sexta-feira, 30 de março de 2007

Chesterton, sempre...

A propósito de um post provocador em que coloco algumas questões, impunha-se este poema de Chesterton, ele próprio um convertido.


THE CONVERT
G.K. Chesterton

After one moment when I bowed my head
And the whole world turned over and came upright,
And I came out where the old road shone white,
I walked the ways and heard what all men said,
Forests of tongues, like autumn leaves unshed,
Being not unlovable but strange and light;
Old riddles and new creeds, not in despite
But softly, as men smile about the dead.

The sages have a hundred maps to give
That trace their crawling cosmos like a tree,
They rattle reason out through many a sieve
That stores the sand and lets the gold go free:
And all these things are less than dust to me
Because my name is Lazarus and I live.

terça-feira, 27 de março de 2007

Grandes Portugueses, Salazar, Jung e outras divagações de gosto duvidoso de quem até nem fumou nada...

Já muito se escreveu sobre a vitória de Salazar no concurso dos grandes portugueses. E eu nem queria abordar o assunto pois, por um lado, não gosto de chover no molhado e, por outro, acho concursos como esse uma chachada. Independentemente do método de votação e da representatividade desta vitória na opinião pública, saliento que este resultado não me surpreende, não me choca, não me entristece, não me alegra nem me preocupa. Por outro lado também sublinho que não me agrada nem tranquiliza e que nem seria essa a minha opção de voto.

Penso que, em parte, isto se deve ao facto de achar que nem tudo é mau e preocupante no saudosismo. Este está longe de ser um fenómeno de origem colectiva. Pelo contrário, ele parte do indivíduo para o colectivo. Pois é um fenómeno emotivo, passional, parcialmente racional, reacção natural ao envelhecimento e respectivo ressaibo e nostalgia. Por outro lado, a saudade do passado é algo que acaba por ser maravilhosamente paradoxal, pois ela é sentida de modo bem íntimo e introspectivo, contudo - na perspectiva de um místico admirador de Jung como é o meu caso -, ela não é mais que um reflexo do inconsciente colectivo e a sua inerente saudade do Paraíso Perdido e da remota Idade do Ouro.

Não, não estou a delirar. Sei que não é esse o caso da época da Ditadura Nacional, contudo o sentimento saudosista em questão acaba por estar relacionado com este inconsciente colectivo, pois a saudade do antigo regime não é mais que a saudade de algo que em boa parte nunca existiu, pois as lembranças do vivido estão efabuladas pelo presente, desencadeadas pela melancolia nostálgica que este causa e pela tendência inata do sentimento da falta da dita Idade do Ouro.

O lado negativo de tudo isto é que esta tendência do inconsciente colectivo é tanto maior quanto mais opressoras e deprimentes forem as condições do presente. E quando estamos perante uma população nacional envelhecida, isto torna-se ainda mais verdade, por um factor individual muito simples. A maioria da população portuguesa era jovem no tempo da ditadura nacional. A memória da juventude tem sempre um perfume agri-doce. É a memória da nossa plena vitalidade. Pior é o aspecto colectivo que contribui para este sentimento e o agudiza - os nossos deprimentes 33 anos de democracia e tudo de execrável que ela trouxe e desenvolveu. E do muito que se tem agravado. E o pior disto tudo é que grande parte das pessoas não tem consciência de que aquilo que se tornou odioso neste actual regime é em grande parte causado por o país ter vivido tanto tempo em ditadura e refém de territórios que era incapaz de gerir convenientemente e de saber entregar no timing e modo correctos. Ter-se-ia evitado PREC's e respectivos cromos da história nacional, descolonizações feitas à... pressão e um conjunto de partidos cheios de incongruências ideológicas, figuras folclóricas e disputas tristes se não fossem anedóticas.

Mas agora não adianta chorar pelo que podia ser mas não foi, há que encarar aquilo que é. E os tabus, pruridos e preconceitos quando se aborda determinadas personagens e assuntos não ajudam nada e apenas levam a que Salazar continue a ganhar concursos de voto por SMS e Deus queira que não leve a outras vitórias, daquelas que são a sério...

segunda-feira, 26 de março de 2007

Para o que deu a minha curiosidade...

Porque será que tantos protestantes convictos, de reconhecida notoriedade, a determinada altura da sua vida se converteram ao Catolicismo e em relação ao contrário quase não se conhecem casos?
Porque será que tantos ateus, muitos deles anticlericais, de reconhecida notoriedade, a determinada altura da sua vida se converteram ao Catolicismo e em relação ao contrário quase não se conhecem casos?
Porque será que tantos radicais de esquerda (não confundir com radicais livres...), de reconhecida notoriedade, a determinada altura da sua vida se converteram a posicionamentos políticos conservadores (ou mais conservadores) e em relação ao contrário quase não se conhecem casos?

sábado, 24 de março de 2007

Erro técnico

Lamentamos, mas por lapso técnico aqui o café ficou momentaneamente sem a ilustração no cabeçalho. Em breve será corrigido o erro.

Norte e Sul... europeus

Porque será que apenas no Norte da Europa há partidos cuja denominação e/ou ideário podem seguramente e sem reticências ser classificados como liberais e com eleitorado suficiente para terem assento parlamentar e mesmo, em coligação, participarem na governação dos respectivos países?

Refiro-me por exemplo ao Venstre da Dinamarca, o qual governa em coligação com os conservadores; ao VVD na Holanda, ao da Suécia, o Folkpartiet Liberalerna, e excluindo desde já os liberais sociais ou radicais, cujo ideário em muitos casos está mais próximo da social-democracia do que da tradição liberal e das novas correntes libertárias. É o caso dos Liberal-Democrats da Inglaterra, do D66 da Holanda e de outros que muitas vezes adoptam a denominação de radicais ou liberais sociais.

Neste sentido podemos constatar que no Sul católico da Europa as correntes liberais (desagrada-me falar em liberalismo...) por pouco mais que fogachos têm tido sua representação, a não ser de modo temporário e pontual em algumas facções dos partidos conservadores ou à direita ou ao centro-direita do espectro político, como se de um aluguer ou empréstimo se tratasse.

Por conseguinte, concluo que as correntes liberais que se assumam de modo mais ortodoxo, ou se preferirmos com mais homegeneidade ideológica, têm mais implantação e aceitação regular de uma parte significativa q.b. do eleitorado em países cuja tradição democrática e estabilidade económica têm uma maturidade superior além de, na maioria dos casos, serem monarquias, com um sistema representativo e uma burguesia empreendedora que remontam à época moderna (pós-medieval).

Este conjunto de factos leva-me a deduzir que as correntes liberais em Portugal e, mesmo, na Espanha dificilmente irão impor-se a curto médio prazo em projectos políticos homogéneos, ou seja, nos quais a sua maioria dos membros seja constituída por liberais. A inexistência de um potencial eleitorado, como tem sido aventado em alguns espaços, bem como uma mentalidade e estrutura económico-social arreigada ao socialismo, a modelos ultrapaternalistas do estado-providência e a estruturas sindicais muito agressivas são apenas mais um reflexo do contexto do Sul da Europa. Se as causas são análogas aos restantes países deste espaço geográfico, isso ficará para futuras discussões. Se bem que uma coisa é certa: o Sul da Europa não tem nem de longe nem de perto a maturidade democrática nem a tradição mercantil do Norte, e já nem falo em questões de liberdades individuais.

sexta-feira, 23 de março de 2007

Sinais de vida

Se calhar já havia quem falasse da morte d'O Parcial. Ou da minha morte na blogosfera. Os nomes mudam, a actividade continua, a imagem renova-se, tudo o resto são as leis de Lavoisier, Lamarck e de Darwin a trabalharem em conjunto, fazendo obrar a natureza.
Quando oiço e leio nos media muitos fazedores e supostos líderes de opinião falarem em morte política em relação a certas forças e entidades da política portuguesa, lembro-me do que os antigos diziam em relação aos sonhos nos quais alguém morria: eram "sinal de vida".

domingo, 18 de março de 2007

Pelo menos nisto estamos de acordo...

In Diário Digital

Sócrates: Nunca um Governo deixou tantas marcas de esquerda

O secretário-geral do PS, José Sócrates, afirmou hoje que nunca antes um governo e uma maioria socialista deixou tantas marcas de esquerda em Portugal como o seu, dando como exemplos as leis da paridade e do aborto.


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sábado, 17 de março de 2007

O grau zero da discussão

In Uma Nova Esperança (texto de Jorge Passeira)


(...)
Esta pessoa não é um líder, é sim um destabilizador e uma pessoa que não não sabe cativar, motivar os militantes bem como os portugueses! Careçe de ideias, de projectos e soluções eficazes que um líder tem de ter para apresentar a público como resolução dos problemas actuais na nossa sociedade!Lamento também os infelizes que mudaram de opinião ao não apoiarem Telmo Correia no congresso de Lisboa, lamento os infelizes que não apoiaram João Almeida na Batalha, lamento os infelizes que não apoiaram o voto nulo nas eleições directas do pretensioso Ribeiro e Castro! A esses quero distância!
Lamento também aqueles que escrevem em blogs de apoio a um "presidente" fracassado!
O meu apoio será sempre para o DR.Paulo Portas! Esse sim! É a pessoa que com a sua equipa levará o CDS á vitória através da verdade,esforço dedicação, empenho e honra!
Quanto áqueles que fazem crítica, troça e tentam por meios obscuros de nos travarem a levar o DR.Paulo Portas á vitória, só tenho a dizer (...como já disse recentemente em outras circusntâncias) que não teram hipótesse pois a vitória estará do lado da razão!
Por estas razões meus caros, não se preocupem porque dos fracos não reza a história e forte é e sempre será o nosso líder DR. Paulo Portas!

Precisa-se urgentemente de lições de português e, já agora, de um bom chá.

sexta-feira, 16 de março de 2007

Depois dos políticos cineastas, surgem cineastas políticos - e não é que esta segunda versão parece mais credível?...

Via Barcepundit

MICHAEL CRICHTON estuvo al frente de un grupo de escépticos de la gravedad del calentamiento global, en un debate que tuvo lugar en Nueva York hace unos días, frente a un equipo de ecocondríacos y ecocalípticos. Y ganó: antes del debate, un 57,32% dela audiencia estaba a favor de los ecocondríacos, contra un 29,88% que estaba a favor de los escépticos. Al terminar, los escépticos le dieron la vuelta al marcador, ganando por un 46,22% contra un 42,22%.

Ver debate aqui (em PDF)

Não há-de tardar muito por cá...

LEY DE IGUALDAD, MAS INTERVENCIÓN Y MENOS LIBERTAD DICTADA POR UN PRESIDENTE FEMINISTA

Una nueva ley intervencionista, coercitiva de las libertades individuales y de empresa, injusta y que finalmente desprecia a las mujeres.
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Socialismo (ou lá o que quiserem chamar-lhe) em acção...

In Portugal Diário

Espanha aprova lei de paridade de sexos


Norma prevê medidas para instaurar igualdade em empresas e partidos políticos

O Congresso espanhol aprovou esta quinta-feira a Lei Orgânica para a Igualdade Efectiva de mulheres e homens, segundo o El País. A lei pretende «fazer justiça às mulheres», de acordo com o primeiro-ministro, José Luís Rodrigues Zapatero.


«Hoje é um dos dias mais importantes e mais felizes da legislatura», declarou o chefe do governo que dedicou este dia a todas as mulheres espanholas. A lei obriga todas as empresas com mais de 250 empregados a negociar com os agentes sociais planos de igualdade e prevê, que num prazo de oito anos, os conselhos de administração de grandes companhias tenham, pelo menos, 40 por cento de mulheres.

(...)

A paridade nas listas eleitorais deverá ser a primeira consequência a fazer-se notar, dado que os partidos políticos terão de elaborar listas em que as mulheres estejam representadas em 40 por cento. Este é um dos pontos que o PP crítica por considerar que a norma viola os preceitos constitucionais sobre a liberdade dos partidos políticos na realização das listas eleitorais. «É a primeira vez que a lei eleitoral é modificada sem contar com a opinião dos partidos maioritários», referiu a porta-voz do PP, Susana Camarero. O secretário-geral do PP, Ángel Acebes qualificou a nova lei de «absurda».

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quinta-feira, 15 de março de 2007

Quem quer velharias? Vejam só este este típico exemplar de jacobinismo de antanho!

deus, pátria, rtp
primeiro julguei que estava a ver mal, depois lembrei-me de que isto é perfeitamente normal: o cardeal patriarca de lisboa, nos seus paramentos, a benzer o monumento dos cinquenta anos da rtp, antes de o presidente da república avançar para o inaugurar.

e o presidente a subir para o palanque, imediatamente seguido pelo cardeal.

tem graça. julguei que esta coisa das cerimónias oficiais e do papel das confissões religiosas nas mesmas e no protocolo de estado tinha sido discutido no parlamento no ano passado e se chegara à conclusão de que era necessário respeitar a não confessionalidade do estado nas ditas cerimónias. mas foi engano, claro. tudo como dantes, quartel general em abrantes.

Pois...

Ventanias in Nortadas
O outro assunto que me traz preocupado é o do futuro do nosso CDS. Creio que a actual situação representa um desafio. É um desafio desde logo porque o problema não faz nenhuma espécie de sentido para o eleitorado, quer para o do CDS mais em particular, quer para o eleitorado português mais em geral.

Sabemos agora que há dois personagens com vontade de protagonizarem a liderança do nosso CDS. Sabemos igualmente que têm estilos profundamente diversos. Mas, tirando o que isso nos possa dizer sobre as personalidades de cada um, pouco mais sabemos sobre o assunto. Aliás, creio mesmo que nada sabemos sobre o que deveria ser essencial neste assunto: que projecto político representam para o País e que papel defendem para o CDS nesse projecto? Como dizia um colega de jantar, num que organizei há pouco tempo sobre este tipo de questões, "o que faz falta é um ideal mobilizador". Pois eu tenho dificuldade em reconhecer o ideal que queiram representar quer Paulo Portas quer José Ribeiro e Castro. Vejo diferenças nas afirmações que fazem. Ouço diferenças na forma como o fazem. Mas não consigo compreender um ideal que representem. Não digo que não o tenham, mas afirmo que não o fazem perceber. Ora, se o ideal que eventualmente tenham não é conhecido, naturalmente não poderá ser mobilizador...

O desafio que assim se coloca ao CDS, isto é, a nós todos que somos do CDS e que o queremos ver desempenhar um papel de relevo na sociedade e na política portuguesa, é exactamente este; teremos, parece, que escolher um chefe sem sabermos qual o ideal para que nos quer mobilizar...


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terça-feira, 13 de março de 2007

Divulgação

Para não dizerem que O Parcial é parcial inseri nos links dois blogues: um de apoio a Ribeiro e Castro, o Geração 2009 e o outro em apoio a Paulo Portas, Uma Nova Esperança. Esta sequência que acabo de mencionar está por ordem alfabética, a mais imparcial de todas...
Agora, um pokito de veneno. Os da geração 2009 têm uma pena literária de gabarito e de uma profundidade filosófica e moral que não é de nem para qualquer um! Já o Uma Nova Esperança procura ter uma linguagem mais simples e directa, tentando passar uma mensagem mais clara (estão a ver com quem aprenderam...). Dizem que as diferenças e a diversidade enriquecem, a ver vamos...

domingo, 11 de março de 2007

Madrid - 11 de Março

Para que nunca esqueçamos...
E foi aqui bem perto. Que esta memória fique à consideração de muitos propalados "amigos da liberdade".

Pérolas "pugrechistas" igualitaristas

In Público
(artigo de Glória Rebelo, intitulado 2007 é mais uma oportunidade para mudar)

Por vezes, para que haja igualdade é necessário um "tratamento desigual" que garanta a certos grupos de pessoas oportunidades de mérito equivalente

Qual mérito, ó santa, se as senhoras serão colocadas por decreto lei e não por mérito, ou melhor: por "tratamento desigual"?

A lei da paridade [quem a pariu, santo Deus!], que estabelece uma representação mínima nas listas para a Assembleia da República, para o Parlamento Europeu e para as autarquias locais, poderá ser um importante instrumento para a indispensável mudança de mentalidades no que respeita ao acesso das mulheres a cargos públicos e políticos. De acordo com este diploma, decorridos cinco anos sobre a entrada em vigor da lei, a assembleia avaliará o seu impacto na promoção da paridade, procedendo à sua revisão com base nessa avaliação - ou seja, ao convidar os partidos a colocarem mais mulheres nas suas listas, esta lei apela à implementação concreta da igualdade e cria uma oportunidade para que mais mulheres comprovem as suas competências na esfera política.

Como avaliar se a dita paridade funcionou ou não? Não me parece que se vá avaliar as senhoras beneficiárias da paridade, que entretanto já embolsaram boas regalias resultantes do cargo ocupado, e determinar se elas se "portaram bem" ou não. Ninguém avaliará, decerto, é os casos de deputadas, que em outras circunstâncias seriam poupadas a uma prova que apenas aceitariam no timing certo e não por pressão da lei, e cujo desempenho ficará aquém do previsto, se calhar perdendo uma oportunidade irreversivelmente. Para não falar dos deputados, claro está...

Para além do mais, o número de deputadas obedece, logicamente, à proporção do número de militantes. É sabido que a militância política em Portugal e noutros países é maioritariamente masculina. Que vamos fazer? Criar uma quota para militantes? Terão os partidos de andar a angariar militantes mulheres nas ruas?

sábado, 10 de março de 2007

François Bayrou


Uma surpresa pelo Centro seria um tranquilizante (e também surpreendente) sinal de civilidade nestes tempos conturbados, nos quais as ditas surpresas - ou nem por isso - provêm dos extremos. Não é a pôr bandeiras da Alliance Française a meia haste quando o Le Pen tem bons resultados que os Franceses provam sua maturidade democrática e cultural. É quando nada o faria prever, candidatos como Bayrou estão perto de varrer com esses Le Pens, Bovés e Cª Ltda.
Quanto ao resto, que não ganhe a Ségolene - pensaria eu se fosse francês...

Realmente deve andar o Demo à solta II

In Jornal Digital
O protesto exigia também respeito pelos direitos da mulher, exibindo faixas onde se lia: «Hoje é dia de luta da mulher», «Bush não deveria estar aqui», «Pelas mulheres do Iraque», «Fora Bush» e «Bush assassino».

Pois, até porque no Iraque as mulheres tinham tratamento especial no tempo do Saddam, o que é extensível sem dúvida a todo o Médio Oriente, salvo algumas excepções.

quinta-feira, 8 de março de 2007

Realmente deve andar o Demo à solta...

Via Nortadas

in Jornal Digital
No plano estritamente político da estada de Bush no Brasil, diversas organizações não-governamentais, designadamente a Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), desenvolverão iniciativas que vão desde manifestações de protesto até à exorcização dos locais que vierem a ser visitados pelo presidente norte-americano. As manifestações estão a ser organizadas por entidades ligadas à Igreja Católica, Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), Central Única dos Trabalhadores (CUT), Rede Social de Justiça e Direitos Humanos, vinculadas ao Fórum Social Mundial e mesmo pelo Partido dos Trabalhadores (PT), do presidente Lula da Silva. Os militantes do PT estão ser convocados para participar nos protestos, com a palavra de ordem «Fora Bush».A dificuldade na concretização da exorcização dos locais visitados por Bush, reside na falta de informação sobre o hotel em que o presidente dos Estados Unidos ficará e sobre o programa da visita.

terça-feira, 6 de março de 2007

Aquilo lá é tão bom que até a China se torna o paraíso...

North Korea: Border-Crossers Harshly Punished on Return

(Seoul, March 6, 2007) – In an ominous hardening of policy, North Korea appears to be punishing its citizens with longer sentences in abusive prisons if they are caught crossing the border to China or have been forcibly repatriated by Beijing, Human Rights Watch said in a new
briefing paper released today.
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sábado, 3 de março de 2007

Verdade inconveniente...

In Blasfémias (post de Rui)

E a OPA da PT falhou. Belmiro e Paulo, dois saloios endinheirados do Norte, queriam transformar o mostrengo numa empresa moderna. Foram recebidos em Lisboa pela fina flor da nossa aristocracia financeira, que lhes explicou o que eles não têm capacidade para compreender: que o mercado, que aquelas altas personalidades fastidiosamente representam, não quer saber das suas intenções. Eles que regressem às berças a que pertencem, donde nunca deviam ter saído, e que deixem em paz as pessoas de bem.

sexta-feira, 2 de março de 2007

Breves notas sobre o anúncio de Portas e do que dele se diz

  • Portas candidatou-se à liderança do partido dele numa fase na qual ainda poderá vir a ser útil em alguma coisa. Se o vai ser ou não, isso só o futuro dirá. O que é certo é que não seria após uma pesada derrota eleitoral, quiçá demolidora, em 2009 que Portas poderia ser de alguma valia para o CDS.

  • Aí sim, a crítica com razão poderia acusar o seu absentismo na fase em que ele, Portas, teria sido necessário, e surgir como uma espécie de salvador numa situação talvez quase irremediável.

  • Ribeiro e Castro, assim como a restante direcção, não merece ser atacado, pois certamente tem feito o melhor que pode. Se ganhar a batalha com Portas, sai limpo e em glória da sua primeira batalha política. Se perder sai limpo na mesma pois não comprometeu o partido em nenhum pleito político nem eleitoral. Por isso não está a ser confrontado com nenhuma injustiça nem com nada que não se possa esperar de um partido político em democracia.

  • Não será numa conferência de imprensa em que anuncia a candidatura à liderança de um partido, que um candidato obrigatoriamente terá de fazer actos de contrição, introspecção ideológica ou mesmo "mea culpa" por actos e afirmações do passado. As palavras são sempre duvidosas, logo o melhor, quando se trata de necessidade reformista, será demonstrar essa vontade política em actos e tomadas de posição e não apenas em palavras. Não sei que bases têm aqueles que dizem que Paulo Portas em nada mudou, continua arreigado a velhas posições, etc.

  • Qualquer partido político – seja ele da esquerda, centro ou direita – tem consciência, ou deverá tê-la, que o seu objectivo principal não é a pureza ideológica nem a coerência cristalina dos seus líderes, tanto que estas são quiméricas. A principal preocupação de um partido sem responsabilidades no governo são, como não podia deixar de ser em democracia, os resultados eleitorais. Sem eles os financiamentos decrescem, a credibilidade diminui, a recuperação torna-se irreversivelmente mais difícil. Que adianta ter um CDS a repetir aquilo que muitos dos bons blogues da nossa praça escrevem e dirigentes a actuar conforme os preceitos estipulados pelas melhores escolas político-económicas do mundo (austríacas, de Chicago, etc.) se este voltar a ser o "partido do táxi" ou pior, talvez o "partido da vespa" ou "da trotinete".

  • Qualquer partido, repito, deve estar preparado para sofrer alterações na sua liderança e quanto maior for a cultura democrática dos media e da sociedade maior a naturalidade com que essas alterações são vistas. Não é preciso haver desastre eleitoral, morte (salvo seja) de actual líder, ou outra hecatombe do género para haver legítimos candidatos que no seu direito entendem conseguir fazer melhor para alcançar o objectivo principal: um bom resultado eleitoral.

  • Neste sentido, muito do que tenho lido em muitos espaços de qualidade por esses blogues fora acho que denota: niilismo destrutivo (como friso em post abaixo), falta de cultura democrática, conservadorismo atávico da esquerda portuguesa ou o corporativismo antigo da direita de antanho.

A propósito da opa à PT...

Ayn Rand Institute Press Release

Preventing Mergers Destroys Competition

February 28, 2007

Irvine, CA–Opponents of a planned merger between XM Satellite Radio Inc. and Sirius Satellite Radio Inc. are asking the government to block the merger in order to "preserve competition" in satellite radio.
But, said Alex Epstein, junior fellow of the Ayn Rand Institute, "The opposition to this merger is irrational. There is no way a voluntary merger can be a threat to genuine competition."

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