas (ou lá como lhes quiserem chamar!) qualquer causa que tenha a morte como protagonista é uma questão de honra. Daí os litros de tinta já gastos aqui. À hora a que este post for lido, o "Eutanásia 10" já deve ter estar desactualizado, sendo um filme com mais sequelas e com uma produção mais rápida do que o "Sexta-Feira 13". Ambos têm em comum a morte como protagonista, esse tema que visivelmente tanto entusiasmo cria...
Apenas creio que se estão a esquecer de pequenos e irritantes pormenores, tais como o código deontológico da Ordem dos Médicos e uma coisa entre estes denominada de Juramento de Hipócrates nos quais os médicos se comprometem a lutar pela vida de um doente até às últimas consequências.
Podem alguns contra-argumentar, com alguma razão, que há “casos perdidos”. Contudo, os médicos e outros cientistas da área da saúde são os primeiros a afirmar que não existem prognósticos exactos em medicina. Assim sendo, creio que este é um factor a ser tomado em conta na discussão.
Será que é assim tão reaccionário questionar se o surgimento de legislação até agora não existente para a relativizar a vida não irá constituir um erro muito grave? Uma coisa é um indivíduo ter o poder de dispor da sua vida e do seu corpo, outra bem diferente é alguém teminar com a vida de outrém a seu pedido, o qual é sempre passível de não corresponder a uma vontade constante e racional.

quinta-feira, 21 de junho de 2007

Ele dispensa bem a discriminação positiva!

Creating Equal: My Fight Against Race Preferences de Ward Connerly
Ward Connerly has seen the nasty face of affirmative action up close. Scorning the role of victim, he worked his way up in the world, offering the best work at the lowest price. A successful businessman, he saw programs that awarded government contracts to minority-owned companies as annoying intrusions and bureaucratic problems.
Ver mais aqui

Dizem que é uma "espesse" de proto-anarcocapitalismo


Sex Pistols, Anarchy in UK, 1976

segunda-feira, 18 de junho de 2007

Crónicas do activismo jornalístico pós-moderno


Director-adjunto do Jornal de Notícias, um dos jornais de maior tiragem a nível nacional, empunhando cartaz em manif contra a câmara do Porto, na antestreia da peça "Jesus Cristo Superstar" (13/06). Não é a toa a linha editorial que o JN tem assumido em relação à CMP e à concessão da gestão do Rivoli a La Féria.

sábado, 16 de junho de 2007

Sínteses que vêm ao nosso encontro

A direita clássica, contra-revolucionária, sempre se apresentou como a restauradora do equilíbrio natural das sociedades, da forma de organização social ditada pelo jogo das forças que brotam expontâneamente em cada nação ao longo da história, vendo o seu contrário na defesa de formas de organização social inteiramente concebidas nas cabeças dos filósofos, fórmulas abstractas com a ambição de serem aplicadas a todas as nações em qualquer tempo ou lugar.

Este é um blogue com tomates, sabiam?

O Café da Insónia é um blogue de tomates, segundo a distinção com a qual foi honrado pelo brilhante Ecos da Falésia. Não me vou estender em considerações sobre os meus tomates... que é como quem diz: a suposta coragem, frontalidade, acutilância, etc. do Café da Insónia pois nesses campos há vários por aí que não ficam atrás. São alguns desses que eu pretendo distinguir, uma vez que me foi dada a oportunidade. Aqueles que melhor conheço e com os quais mais me identifico, claro está. A ordem que se segue não obedece a qualquer tipo de hierarquia nem se trata de nenhuma classificação. É pura e simplesmente aleatória.

  • Os primeiros tomates vão para o Ecos da Falésia. Não se trata de uma devolução nem retribuição, mas sim da mais pura e elementar justiça.

  • A seguir vem o Destaques a Amarelo que sem dúvida tem tomates pela campanha que tem vindo a divulgar já de algum tempo a esta parte. Amigo Sérgio, Thank you for smoking!

  • Tomates também tem O Apaniguado, o qual leio diariamente e cuja linha editorial e ideológica vem ao encontro da minha em muitos e variados aspectos. Como blogue colectivo que é os tomates serão "distribuídos" por todos por igual, deste lado e do outro do Atlântico. :)))

  • Tenho muito gosto em distinguir o Holocausto-Shoah, pela nobreza e seriedade da sua causa e pela maneira impecável que está escrito e editado.

  • Pela segunda vez distingo O Insurgente, mas a culpa é deles que não apenas são dos blogues que mais me fazem pensar (prémio anterior), como também pelo facto de terem tomates e paciência para aturar tanta gente doida que lá anda a comentar, a começar por moi même. :))).

Aqui está o link para o blogue que deu origem a esta iniciativa.

sexta-feira, 15 de junho de 2007

Urge a Revolução!

Um grupo de cidadãos ontem cumpriu um desígnio verdadeiramente cívico: a luta contra as filas de espera para comprar bilhetes para um espectáculo. Onde já se viu, já não bastavam as filas de espera nos hospitais, nos tribunais e agora até os teatros têm esse incómodo, com a agravante de o "utente" ter de pagar o bilhete por inteiro - ao contrário do que acontecia na sábia gestão camarária, em que ninguém precisava de enfrentar filas para comprar bilhetes para os maravilhosos espectáculos que lá tinham lugar, como na maior parte das vezes nem bilhete precisavam de comprar, pois audiência em geral era constituída por um público muito bem formado e bem preparado de convidados.
Até o mundo do espectáculo os cafres do capitalismo invadiram? Urge a Revolução! Subsidiados e convidados de todo o mundo, uni-vos!

quinta-feira, 14 de junho de 2007

That's it!

Veja-se a lufada de ar fresco que a concessão do Rivoli a um privado traz. O privado experimenta um novo tipo de espetáculo para ver se o público se interessa nele; não se trata de impôr um espetáculo ao público, como nos velhos tempos da gestão camarária - trata-se de ver se o público estará interessado no espetáculo; o privado inova e investe, mas fá-lo em função daquilo que calcula serem os gostos do público. Concomitantemente, o espetáculo permance em cena em função do interesse do público - pode permanecer duas semanas ou dois meses ou dois anos, consoante o público vá sempre comprando bilhetes ou não; em tudo diferente da gestão camarária, na qual o teatro é cedido a um determinado espetáculo de uma determinada companhia por um tempo fixo, sendo que por vezes nunca chega a haver vendas de bilhetes que justifiquem a sua permanência no palco, noutras vezes o espetáculo vai-se embora quando ainda todas as sessões têm sala cheia.

Assim sim: cultura para o povo, para quem a quer ver e pagar, não para quem a faz.

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Acrescento que, embora a concessão da gestão do teatro Rivoli a Filipe La Féria tenha sido impugnada em tribunal, os adversários de La Féria e todos os ódios que ele e seus espectáculos originam são típicos de um país em que o sucesso, o empreendedorismo e o arrojo causam muito mal-estar. Em especial, em sectores em que prevalece o corporativismo, o parasitismo e abundam lóbis, ressentimentos e "raivas".

Por tudo isto, força La Féria! Estou certo que Jesus Cristo Superstar será um êxito. E que há gente que irá morrer de raiva...

P.S.: Não gosto nada de musicais. Nem os da Broadway nem os de lado nenhum. Por isso não pretendo ir ver o espectáculo em questão. Segundo um ex-professor meu, os musicais são uma espécie de ópera-pop. Não sei se é assim se não. Mas, será que pelo facto de terem tanta popularidade justifica serem tão denegridos e considerados subprodutos, tal como fazem certos "intelectuais"? Independentemente de serem ou não do La Féria, não haverá muito odiozinho e invejazinha pelo meio?


quarta-feira, 13 de junho de 2007

A história de uma foto, os cigarros e um certo plágio...

Foto tirada do livro Fotografia de Tom Ang (Civilização Editora)


Fez-se uma pausa na rodagem do filme The Magus, corria o ano de 1967. Eve Arnold não deixou de fazer aquilo que sabia e criou esta bela obra de arte com os protagonistas: Anthony Quinn e Anna Karina. E eu vejo-me obrigado a plagiar descaradamente a campanha de um amigo e dizer "Thank you for smoking", pois o cigarro fica-lhes mesmo "a matar".
Qualquer dia ainda lhes acontece como ao Lucky Luke e aparece-lhes uma palha na boca...

terça-feira, 12 de junho de 2007

Não é à toa que perco tempo em alfarrabistas...

(excerto do capítulo Alexandre Heculano, o «Político», pelo Prof. Doutor José Augusto Saraiva, pp. 30, 31 - negros meus)
Tomemos o princípio fulcral do liberalismo herculaniano, que constitui como que o leitmotiv à volta do qual se tecem as infinitas variações da sua teoria e praxis política: «absolutamente falando — repare-se no advérbio escolhido por Herculano — o complexo das questões sociais e políticas contém-se na questão da liberdade indi­vidual». Dir-se-ia um mero axioma do individualismo burguês, sem nada de original nem relevante. Como o salienta Joel Serrão, «o que singulariza Herculano não é, evidentemente, o facto de ele ter arquitectado a sua personalidade em torno da fundamentalíssima experiência da liberdade — escritores outros seus contemporâneos fizeram o mesmo —, mas em ter levado esta a uma fundura e a uma autenticidade que são bem o timbre da sua grandeza». Timbre, eis a palavra justa, pois é como se o acento tónico, a clave porque se pauta a sua «Voz do Profeta» ressoasse com uma sonoridade própria, numa modulação inconfundível. Dirigindo-se ao seu caro interlocutor «democrata e republicano», Oliveira Martins, é essa voz que ele faz ouvir, não como um som burguesmente prosaico e terreno, mas como um eco divino, elevando-se desde logo do plano político para o reli­gioso, que, trans-historicamente, o transcende: «A liberdade humana sei o que é: uma verdade de consciência, como Deus». E daí decorre, em linha recta, um imperativo categórico, que a liberdade pressupõe: «por ela chego facilmente ao direito absoluto [cá está o adjectivo fatal, de que o advérbio proveio]; por ela sei apreciar as instituições sociais».

sábado, 9 de junho de 2007

A propósito de qualquer coisa, não importa o quê...

Olavo de Carvalho
Jornal do Brasil, 24 de maio de 2007

Só quem sabe que está errado precisa se proteger dos críticos com uma armadura jurídica que aliás o desmascara mais do que nenhum deles jamais poderia fazê-lo. Só quem não tem o que responder pode pedir socorro ao aparato repressivo do Estado para fugir da discussão. E quanto mais se esconde, mais põe sua fraqueza à mostra.

Para ler texto na íntegra, aqui

Vídeo de propaganda da Acção Animal contra a Tourada


Aqui está um exemplo da típica cultura de morte dos proibicionistas da tourada e dos fundamentalistas em geral pelos supostos "direitos dos animais". A violência que lhes serve de arma de arremesso da sua retórica ultrapassa de longe a agressividade do touro e do toureiro em plena arena. Tanto dinheiro e meios gastos numa argumentação tão frágil: uma mulher a simbolizar o alegado sofrimento de um touro, um linchamento popular a simbolizar um espectáculo de arena que tem regras e a sua própria arte e métier. Brilhante!

Escola de Toureio de Reguengos

O Café da Insónia, embora não tenha ninguém aficcionado nas touradas nem aprecie particularmente esse espectáculo, está solidário com quem cultiva essa arte milenar a qual, quer se queira quer não, é parte importante da nossa cultura e identidade. Por isso, felicito os que pretendem contra tudo e (quase) todos desenvolver entre os mais jovens nos locais e com os meios apropriados essa faceta da nossa tradição.
Perdoem-me os agentes do "progresso" que pretendem impor neste bárbaro e arcaico canto do planeta (para não falar no resto da Península, Sul de França, nem no México) aquilo que eles entendem ser "princípios de defesa dos animais" em relação a espectáculos de "tortura e barbárie". Mal sabem eles os bárbaros dos gatos que eu tenho cá em casa, mas isso não vem ao caso.

quinta-feira, 7 de junho de 2007

Enquanto na Europa andam os selvagens antiglobalização por aí em actos de vandalismo...

In The Economist (07/06/2007)
African financial markets are looking more attractive
Africa's financial markets are, at long last, becoming globalised. Low interest rates and saturated financial markets in OECD economies are pushing developed-world investors to look further afield, while the strengthening of African balance sheets (as a result of debt relief), underpinned by booming commodity export earnings and improved macroeconomic management, are making Sub-Saharan markets more enticing. The combination of "push" and "pull" factors is such that, over the next few years, four Sub-Saharan countries—Ghana, Kenya, Nigeria and Zambia—are expected to issue sovereign bonds in international markets for the first time
.

quarta-feira, 6 de junho de 2007

Patriot Act e os visionários da liberdade

A Uniting and Strengthening America by Providing Appropriate Tools Required to Intercept and Obstruct Terrorism Act of 2001 (Public Law 107-56), mais conhecida por Patriot Act (PA) não surgiu pela mera espontânea vontade de George W. Bush e seus apaniguados neocons. Para quem não se lembra houve o 11 de Setembro, posteriormente, o 11 de Março, o 7 de Julho e muitas outras matanças menos mediatizados mas não menos implacáveis.
Antes de o PA entrar em vigor houve, como seria de esperar, variadas críticas, análises e discussão entre republicanos, democratas e independentes das mais variadas tendências, contudo por fim apenas Russ Feingold votou contra.
No entanto, surgiu um visionário da liberdade, Ron Paul que vai fazer o milagre de colocar muitos liberais portugueses a repetir muitas ladainhas e palavras de ordem do Bloco de Esquerda, as quais eram até há bem pouco tempo objecto de crítica feroz e/ou de pura chacota. Há homens que fazem milagres...

Heranças genéticas...


Dantes era o jacobino. O jacobino deu origem ao marxista, o marxista ao progressista. Que mais se seguirá?

segunda-feira, 4 de junho de 2007

Para quem julgar que o Aquecimento Global apenas é posto em causa pela Direita...

In Resistir.info (não, não estou a gozar...)
Texto de Alexander Cockburn

Nenhuma resposta é mais previsível do que aquelas esganiçadas pelos que vendem o medo do efeito de estufa: dizem eles que qualquer um que questione as suas afirmações está na folha de pagamento das companhias de energia. Uma segunda réplica, igualmente previsível, contrasta o número sempre diminuto de agnósticos com as crescentes legiões de cientistas agora renascidos para a "verdade" de que o CO 2 antropogénico é responsável pela tendência para o aquecimento da Terra, a fusão das calotas polares, o alteamento dos mares, o aumento dos furacões, o declínio da fertilidade do pinguim e outros horrores demasiado numerosos para serem mencionados.
[...]
Como cidadão de Washington desde os seus verdes anos, Gore sempre entendeu que a ameaça da inflação é a ferramenta mais segura para engordar orçamentos e incitar multidões de eleitores. Em meados da década de noventa ele posicionou-se como chefe da aliança estratégica e táctica formada em torno do "desafio das alterações climáticas", que agora avançava para ocupar o lugar do comunismo no teatro essencial a toda a vida política. Na verdade, foi no New Republic, um incansável agente publicitário da ameaça soviética em fins da década de 70, que Gore anunciou em 1989 que a guerra ao aquecimento global não poderia ser ganha sem uma renovação dos valores espirituais.

A infantaria nesta aliança tem sido os privilegiados modeladores climáticos e a sua Internacional, o Intergovernmental Panel on Climate Change (IPCC) da ONU, cuja perícia científica colectiva é reverentemente invocada por todos os devotos do catecismo dos fabricantes do medo do Efeito de Estufa. Fora o facto de que o cemitério de erros intelectuais está recheado com uma miríade de lápides de "esmagador consenso científico", o IPCC tem o exército habitual de funcionários e colectores de privilégios, e uns pequenos salpicos de cientistas reais com a qualificação primária de climatologistas ou físicos da atmosfera.
[...]
A teoria de um aquecimento global produzido pelo homem é alimentada por previsões pseudo quantitativas de carreiristas do clima a extraírem [dados] primariamente do grande mega-computador Modelos de Circulação Geral (MCG), os quais incluem o National Center for Atmospheric Research (NCAR), o Goddard Institute for Space Studies da NASA, o Geophysical Fluid Dynamics Lab do Departamento do Comércio, um MCG privado que costumava estar no estado de Oregon antes de a Universidade de Illinois atrair a equipe para outro lugar. Há um outro em Livermore e um na Inglaterra, em Hadley.

domingo, 3 de junho de 2007

Marx morreu, mas Deus não...

Insólito: Após 19 anos em coma

Vi tudo, ouvi os médicos dizerem que teria um mês ou dois de vida, mas não podia reagir”, afirmou Jan Grzebski, trabalhador ferroviário polaco que entrou em coma em 1988 depois de ser atingido na cabeça por um vagão.

“Quando entrei em coma só havia chá e vinagre nas lojas. A carne era racionada e formavam-se filas intermináveis nas bombas de gasolina”, recorda Jan, contando como ficou espantado ao saber que o comunismo tinha acabado e mais ainda ao ver pessoas nas ruas “a falar ao telemóvel, e a queixar-se constantemente”. “Eu, pela minha parte, nada tenho a lamentar”, sublinha.

sábado, 2 de junho de 2007

A nova Inquisição

Via Atlântico (citação de Sam Harris feita por Pedro Marques Lopes – para quem não souber o jacobino residente na propalada revista, dita "de direita"...)

A pergunta
“Quando será que nos iremos aperceber de que a indulgência do nosso discurso político em relação às crenças religiosas nos impede de mencionar, quanto mais de erradicar, a fonte de violência mais prolífica da história?”

Afinal a intolerância e totalitarismo dos jacobinos e/ou ateus em nada mudaram. São da mesma natureza do fanatismo religioso. Quem disse que a Inquisição morreu?

sexta-feira, 1 de junho de 2007

O público eleitor da esquerda - a oeste nada de novo...

In AnnCoulter.com

We fought a civil war to force Democrats to give up on slavery 150 years ago. They've become so desperate for servants that now they're importing an underclass to wash their clothes and pick their vegetables. This vast class of unskilled immigrants is the left's new form of slavery. What do they care if their servants are made citizens eligible to vote and collect government benefits? Aren't the fabulously rich happy in Venezuela? Oops, wrong example. Brazil? No, no, let me try again. Mexico! ... Well, no matter. What could go wrong?