quinta-feira, 31 de maio de 2007

Coincidências curiosas e um cartaz que deu brado...

No ido dia 23 de Fevereiro deste mesmo ano escrevi este post acerca da notícia sobre o Ano Europeu da Igualdade de Oportunidades, decretado pela UE, a propósito do qual governo português iria despender de 76 milhões de euros do novo quadro comunitário de apoio (QREN 2007-2013) para a celebração e promoção de iniciativas relacionadas com o tema.

Curiosamente vejo neste mesmo ano celebrado por uma determinada jota o Dia Mundial Contra a Homofobia, com direito a outdoor e sabe-se lá mais o quê. Este mesmo cartaz que já deu um fuss danado aqui e, por inerência da citação, aqui.

Claro que sendo impossível dispor de provas que pudessem evidenciar a relação entre o dito cartaz e os fundos comunitários em questão, tudo isto não passa de uma constatação de uma interessante coincidência.

No caso de haver mesmo relação entre ambas as coisas, na minha opinião há algo de repudiante nisto tudo:

  • Antes de mais, e para além de qualquer suspeita pertinente ou não, os fundos comunitários de apoio são um recurso para ser despendido no nosso país com o objectivo óbvio de o desenvolver, com estruturas, no combate à pobreza, na educação, no urbanismo, entre um rol indefinido de coisas, entre as quais acho no mínimo discutível caber campanhas contra a discriminação. Não obstante o facto de me repugnar qualquer tipo de discriminação ou desigualdade de oportunidades imposta a algum concidadão meu com base em raça, religião, sexo ou orientação sexual. Apenas penso que não será o dispêndio de 76 milhões de euros em outdoors, brindes, e demais parafernália a solução.

  • Tendo sido escolhido o destino destes milhões de euros em fundos comunitários de apoio em campanha de combate contra a discriminação, esta mesma campanha devia ser isenta de política partidária, sendo o objectivo dela a divulgação das ideias (fossem quais fossem) que combatessem a dita discriminação e promovessem a igualdade de oportunidades e não a divulgação de agremiações políticas e derivados. Sei que os partidos políticos em Portugal têm financiamento do Estado. Porém, uma coisa é a subvenção que estes recebem, outra completamente distinta é um determinado fundo comunitário de apoio que tem objectivos específicos.

quarta-feira, 30 de maio de 2007

Greve geral?

Nem os actos de vandalismo e de sabotagem perpetrados no Metro do Porto fizeram com que parecesse que este fosse um dia de greve geral. Engraçado, parece que esperei ainda menos do que nos outros dias.

É evidente que o Zé Povinho continua afastado das "elites" abrangidas pelos sindicatos.

Acerca disto, está imperdível este post do João Miranda. Quanto mais não seja por ser um retrato desassombrado e simples da realidade.

terça-feira, 29 de maio de 2007

Perguntas banais da idade dos porquês

Porque será que o Estado Providência em geral promove mais o Estado do que a Providência?

Porque será que nos Estados Providência há tão pouca previdência que a Providência acaba por ficar lesada?

Porque será que a Providência por mais previdência que tenha esta nunca é suficiente?

Porque será que os previdentes pouco contam com a Providência do Estado?

Porque será que os maiores beneficiários da Providência, num Estado Providência, sejam precisamente o Estado, na pessoa de seus funcionários?

segunda-feira, 28 de maio de 2007

Nem tudo está perdido, afinal... II

Nessa altura eu acolhi entusiasticamente o que Lucas Pires representava. O meu afastamento em relação a ele dá-se na noite em que Cavaco foi eleito presidente do PSD. Telefonei a um membro da directiva e disse que era um erro se não entendessem que nesse dia tinha mudado tudo. O CDS devia saudar a eleição de Cavaco Silva e fazer com ele uma aliança. Eles não estiveram de acordo.

Mas, afinal, que liberal era este? Que conservador era este? Quem o pode acusar de falta de coerência? O homem, já naquela altura – apesar dos ares "revigorantes" de Ofir e, quiçá, Moledo – queria coligar-se com um dos "pais" do Estado-Providência português!



Nem tudo está perdido, afinal...

Porque é que um liberal há vinte anos sente que hoje o liberalismo já não é solução?
Porque o mundo mudou. Hoje há um fenómeno de globalização completamente incontornável e houve fenómenos que vão ao arrepio daquilo que se pensava que pudesse ser a evolução da sociedade. Hoje há mais ricos e há mais pobres. Há um fosso maior entre ricos e pobres, entre países ricos e pobres. Há uma ideologização do sucesso pelo sucesso, de que o dinheiro é o único valor, coisas com as quais eu não posso concordar.

Graças a Deus que, apesar de entrevistas de pseudopadrecos como esta, vamos tendo fenómenos incontornáveis no nosso mundo, tais como a globalização e a "ideologização do sucesso". Logo, nem tudo está perdido...


domingo, 27 de maio de 2007

Defesa dos direitos de propriedade do Xor Manel

Caso real de luta pelos direitos de propriedade e de pressões dos interesses "municipais" na aquisição da dita propriedade. Algures no Portugal profundo...
http://ia350629.us.archive.org/0/items/XorManel/xormanel.mp3

Reacção de parte da "ala liberal" à entrevista de Nobre Guedes

Face ao repto lançado por JLP, n'O Insurgente, apelando ao repúdio e às críticas em relação à entrevista acima citada pela "Ala Liberal do CDS (e já agora, dos seus vários apoiantes espalhados pela blogosfera), que se prevêem (a ser coerentes) impiedosas e duras.!" , dedico a foto postada aqui ao lado como expressão da minha reprovação face às blasfémias antiliberais que o dito político expressou nessa famigerada e em má hora dada entrevista. Como uma imagem vale mais que mil palavras...

Foto de John Moloy

sábado, 26 de maio de 2007

Imortais

FRANCISCO LUCAS PIRES (1944-1998)



Ao princípio não 'era' o Estado mas o Homem - 'era' o Homem, o espírito e o barro... É esta uma verdade em função da qual será o Estado a ter de se humanizar - não o Homem quem tem de se estadualizar.

quinta-feira, 24 de maio de 2007

Citações 'fassistas', mas singelas

"Sou um reacionário. Reacionário é aquele que quer liberdade, quer o pão e se recusa a admitir que o Estado tome conta dos seus filhos, faça eles de palhaços."

Nelson Rodrigues

terça-feira, 22 de maio de 2007

The Fountainhead – Discurso de Howard Roark


Esta cena ficou-me para sempre na memória, tendo-a visto antes de fazer ideia o queria dizer objectivismo, liberalismo e todos os "ismos" que por aí andam. Cada vez tenho menos dúvidas de que as ideias simples são as melhores, e a imposição de doutrinas económicas e sociais não passa de um erro histórico.

O que seria um crime grave!...

Docentes temem estar também a ser avaliados
2007-05-22 09:08:04

Lisboa - A Federação Nacional dos Professores (Fenprof), desconfia que a intenção do Ministério da Educação é responsabilizar as escolas e os docentes pelos resultados dos alunos.

segunda-feira, 21 de maio de 2007

Tiros nos pés

Já me mete nojo o hábito da moda entre a blogosfera, pretensamente, conservadora e liberal de denegrir os partidos da – já de si pouca – direita existente em Portugal. A direita portuguesa tem múltiplos defeitos. Os partidos políticos portugueses, inclusive os da direita, têm montanhas de defeitos. Acontece que em democracia a intervenção cívica, política e social é feita principalmente pelos partidos e sem estes as ideias das diversas correntes ideológicas perdem projecção e concretização.
Daí que não percebo o papel de muita da blogosfera, que se assume como liberal, libertária, conservadora, etc. que não seja o de querer contribuir para novas vitórias socialistas e da esquerda em geral.

E biba o Porto! E biba o Porto!...

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domingo, 20 de maio de 2007

sexta-feira, 18 de maio de 2007

Vem a calhar

En el debate relativo al status legal de las parejas homosexuales unos invocan al Estado para salvaguardar la definición tradicional de matrimonio y otros para enmendarla. Ambos recurren al leviatán burocrático para imponer a la sociedad entera su concepción moral particular. Tan imbuidos están de estatismo que no aciertan a imaginar un escenario en el que las cuestiones morales se diriman sin apelar a la coerción pública, un escenario en el que puedan coexistir pacíficamente los proyectos vitales más dispares sin que haya que implorar el beneplácito gubernamental.

La discusión se halla pervertida desde un comienzo, pues fija su atención en los primeros árboles sin advertir el bosque que detrás se extiende. No se aborda la raíz del problema, a saber, la intervención del Estado.

Luís Nobre Guedes - o outsider

Nova alternativa para Lisboa, ainda não incluída nas diversas sondagens, congeminações e negociações que "os do costume" já fazem por aí pulular. A luta está longe de ter chegado ao fim por mais que a tentem abreviar.

quinta-feira, 17 de maio de 2007

Foi esta a "liberdade" que foi referendada?

Foi esta a "liberdade" de escolha que foi referendada? Parece-me que não. Agora a objecção de consciência, ou seja uma das mais importantes liberdades individuais, vai ter um preço – bem alto – a pagar. Adivinham-se facilmente as consequentes pressões internas e mesmo perseguições, com profissionais tendo em risco o seu trabalho por pretenderem ser livres de objectar em sua consciência.
Maioria de moral abjecta!
In RTP Online
Hospitais sem médicos por objecção consciência pagarão acto noutro local
As instituições autorizadas a realizar abortos, mas impedidas de os praticar por os profissionais de saúde alegarem objecção de consciência, vão ter de encaminhar as grávidas para outros estabelecimentos e pagar as intervenções, segundo um projecto de portaria.

Momento de poesia surrealista e charadística

Via Small Brother

Afirmações um bocado infantis e atrasadas mentais

a educação que eles dão às crianças transforma-os em assassinos
atacam países sem razão
proíbem outras ideologias
falham constantemente aos direitos humanos
interêm em questões de política internacional que não têm nada a ver com eles
promovem a obesidade como ninguém, mas tratam muito bem dos dentes
não participam do tribunal internacional
deixam crianças morrer no hospital por não terem seguros
criam enormes desigualdades
criam terroristas
tenho que sair para almoçar
havia tanto a dizer

Hugo Garcia, neste comentário.

Adivinhem qual é o país em causa.

Não faço ideia qual será o país, estou indeciso entre a Gronelândia e a Nova Caledónia. De qualquer das formas até é um poema deveras interessante. Eu gosto particularmente das estrofes "Promovem a obesidade como ninguém, mas tratam muito bem dos dentes", mas melhor, melhor é "tenho de sair para almoçar/havia tanto a dizer".
Ainda me falam do Cesariny!...

Moi aussi, mas cada um com a sua...

Mais estupefacto fico com a admiração do CN que gere a Causa Liberal e que parece concordar com Ron Paul; os culpados do 11 de Setembro não são os terroristas sauditas mas (pasmem-se!) as vítimas - os americanos!

quarta-feira, 16 de maio de 2007

À atenção do antieuropeísmo de alguns liberais clássicos

Extracto do artigo:
FEDERALISM AND INDIVIDUAL SOVEREIGNITY
James M. Buchanan
[negros meus]

I have been both surprised and disturbed by two sources of opposition
to efforts to move toward federalist structures in which political
authority is divided between levels of government. I refer, first, to
the opposition in Europe, mainly in Britain, to movements toward
effective European federalism. Second, I refer to the successful agitation
that blocked the proposed Conference of the States in the United
States in 1995. What is disturbing about these sources of opposition
to the very idea of political federalism is that both emerge from
groups that are identified variously to be right-wing, conservative, or
libertarian. We should not, of course, be surprised at all by socialist inspired
opposition to the federalist idea and ideal. Socialists have
been and remain forthright in their desire to extend the range of
politicized control over the lives and liberties of persons. But why
should conservatives, classical liberals, or libertarians join socialists in
opposing structural reforms that embody federalist principles?
I suggest that a coherent classical liberal must be generally supportive
of federal political structures, because any division of authority
must, necessarily, tend to limit the potential range of political coercion.
Those persons and groups who oppose the devolution of authority
from the central government to the states in the United States and
those who oppose any limits on the separate single nation-states in
modern Europe are, by these commitments, placing other values
above those of the liberty and sovereignty of individuals.

33 anos de democracia para isto...

In TSF
No seguimento de outras iniciativas da blogosfera, em solidariedade para com Helena Roseta, que devido ao facto de não pertencer a nenhum partido terá uma tarefa quase impossível de recolher as 4000 assinaturas, deixo aqui o link para quem quiser contribuir para a causa da democracia livre e representativa sem as imposturas manipulativas do costume.

terça-feira, 15 de maio de 2007

Resultados do "capitalismo selvagem"?

Temos de novo o tema do casamento entre homossexuais entre os assuntos de discussão pública, desta vez trazido à baila por uma comissão de comemoração do centenário da República. As reacções sucedem-se e a surdez habitual de argumentos ideológicos e idiotas de ambos os lados também. Está em causa, segundo os defensores do matrimónio gay, a igualdade de direitos de natureza jurídica, social e civil, etc.
Porque não então perguntar quais os direitos das famílias portuguesas? Em especial no que respeita ao saque fiscal a que são sujeitas, estando mesmo em situação de desvantagem em relação a diversos estilos de vida alternativos. Porque não oiço erguer a voz dos defensores do Estado social em relação às famílias numerosas, com mais de dois, três quatro filhos? Será que esses mesmos defensores do Estado social, providência, etc. se venderam ao anteriormente odiado "capitalismo selvagem" e por isso não restam outras causas senão as ditas "fracturantes"?

domingo, 13 de maio de 2007

Porque hoje é domingo...

AQUI e AGORA

Estou tentando captar a quarta dimensão do instante-já.

Meu tema é o instante? Meu tema de vida. Procuro estar a par dele, divido-me milhares de vezes, em tantas vezes quanto os instantes que decorrem, fragmentária que sou e precários os momentos – só me comprometo com a vida que nasça com o tempo e com ele cresça: só no tempo há espaço para mim.

Domingo é o dia dos ecos – quentes, secos, e em toda a parte zumbidos de abelhas e vespas, gritos de pássaros e o longínquo das marteladas compassadas – de onde vêm os ecos de domingo? Eu que detesto domingo por ser oco.

Nada existe de mais difícil do que entregar-se ao instante. Esta dificuldade é dor humana. É nossa. Eu me entrego em palavras e me entrego quando pinto.

Clarice Lispector


sábado, 12 de maio de 2007

Choque de liberalismo

In Sábado (10 a 16 Maio)

Sérgio Figueiredo na habitual rubrica Caras e Casos (leitura altamente recomendável)

Os debates ideológicos proporcionam momentos de grande importância e contemplação. Esquerda e direita. A actualidade dos conceitos. O que os divide. Aquilo que os define. Ainda. Apesar de tudo.
E neste saudável exercício de retórica, há sempre um culpado da crise: o liberalismo. A esquerda acusa. A direita defende. Os dois lados carregados de complexos. Porque a realidade é outra. Melhor, é antagónica, pois liberalismo é tudo o que Portugal não tem.

sexta-feira, 11 de maio de 2007

Croissants ao pequeno-almoço com a análise civilizacional à mistura

In celebration of France's spectacular return to Western civilization, I bought a Herve Leger dress on Monday, and we're having croissants for breakfast every day this week. This delicate French pastry, by the way, is in the shape of a crescent to commemorate the Crusaders' victory over Islam. Aren't the French just peachy?
Mmmmm... quando deixarem de incendiar carros e de agredir adversários políticos vitoriosos serão, no mínimo, aceitáveis.

quinta-feira, 10 de maio de 2007

Ser liberal-conservador

Deparei-me com este excerto da autoria de Miguel Morgado do Cachimbo de Magritte a propósito de um livro de Daniel Mahoney. Esta é uma dissertação excelente e que vai ao encontro do meu pensamento e das minhas ideias políticas. E como há que aproveitar o trabalho feito por outros, o qual nos poupa a nós o esforço de fazer algo sofrível e que chovesse no molhado, limito-me a transcrever parte do texto mais significativa e remetendo o leitor para o resto.

"(...) o “liberal conservador par excellence” é “um crítico, com princípios, das ilusões progressistas”. O “liberal conservador” sabe que o pensamento “progressista” – isto é, a ideia de que o “desenvolvimento económico e social arrasta consigo necessariamente o progresso moral” – não é mais do que uma crença ideológica, um salto de fé num domínio para o qual a fé não pode ser invocada. Contudo, sendo um crítico das “ilusões progressistas”, o “liberal conservador” é correlativamente orientado pela “rejeição, com princípios, de sucumbir, quer à nostalgia reaccionária, quer à impaciência revolucionária”.

Apenas a ignorância acerca da história das ideias políticas e o dislate alarve podem estabelecer uma dissociação inevitável das ideias liberais e das conservadoras. Apenas na cabecinha de quem pratica o uso e abuso do termo liberal, o equívoco entre o conceito absoluto e o político-filosófico, assim como a apropriação indevida da palavra por parte de movimentos políticos que não são mais que uma versão arrevesada da social-democracia com contornos activistas das causas ditas fracturantes podem criar qualquer engodo no parelismo entre estas correntes ideológicas.

Sonic Youth - Schizophrenia (Live)

No kiddin'...

Durutti Column - Jacqueline (Live 1988)

Sem palavras.
Feel it!

Joy Division 1979


Inesquecível.

quarta-feira, 9 de maio de 2007

Diabruras

In Diabo (8 de Maio de 2007)

• PALHAÇOS: A RECEITA DOS POBREZINHOS
O «partido da andorinha», de Manuel Monteiro, cometeu a fa­çanha de fazer eleger um deputa­do para o Parlamento da Madeira.
Sem dinheiro comparável ao de outros partidos, Monteiro re­velou que apenas gastara dez mil euros nesta aventura eleitoral, o que não dera para um cartaz, se­quer.
O êxito da «campanha» de­veu-se apenas, pelos vistos, à exi­bição de um cómico contratado por 200 ou 300 contos (Monteiro «dixit») a fazer palhaçadas diante das câmaras de televisão.
Uma vergonha para o «Bloco de esquerda que, com mais palhaços e mais dinheiro, se ficou também por um só eleito.

Caminho novo da política e sociedade portuguesa

 
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sábado, 5 de maio de 2007

Petição

Como aqui o Café... é um espaço que defende a liberdade decidi não apenas subscrever esta petição como abrir um link para os leitores subscreverem.

Belo par

A prova de que Deus existe é a sua visível habilidade a juntar os da mesma espécie, nem que uma das partes apenas esteja presente em livro.

Liberdade individual, excelente animação

Recomendável às vítimas do marxismo e do islamismo e de muitos outros "ismos".
http://www.isil.org/resources/introduction-portuguese.swf

quinta-feira, 3 de maio de 2007

Campanha anti-salazarista do Café da Insónia

O Salazarismo esconde-se onde menos esperamos! Nem a moda nem o futebol escapam. Quando oiço muitas referências aos salazares que se seguem vejo logo que estou perante uma campanha fassista!

Fica o leitor já avisado. Compre trapinhos da Fátima Lopes, Armani, Pierre Cardin e quejandos, nunca da Salazar!







Apesar de opositor à ditadura nacional, Abel Salazar não se livra do nome. E não houve tantos opositores que depois se tornaram fassistas depois de Abril? Mostra-me a Vera Lagoa que há em ti!




Este é o perigoso salazar não assumido. Fica-se pelos dois primeiros nomes a ver se nos engana! Às tantas até se diz liberal!

Maçonaria: uma perspectiva desassombrada


I

Na sequência de uma reflexão sobre a moral e a ética numa sociedade plural e de economia de mercado, decidi elaborar um texto sobre a Maçonaria – ou no léxico maçónico uma prancha - numa perspectiva crítica e desassombrada sobre esta Ordem e uma visão pessoal acerca do seu presente e futuro. Por ser um dos meus antigos temas de estudo decidi-me a partilhar a minha perspectiva sobre um assunto que suscita a curiosidade de muita gente. Neste sentido, para aqueles que queiram uma introdução para melhor se inserirem no tema, remeto-os para uma síntese mais abreviada neste artigo que elaborei no ido ano de 2003 para a revista digital Herne, a qual espero que retome o mais breve possível a sua actividade entretanto interrompida.

II

Começo por salientar, antes de mais, aquilo que no meu entender poderia constituir uma característica favorável à Maçonaria quer na actualidade quer no futuro numa sociedade pluralista e liberal: o seu objectivo de construir uma ética individual. Pois a Maçonaria embora tenha nascido em consequência de um agrupamento de indivíduos e de uma determinada conjuntura sociocultural, as suas ideias doutrinárias põem a ênfase no indivíduo, no microcosmos, cuja ética é essencial para a harmonia e o equilíbrio do mundo, ou macrocosmos. A luz iniciática tem como fim essencial a transformação do indivíduo, simbolizada pela evolução da pedra bruta até atingir o estado de pedra cúbica perfeita. O conjunto de pedras cúbicas irá erguer o Templo da Humanidade, isto é o Templo de Salomão, em relação ao qual o imaginário maçónico construiu o seu próprio mito baseado neste rei de Israel e no mestre arquitecto Hiram.
Ora, este papel de destaque do sujeito em si mesmo como ponto crucial da evolução social, que por sua vez parte do indivíduo para o colectivo (e não do colectivo para o indivíduo tal como muitas ideologias progressistas defendem) poderia fazer da Maçonaria uma das instituições fundamentais numa sociedade globalizada em que prevalecesse o mercado livre e cuja ética e solidariedade não fossem competência, nem muito menos imposição, do Estado.

Contudo, ao longo dos anos todas as obediências maçónicas viram a sua imagem desgastada, devido entre muitas razões, a guerras e cismas internos, escândalos de corrupção e de crime organizado, desleixo ritual e ético e falta de exigência nas admissões de recipiendários. Podemos também referir as sempre difíceis relações com as várias denominações religiosas cristãs, em especial com a Igreja Católica, segundo a qual os maçons incorrem em "pecado grave" com várias esforços e campanhas de dissuasão. As constantes bulas de condenação e reprovação provêm desde os tempos do nascimento da Maçonaria, contudo as relações agravaram-se com a laicização do Grande Oriente Francês, nos finais do século XVIII, que relativizou o significado do símbolo máximo, ou seja o Grande Arquitecto do Universo, abrindo deste modo as portas a ateus e agnósticos. O Grande Oriente Francês deixou, então, de ser reconhecido como regular , em conjunto com outras obediências seguidoras, por determinação da Grande Loja de Inglaterra, a qual possui essa "autoridade" de reconhecimento entre o mundo da Maçonaria dita regular.

Por outro lado o processo de laicização maçónica foi de certo modo paralelo ao da cultura ocidental, muitas vezes entrecruzando-se ambos os caminhos. Processo que vinha ganhando forma desde os tempos da elaboração da Encyclopédie.
Desde essa altura muitos ilustres maçons travaram batalhas com consequências visíveis pela laicidade e pelo livre pensamento e a evolução dos tempos e os ventos da mudança muitas vezes sopraram na direcção deles. Contudo, o reverso da medalha, que entre muitos não é entendido, é que foi precisamente o impacto crescente do materialismo e de diversas correntes próximas do nihilismo e do marxismo que ao assumirem um papel preponderante na cultura e nas mentalidades da sociedade contemporânea ocidental foram também relegando para segundo plano a Maçonaria e as suas lutas. Subsequentemente, o humanismo secular dispensa-a e chega a desprezá-la, a religião olha-a com desconfiança, senão mesmo com reprovação. Por outro lado, se em parte assistimos a um renascimento da necessidade de alimento espiritual, a Maçonaria não apresenta a solidez nem a consistência espiritual do dogma das religiões reveladas nem o efeito novidade e o folclore das novas correntes New Age.

III

No presente e no futuro o papel e a sobrevivência da Maçonaria serão uma incógnita, embora numa primeira análise seja de duvidar um futuro promissor, pois a secularização crescente das mentalidades se por um lado a tornam desnecessária, anacrónica e incompreendida, por outro falta-lhe a consistência teológica e espiritual que os mais carentes deste alimento procuram nas religiões reveladas e em outros movimentos assumidamente religiosos e espirituais. Para além disto a Maçonaria é uma instituição que em primeira análise não é fácil de classificar, pelo menos de modo rápido, claro e objectivo. Pois não se trata de uma religião, não é uma associação política (pelo menos assumidamente), não é uma associação meramente cultural e/ou de beneficência e, em simultâneo, acaba por ser isso tudo e eventualmente muito mais. Ora a ambiguidade e a pouca visibilidade de propósitos claros levou a que ao longo dos tempos perdesse objectividade, dando origem a que dela se fizesse aquilo que muitos bem entendessem e que inclusive caísse em muitos casos em mãos de elementos desonestos e oportunistas.
Por seu turno, a desconfiança e a facilidade intrínsecas ao ser humano e em especial aos Portugueses - que todos os dias vêem mediatizadas as mais diversas teses de "cabalas" a justificar situações pouco claras e encrencas diversas - com que se elaboram teorias de conspiração têm sido pouco justas para com aqueles que dentro desta Ordem trabalham honestamente e de modo sinceramente filantrópico em prol de um mundo melhor.
Por outro lado, o paralelo estabelecido com o Opus Dei faz pouco sentido. A tese de guerra secreta é apenas ficção muito rentável de novelas adaptadas ao grande ecrã. Aliás, esta prelatura da Igreja Católica, embora seja evidente o seu propósito inicial de uma segunda contra-reforma - esta já não contra os protestantes e os hereges mas sim contra a inevitável evolução da laicidade, e também contra alguma desmoralização e imobilismo vigente em diversos sectores do catolicismo - acaba por ser vítima de muita efabulação que em tempos idos também fustigou a própria Maçonaria. Uma coisa têm porém em comum, ambas são vítimas do ódio dos quadrantes anticapitalistas e antidemocráticos.

Concluo com a dúvida e a incógnita quanto ao futuro: poderá uma sociedade liberal, na qual o Estado possa relegar para a sociedade e para o indivíduo o papel regulador e vigilante com princípios éticos comuns, sobreviver apenas com valores materialistas, dependendo apenas da ética do mercado? Será a religião – seja ela qual for – a única fonte de valores éticos e morais para uma sociedade equilibrada e justa?

terça-feira, 1 de maio de 2007

Cabecinhas pensadoras


Tive a honra de nestes últimos dias me ter sido atribuída a distinção "Thinking Blogger Award", por parte do blogue Ecos da Falésia, o qual visito diariamente com imenso prazer, por ser um espaço de pensamento livre, inteligente e com bom humor. Apenas a honra de ter sido contemplado por um espaço com estas características, de alguém a quem já considero uma amiga, me faz prosseguir com um tipo de iniciativa que não é costume ter a minha participação. Tanto mais que não é fácil seleccionar cinco blogues, os quais me façam pensar, pois é só ver a lista aqui ao lado e deixar o miolo começar a cheirar a queimado de modo preocupante... De qualquer forma aqui vão as cinco nomeações e os contemplados que procedam como entenderem, sem qualquer melindre ou constrangimento (alguns se calhar nem vão saber, mas isso também não é relevante):
Para aqueles que não estão aqui presentes, escusado será salientar que o seu trabalho "blogário" é para mim igualmente importante.