segunda-feira, 30 de abril de 2007

Psycho

Para mim, sem dúvida, a obra-prima de Hitchcock, que tive o prazer de rever, aí pela centésima vez, no canal Hollywood anteontem.
O casarão ameaçador lá no cimo onde tudo está embalsamado entre memórias tenebrosas, inclusive a demoníaca figura materna. Quase todos os filmes de terror desde então soam um tanto ou quanto a reprise. E a vida real também...

Em 1937...

Embora o comunismo tenha falido na Rússia, ainda há quem tente instaurá-lo entre nós, a pretexto de salvar a democracia, a liberdade, a paz e a justiça social - e isso leva-nos à conclusão de que o espírito dos homens é bem tenebroso, ou que as suas declarações são cínicas.

No comments.

Mais um activo "antifascista"

In Portugal Diário
«Já vi aí dois fascistas. Manuel Monteiro, o fascista-mor da Madeira velha; e o fascista Francisco Louçã, que queria acabar com a zona franca e provocar dois mil desempregados. Quero que esses fascistas venham todos, só não vem o que eu queria», disse Jardim durante um comício para milhares de pessoas no Estreito de Câmara de Lobos.

domingo, 29 de abril de 2007

O espírito inquisitorial da escolástica enviesada

Os perseguidores do pensamento subversivo, o qual eles qualificam muitas vezes de "perigoso", têm como muletas esquemas de raciocínio que fazem lembrar o silogismo escolástico, se bem que numa versão algo enviesada. Ora vejamos:
  • A é ditador fascista
  • Todos os que não atacam abertamente A são fascistas
  • B chegou a admitir qualidades a A
  • Logo B é fascista
  • E todos os que citam e gostam de ler B são fascistas

NOTA: qualquer ironia, sarcasmo ou anacronismo histórico não podem ser tomados em conta neste modelo matemático e rigidamente objectivo.

Ora aqui estão exemplos da aplicação deste brilhante raciocínio (atenção: exercício perigoso, não tentem fazer isto sozinhos nas vossas casas):

Mais uma vez: alguém me consegue explicar por que é que por detrás de tantos liberais intransigentes se escondem admiradores mais ou menos confessos da ditadura salazarista? Será pela mesma razão que levou Ludwig von Mises a elogiar o fascismo italiano? De facto, uma das grandes referências do «liberalismo clássico» no século XX, num livro intitulado «Liberalismo», escreveu que o fascismo italiano merecia um lugar de honra nos anais da história pelo facto de ter salvo a propriedade privada na Europa.

Quem disse que a Inquisição tinha morrido? Vejam só o que acontece a quem cita post fascistas como este:

Julgo que é agora claro que André Azevedo Alves (AAA) é um «liberal» apostado numa forma particularmente insidiosa de revisionismo histórico do salazarismo. O objectivo é o de reabilitar a «obra» do regime ditatorial fascista. É evidente que como bom «liberal» AAA não se pode declarar abertamente salazarista. Então opta por um estilo de propaganda em que a sua opinião como que se apaga para ser tantas vezes substituída pela de outros que não têm os pudores (ou a boa dose de hipocrisia) de AAA.

Resta-me questionar se o mesmo "silogismo" irá aplicar-se a tantos e tantos que, quase sempre legalmente, teceram loas aos regimes ditos comunistas, em especial a Estaline e derivados, responsáveis por milhões de mortes e outras atrocidades. Não acredito. Pois aí os "culpados" seriam tantos que impossibilitariam a exequibilidade de qualquer julgamento.

sexta-feira, 27 de abril de 2007

Parecenças...

Consta que irá haver concentração para o Largo do Rato, no 1 de Maio, pelas 16h00, de luta contra o capitalismo selvagem, carestia de vida, pela dignidade do trabalhador português e pelos seus salários.
Concentração da CGTP? Do PCP? Do BE? Nããããão!
Da dita "extrema-direita", ou seja do PNR. Eles são todos tão parecidos que uma pessoa até se engana!

Uma questão de talentos

O ímpeto de destruir cartazes e propriedade privada, agredir pessoas e a polícia estaria excelentemente bem qualificado para integrar um bando de skinheads ou outro grupo qualquer antidemocrático - o eixo político neste caso não importa para nada. Há que aproveitar talentos.

quinta-feira, 26 de abril de 2007

Documento histórico saído da penumbra


Como é que o único texto - e respectiva publicação - que se conhece, redigido pelo homem que mais tempo governou Portugal, permaneceu na penumbra durante anos e anos mesmo entre os meios académicos nacionais, tendo sido publicado não muito longe de cá, na quase vizinha França e num mundo que se arroga a globalizado, é coisa que dificilmente se compreende. Isto tendo em conta parâmetros da mais objectiva sensatez. Foi preciso uma editora quase marginal entre os meios lusos trazer a público um texto essencial para a compreensão do pensamento do homem que marcou o século XX português.

Em meados de 1936, um emissário da editora francesa Flammarion negociou com António de Oliveira Salazar a pubicação de um livro que, resumindo as opções políticas e a acção governativa do Estado Novo, constituísse o «cartão de visita» do pavilhão de Portugal na Exposição Internacional de Paris, a realizar entre Maio e Novembro de 1937. [...] Ignorado no nosso País durante décadas, Como se levanta um Estado mantém-se, pelas suas características singulares, uma obra indispensável na análise do fenómeno salazarista e no estudo de um período determinante da história política nacional.

Isto é parte do prefácio assinado pelos editores. No que respeita ao texto propriamente dito destaco estas passagens significativas que durante tanto tempo permaneceram na obscuridade:

Perante a Nação, mal despertada do seu torpor, reanimando-se penosamente de um pessimismo doentio, forçada pelas circunstâncias a defender o seu nome, a sua vida e a sua histórica missão civilizadora, aquele que governa não pode ver interesse nas mudanças superficiais que deixam intacta a causa dos males, mas sim, e unicamente, nas profundas transformações económicas, sociais e políticas que dão origem a novos costumes e a novas concepções de vida social e os garantem.

Passagem intrigante, esta, referente ao estado do país após a I República, pela carga quase adventista, não se tratasse de uma mera, mas curiosa, repetição dos ciclos da história...
Mas adiante.
Se para alguns que até agora se debruçaram no desempenho económico do Estado Novo este terá mostrado características liberais, tais características certamente seriam involuntárias se tomarmos em conta as seguintes passagens, entre muitas, neste livro:

Ora o liberalismo, no sentido absoluto do termo não existe e nunca existiu: do ponto de vista filosófico é um contra-senso, e na ordem política é uma mentira.
O Estado é por si mesmo, e qualquer que seja a sua forma, uma construção política derivada de um sistema de conceitos fundamentais: conceito e valor da Nação, conceito da pessoa humana e dos seus direitos, fins do homem, prerrogativas e limites da autoridade. Daí deriva logicamente tudo o resto.

E por tudo o resto, o "nosso homem" não poderia deixar nas entrelinhas a economia e o papel não apenas regulador como também determinante do Estado não apenas na economia, mas também em outros aspectos sociais tais como a saúde, a justiça e por daí em diante. Se dúvidas houver, bem mais adiante diz ele:

Uma vez desligada a riqueza dos interesses da vida humana, a produção caminhou audaciosamente para soluções que desconhecem, a traem e a aniquilam, sem que os Estados, guardiães e condutores dos povos, se tivessem dado ao trabalho de reagir perante esta economia de suicídio. Haverá maior absurdo do que trabalhar para morrer, maior absurdo do que dar à vida, como finalidade, o seu próprio aniquilamento?
Resumindo: a riqueza, os bens, a produção não constituem em si mesmos fins a atingir; eles devem satisfazer o interesse individual e o interesse colectivo; não significam nada se não estão ao serviço da conservação e da elevação da vida humana.

Acerca do propalado fascismo e nazismo, contemporâneos durante tanto tempo do Estado Novo, Salazar dedica-lhes um capítulo em conjunto com o comunismo soviético. Muita tinta tem corrido sobre a distinção ainda não assimilada por muitos quadrantes políticos nacionais entre Estado Novo, ditadura nacional e fascismo. Capítulo esse significativamente intitulado O Estado Português Não é Fascista. Deste destaco a seguinte passagem sobre o nacional-socialismo:

Talvez seja lamentável que - sem dúvida como consequência da atitude especial que foi levado a tomar no interior do País - este nacionalismo esteja vincado por características raciais tão bem marcadas que impôs, do ponto de vista jurídico, a distinção entre o cidadão e o sujeito - e isso sob o isco de perigosas consequências.

Em suma, este livro trata-se de um depoimento, de um documento histórico imprescindível para quem quiser saber com sinceridade mais acerca de Salazar e do Estado Novo. Não consigo entender como esteve tanto tempo ignorado pelo mercado livreiro nacional e mais ainda pelo meio académico português que vem desenvolvendo de algum tempo a esta parte um estudo sério e aparentemente aprofundado da história de Portugal do século XX.

quarta-feira, 25 de abril de 2007

Homens a quem devemos a liberdade

António de Spínola (n.1910 m.1996)

Homens a quem devemos a liberdade

Senti que eu e os meus colegas tinham sido relegados para segundo plano, nós que tínhamos arriscado tudo a partir desse altura ficamos na sombra.

Salgueiro Maia



Quem me dera ficar sempre jovem e acreditar em qualquer ideal a acreditar no amanhã que canta que ri que se porta como se sempre jovem e criança pudesse permanecer...

segunda-feira, 23 de abril de 2007

Ideias e idiotas

Há ideias que antes de serem apelidadas de racistas e preconceituosas, têm de merecer um desconto substancial pela estupidez e cretinice que lhes subjaz:

A minha regra é a de usar dupla precaução a interpretar os movimentos filosóficos, científicos ou meramente de opinião cuja liderança seja feita predominantemente por intelectuais judeus. Estão neste caso o neo-conservadorismo americano, o neo-liberalismo e o libertarianismo e várias correntes do chamado politicamente correcto.

Resta-me constatar que se tal pérola não estivesse postada num dos blogues de referência da nossa praça passaria despercebida como muitas outras palermices que se escrevem por aí.

Boris Ieltsin (1931-2007)

Foi-se o homem mais reformista, corajoso e democrata que Rússia alguma vez teve como estadista. A imagem dele enfrentando os tanques bolcheviques que queriam reimplantar a ditadura comunista não me sairá da memória nem deve sair a quem se diz democrata.

domingo, 22 de abril de 2007

Ora aqui está um país que luta contra a pouca "bargonha"

In Diário Digital
Minissaias, top, bodies, vestidinhos ousados, calças justinhas e outros símbolos indumentários da sociedade burguesa capitalista ocidental decadente têm aqui um opositor de grande estaleca! A modernidade vê-se nos mísseis e armamento nuclear e não em hábitos dissolutos.

Milagres da natureza

Não haja dúvida que o Partido Democrata americano é muito especial: os candidatos derrotados são transformados em ecologistas num autêntico milagre de reciclagem. A minha dúvida é que percentagem do papel todo que ganham é utilizada em prol do Planeta...

sábado, 21 de abril de 2007

Eis algo em que estou do lado do "engenheiro"

In TSF

Quando será que estes "ambientalistas" hão-de respeitar um pouco o Homem, neste caso homens e mulheres que neste momento estão sem trabalho?


Prémios Café da Insónia para campanha eleitoral francesa:

Prémio Sou Narigudo Assumido Sem Complexos, Sim. Há Problema?: Sarkozy

Prémios Café da Insónia para campanha eleitoral francesa:

Prémio Pança Mais Bem Disfarçada: Le Pen

Prémios Café da Insónia para campanha eleitoral francesa:

Prémio Mãe de Santo do Terreiro de Iemenjá: Ségolene Royal

Prémios Café da Insónia para campanha eleitoral francesa:

Prémio Bigodaça: José Bové

quinta-feira, 19 de abril de 2007

Abrir portas às causas

Quando oiço alguém a fazer do SNS uma arma de arremesso contra o racionamento obrigatório de despesa pública do(s) Governo(s) deste país deficitário, parto do princípio que estou perante a típica demagogia de esquerda, ou à esquerda do dito Governo. Mas não. A fonte foi Paulo Portas, o qual, após a "lavoura" de finais de 90, arranjou agora esta causa para, primeiro, a campanha de liderança do partido e depois 2009.
O que não sabemos, nem deve ser para saber, é qual a receita para reabilitar o dito SNS. Mas, isso não é prioritário, o que importa é arranjar uma causa nem que esta seja a típica causa das esquerdas...

E-mails subversivos e venenosos que por aí andam a circular à revelia do gabinete do nosso sereníssimo e engenheiríssimo PM II

quarta-feira, 18 de abril de 2007

Memória


A História é a memória, e a memória é a visãoque temos, que construímos, de um passado comum. O dia 19 de Abril de 1506 é uma dessas datas que nos remetem para acontecimentos de difícil gestão no campo dessa nossa memória.

É o primeiro parágrafo deste interessantíssimo e rigoroso trabalho histórico que se lê numa penada. Num país que pouco lê a editora Alethêia impôs-se no mercado com uma oferta diferente, inovadora e não comercial. Uma longa vida para ela, a bem de quem lê neste país.

domingo, 15 de abril de 2007

Era uma vez no Leste Europeu

Em memória de seis milhões de vidas que nunca mais voltarão! E a memória dos homens que é tão indecentemente curta...

sábado, 14 de abril de 2007

Mais um cartaz comprometedor aqui no Café...


Ó para eles todos contentes a caminho de um festival de cultura magrebina!

E-mails subversivos e venenosos que por aí andam a circular à revelia do gabinete do nosso sereníssimo e engenheiríssimo PM


O grupo (anti)europeu da Nova Democracia e o convite de Monteiro a Ribeiro e Castro





Dr. Manuel Monteiro, para quê um europeísta como o dr. Ribeiro e Castro se iria meter no seu partido? O qual, para além de todos os outros inconvenientes, é um partido marcadamente eurocéptico, que rejeita a existência e consequente aprovação de uma constituição europeia e inclusive pertence a um dos partidos europeus mais eurocépticos de todo o hemiciclo do PE.

Ora vejamos:
E o que diz a moção de Ribeiro e Castro dirigida aos militantes agora para as directas de 21 de Abril:
O CDS reafirma a sua convicção como partido claramente europeísta, fazendo parte do arco fundador da adesão de Portugal à CEE. O CDS, quando critica e manifesta pontos de vista prudentes, o que deseja evitar é que a Europa corra mal e o que deseja contribuir é para que a construção europeia se desenvolva consistentemente, contribuindo para o progresso colectivo no respeito pela subsidiariedade, pela identidade dos Estados-membros e pelas democracias nacionais. Estão bem no CDS todos os que, irmanados na procura dinâmica de um cada vez mais relevante papel de Portugal na União Europeia, defendem o nosso país como soberano e europeu numa Europa de Estados e de Nações. Hoje, como sempre, o CDS considera que não é por se partilhar parte da soberania que se é menos soberano ou menos português, nem é por se a delegar mais que se é mais europeu. O CDS, partido nacionalmente responsável, não tem qualquer dúvida a respeito da sua genuína natureza europeísta.

O CDS que Manuel Monteiro e Portas criaram nos idos princípios de 90 morreu. CDS esse criado em rotura com um passado (como bem frisa Ribeiro e Castro) europeísta e fundador da adesão de Portugal, com menção honrosa para um homem como Francisco Lucas Pires que mal Manuel Monteiro assumiu o leme do CDS constatou facilmente que aquela não era mais a "casa" dele. O CDS do tempo de Manuel Monteiro morreu pois foi fruto de uma micro-época. Foi uma invenção passageira de quem agora compete com Ribeiro e Castro e de quem Manuel Monteiro guarda um rancor de morte, com razão ou sem ela não sei nem me interessa.

sexta-feira, 13 de abril de 2007

Ora venham, quantos são? quantos são?

In JN

Militantes do PNR vigiam cartaz no Marquês de Pombal
Fazem turnos rotativos para evitar que seja de novo vandalizado
Doze militantes do Partido Nacional Renovador (PNR) estão a vigiar o novo cartaz colocado na rotunda do Marquês de Pombal, em Lisboa, para evitar que seja vandalizado.

Se eles não se tivessem organizado por turnos, eu penso que seria de boa justiça haver uma comissão voluntária que lhes levasse uns pãezinhos com chouriço e uns pacotes de leite, ou sumo, pois os militantes do PNR (agora fora de brincadeiras) e todos os outros estão no seu direito de zelar por algo que pagaram e pelo qual pediram licença.

quinta-feira, 12 de abril de 2007

Odete

Hoje a deputada do PCP Odete Santos disse adeus na AR, após 27 anos de actividade parlamentar. Mais difícil do que encontrar uma ideia com a qual ambos pudéssemos estar de acordo é encontrar outro deputado em todo o hemciclo com a mesma graça, eloquência e inteligência dela.

Toda a verdade - a presidente é ela

Isto sim tem de ser investigado!! Eu cumpro com a minha parte de divulgar!

terça-feira, 10 de abril de 2007

Sabedoria popular

Deixem lá o processo de licenciatura do Sócrates em paz, caramba! Nunca ouviram dizer que quanto mais se mexe na merda pior ela fede?

Mel Brooks' The Critic

Two dollars... two dollars for this crap!! Por um minifilme do Mel? Pois aqui no Café fica de borla!

segunda-feira, 9 de abril de 2007

Ai... FMI

In Estadão

FMI alerta sobre fatores de preocupação nos países europeus
Desemprego, protecionismo e envelhecimento são "desafios" a serem superados
PARIS - O Fundo Monetário Internacional (FMI) fez uma alerta nesta segunda-feira, 9, sobre o envelhecimento da população européia. Em entrevista publicada pelo jornal francês Le Figaro, O diretor-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), Rodrigo de Rato, ressalta que a União Européia (UE) tem um papel importante na estabilidade mundial e na contribuição ao desenvolvimento. No entanto, aponta o desemprego, a reaparição do protecionismo e a taxa de envelhecimento como "desafios" a serem superados.

06.04.2007
Globalização está a travar salários nos países mais desenvolvidos. Conclusão é o do FMI que também admite um aumento de desigualdades.

Conclusão: não à globalização, mas também não ao proteccionismo! Graças a Deus temos o FMI que nos diz exactamente de modo objectivo como devemos governar as economias dos nossos países. Até me dá vontade de me lembrar do José Mário Branco...

sábado, 7 de abril de 2007

Páscoa em Jerusalém

Foto tirada daqui

A paixão pela fé é mais importante, valiosa e bela do que a própria fé. Todavia ela é fruto da fé.

quinta-feira, 5 de abril de 2007

Última Ceia

E, quando comiam, Jesus tomou o pão, e abençoando-o, o partiu, e o deu aos discípulos, e disse: Tomai, comei, isto é o meu corpo. E, tomando o cálice, e dando graças, deu-lho, dizendo: Bebei dele todos; Porque isto é o meu sangue; o sangue do novo testamento, que é derramado por muitos, para remissão dos pecados. E digo-vos que, desde agora, não beberei deste fruto da vide, até aquele dia em que o beba novo convosco no reino de meu Pai.
(Mt, 26-29)

Uma Santa Páscoa para todos os leitores do Café da Insónia!

quarta-feira, 4 de abril de 2007

Imperdível pérola do 'pugressismo'!


Bem!... Deparei-me com este génio ideológico-musical através dos blogues Ajopringue e Gates of Vienna. Eis aqui uma pérola do pugressismo e do pensamento politicamente correcto com lugar garantido no Guinness - resta decidir a categoria, mas isso deixo para vocês!
O cantor norueguês de música tipo intervenção produziu esta maravilhosa letra (e atenção que não é gozo nem ironia) dedicada aos seus amados muçulmanos ou àqueles que ele entende serem os ditos.
Segue-se a letra que está no original norueguês a par da tradução para inglês. Mas quem preferir em espanhol siga o link do Ajopringue, pois seria um crime perder esta maravilhosa pérola iluminista:

Æ vil vær din venn
I want to be your friend

Æ vil sitt ved ditt bord
I want to sit at your table

Elske under himmelnatt
Make love under the heavenly night

Kysses av kjærlighet
Be kissed by love

Sammen i sorg
Together in sorrow

Ta i mot liv
Receive and welcome life

A vil vær din venn
I want to be your friend

[E agora vem a parte melhor]

Du steiner dine mødre
You stone your mothers

Pisker dine søstre
Flog your sisters

Lemlester dine døtre
Mutilate your daughters

Bak slør
Behind their veils
Men æ vil vær din venn
But I want to be your friend

Como se não bastasse a sua linda cantiguinha, e para que não nos restassem dúvidas de que estava a "cantar" a sério, complementou: "This is about a love so encompassing that it can’t go any further. At the intersection between Islam and Christendom, it is a colossal challenge to me to remain open and try to see the good in all people.”

Mas ainda melhor, para que não pensemos que o trabalho foi fruto de uma grande moca repentina: “I have worked with this text for three or four years. One word here, one word there. Meticulously, I tried to compose a song that tells something essential about my feelings and how complicated I find them. I am prepared to go out of my way in order to reach out to those on ‘the other side.It probably won’t be a hit” Bem quanto à última frase sou capaz de ter as minhas dúvidas...

terça-feira, 3 de abril de 2007

Propaganda de moi même para com uncle Rudy (palavra que não foi ele que me pediu!)


Não sei se Rudy Giuliani terá feito marosca com a licenciatura dele, como se suspeita de alguém que bem conhecemos, mas que ainda assim o preferia a todos os outros candidatos das primárias, secundárias ou o Diabo a sete, isso preferia. Mesmo com todos os PhD, Doctor degrees and so on que eles possam ter. É uma das muitas razões que me dão uma certa pena os EUA não estenderem a eleição deles para o resto do mundo. Abaixo a soberania americana!

domingo, 1 de abril de 2007

5ª Assembleia Geral do MLS


Apesar de estar distante deste projecto político em muitas das minhas posições e de os considerar mais próximos da social-democracia e do liberalismo de esquerda do que da corrente com a qual mais me identifico, de liberal-conservador, tradicionalmente próxima do centro-direita, não deixo de felicitar este grupo de pessoas que desde há uns anos a esta parte têm lutado com muitos obstáculos por um crescimento sólido e por virem a impor-se no espectro político nacional, no qual fazem falta, sem dúvida. Hoje foi dia da sua 5.ª Assembleia Geral. Por tudo isto, meus parabéns!

No title...

In Voz do Deserto (o meu blogue favorito de sempre)
Pequeno tórax
A minha mais nova tem uma colecção de babettes com os dias da semana. Diz assim um: "On Sunday I sleep late". O Domingo é precisamente o dia em que nunca dormirá até mais tarde porque às dez da manhã já está a entrar na sala de oração da Igreja Baptista de Moscavide. A educação religiosa dos filhos é uma frente imprevisível que até no peito babado do infante conhece ardilosas emboscadas.