terça-feira, 27 de fevereiro de 2007

Cepticismo autodestrutivo

De modo geral, as democracias desenvolvem um veneno que, em muitos casos, tem um efeito de autodestruição: o cepticismo em relação às forças partidárias e aos respectivos agentes políticos. É esse mesmo veneno que provoca as taxas elevadas de abstenção, o alheamento geral quanto às realidades do país, ao decréscimo da participação cívica mesmo fora do contexto político partidário, etc.

Não quero esmiuçar as fontes e as causas deste "veneno", pois isso daria origem a múltiplos posts e muitos destes eu duvido ter idoneidade e conhecimentos suficientes para os respectivos desenvolvimentos.

No entanto, parece-me evidente é que em Portugal o cepticismo, a aversão e preconceitos em relação à actividade política e respectivas forças partidárias conseguem ser mais fortes e corrosivos do que nos países com mais anos de democracia e de intensas disputas partidárias pelo poder. Os 33 anos passados após o 25 de Abril fizeram nascer um cepticismo de tal ordem que hoje em dia a pertença a um partido político seja ele qual for já é uma razão de suspeição e qualquer tomada de posição de determinado indivíduo com posição-chave presente ou passada numa força partidária é vista como acto altamente conspirativo com causas espúrias e de natureza altamente maquiavélica.

É neste contexto que eu enquadro as violentas reações a este post de Henrique Raposo, no qual eu encontro legítimas expectativas de quem se interessa por política e se situa nesta área político-ideológica. É claro que, como qualquer declaração de expectativa e de esperança quanto a um ser humano numa situação de aspiração ao poder, o post em questão deixa transparecer alguma ingenuidade e, para muitos, talvez, com um cheirinho a encómio. Porém, quando deixar de haver pessoas inteligentes com a "capacidade" de se iludirem com estes supostos "D.Sebastiões" para onde irão parar as democracias e o modelo político ocidental?

Em alguns posts que leio por aí o desprezo e a aversão em relação aos agentes políticos em causa no post do Henrique derivam do vício niilista autodestrutivo e de influência funesta, típico dos posicionamentos que denigrem sem apresentar opções em alternativa. Por piores que sejam, as agremiações políticas de que dispomos deveriam merecer por parte de quem dedica rios de tinta à política - na imprensa e nos blogues - no mínimo, quanto mais não fosse por exclusão de partes, a opção de voto e, de modo legítimo, o activismo partidário. Quase todos somos muito bons na chacota, mas quando toca a construir colocamos comodamente as mãos nos bolsos e assobiamos para o lado. O que não invalida, de modo algum, que devamos deixar de ter espírito crítico quanto a muito D.Sebastião que por aí está para vir. Espero é que não venha nenhum em consequência do niilismo activo, cada vez mais abrangente na nossa praça.

segunda-feira, 26 de fevereiro de 2007

Deve ser uma nova forma de multiculturalismo...

EN PAKISTÁN
Alerta ante el aumento de conversiones forzosas al islam de mujeres hindúes
50 jóvenes han sido secuestradas y obligadas a contraer matrimonios musulmanes
LAHORE (PAKISTÁN).- Los grupos en defensa de los derechos humanos se encuentran en alerta ante el incremento de las conversiones forzadas al islamismo de mujeres hindúes en Pakistán, donde esta minoría se enfrenta a problemas de discriminación social.
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Assim compensa a luta armada. Ah... e a cobardia


MADRID.- Más de 78.000 personas, según la Delegación del Gobierno en Madrid, y 110.000, según datos de la Comunidad, se concentraron este domingo en la plaza de Colón de Madrid respondiendo a la llamada de Asociación de Víctimas del Terrorismo (AVT) en protesta por la decisión del Tribunal Supremo de rebajar de 12 a tres años de prisión la última condena al etarra José Ignacio de Juana Chaos y para exigir el cumplimiento íntegro de esa pena.
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sábado, 24 de fevereiro de 2007

Pois...

In JN (Paula Teixeira da Cruz em entrevista)

"A presidente de Salvaterra é arguida e não se passa nada. O BE tem um discurso moralista, mas não uma prática coincidente"

Nem mais, mas pergunto eu porque não se vai mais longe a indagar o facto de grande parte dos nossos media continuarem a ser tão complacentes e mesmo omissos com a extrema-esquerda caviar do BE.

Gostava que alguém nos camiões TIR vindouros tivesse em mente algo como isto:

"The Racism of "Diversity"
Thursday, December 11, 2003
By: Peter Schwartz

The notion of "diversity" entails exactly the same premises as racism–that one's ideas are determined by one's race and that the source of an individual's identity is his ethnic heritage.
(...)
These circumlocutions translate simply into this: one's race determines the content of one's mind. They imply that people have worthwhile views to express because of their ethnicity, and that "diversity" enables us to encounter "black ideas," "Hispanic ideas," etc. What could be more repulsively racist than that? This is exactly the premise held by the South's slave-owners and by the Nazis' Storm Troopers. They too believed that an individual's thoughts and actions are determined by his racial heritage
Whether a given race receives special rewards or special punishments is immaterial. The core of racism is the notion that the individual is meaningless and that membership in the collective--the race--is the source of his identity and value. To the racist, the individual's moral and intellectual character is the product, not of his own choices, but of the genes he shares with all others of his race. To the racist, the particular members of a given race are interchangeable.
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sexta-feira, 23 de fevereiro de 2007

Ficamos aliviados ao sabermos como são gastos os fundos comunitários de apoio e "as outras fatias orçamentais"

In Público Online (negritos são meus - perdão... é melhor dizer bolds, senão posso ser considerado politicamente incorrecto)

Um ano de acções para acabar com a discriminação

As minorias raciais e étnicas permanecem ausentes do círculo de poder, apesar de a imigração continuar a crescer. As mulheres estão mais presentes na política, mas recebem salários inferiores em muitas empresas. E a violência doméstica ainda mata.
(...)
Sexo, raça ou etnia, idade, religião ou crença, deficiência, idade e orientação sexual. Reflexos de diversidade ou elementos potenciadores de discriminação? Sob o lema "Para uma sociedade mais justa", a União Europeia determinou que 2007 seria o Ano Europeu da Igualdade de Oportunidades para Todos, cabendo a cada Estado-membro definir o seu plano de acção. A discriminação, em todas as suas vertentes, é o alvo a abater. A arma é a sensibilização, porque, acredita-se, a passagem das palavras aos actos virá naturalmente depois.

O plano de acção português, hoje oficialmente apresentado pelo Governo, "não pretende desenvolver políticas", mas "motivar a opinião pública" para a importância de não discriminar, realçou ao PÚBLICO o secretário de Estado da Presidência do Conselho de Ministros, Jorge Lacão. Porque "toda e qualquer legislação [...] não passará de letra-morta se não for traduzida em acções de longo prazo por uma vontade política e não for amplamente apoiada pela população", lê-se na informação oficial sobre o Ano Europeu.
(...)
Em Portugal, haverá um "programa intenso de iniciativas de sensibilização, com acções, descentralizadas, ao longo de todo o ano", refere Lacão.
(...)
O facto de estar sob a tutela do Ministério da Presidência e de ter uma fatia orçamental, no novo quadro comunitário de apoio (QREN 2007-2013), de 76 milhões de euros consubstancia a aposta. A igualdade de género está, aliás, entre os dez objectivos nacionais enunciados por José Sócrates no âmbito do QREN.

quarta-feira, 21 de fevereiro de 2007

Ora aqui está alguém nada preocupado com os gastos em mais umas dezenas de estabelecimentos prisionais...

In Alameda Digital (texto de Paulo Cunha Porto)
(...) tenho visto na esmagadora maioria dos defensores do NÃO a cedência à conversa de não quererem as pobrezinhas das abortadeiras presas. É aqui que tenho de marcar a minha heterodoxia: eu quero vê-las todas atrás das grades, bem como a todos os homens que, em muitos casos, as levam a tal. Ver mais aqui

No comments

Via Small Brother

sexta-feira, 16 de fevereiro de 2007

Nem mais!

In Blog de Ricardo GF (Speakers Corner Liberal Social)
Desprezo pelo 25 de Abril, e em especial por uma das suas maiores vitórias, a liberdade de expressão, é o que é mostrado por todos os que defendem a censura cada vez que alguem diz alguma coisa com que discordam. A liberdade de expressão não pode ser limitada à priori...sem se falar de censura.
Com a liberdade vem a responsabilidade. Se no uso da liberdade de expressão alguem entra nas liberdades alheias tais quais definidas pela lei entramos no campo da justiça, da aplicação da lei. Se se quer limitar a liberdade de expressão à priori, é censura.
É uma vergonha que hoje muitos queiram aplicar a mesma lógica que o regime de Salazar aplicava, mudando apenas os critérios. Tenham vergonha.
E sim, este post é inspirado pelos eventos da última semana em geral e em particular em alguns posts publicados no Arrastão, da autoria de Daniel Oliveira.

Brincadeiras palermas e cobardes dos palermas cobardes do costume


No nosso país, pouco dado ao humor, há um núcleo de "engraçados" que já esteve em graça, mas como apenas "engraçados" que são caíram rapidamente perto da desgraça e no "sem graça". Caracterizam-se por serem satíricos cobardes, pois gostam de achincalhar quem não se pode defender, e bajular quem está na ribalta.

Ora este núcleo de engraçados, atento sempre à possível piada fácil, aproveitou a estafada ideia da RTP do"Melhor Português de Sempre" para elaborar a previsível graçola do "Pior português". Se equacionar o primeiro já é um exercício parcial e por demais subjectivo, o segundo tem a agravante de acarretar com a carga negativa do insulto gratuito.


Porém, nada demove estes "engraçados" da nossa praça. Seus verdadeiros nomes escondem-se no obscuro anonimato, o voto anónimo do "público" serve de barreira defensiva para suas levianas e cobardes brincadeiras, logo há que escolher uma série de "bombos da festa", aqueles de que o "povo" não gosta ou que sejam politicamente incorrectos para mais uma vez andar uma série de mentecaptos que mais não tem para fazer senão bater no ceguinho. Um dos elementos do "bombo" foi como não podia deixar de ser, Mário Soares. Pois os biltres da maledicência, têm um faro natural para aqueles que são odiados, não precisando em caso algum de compreender as razões dos ódios. Mas como o dito senhor, apesar de já na fase da decrepitude, ainda pode mover umas montanhazinhas, os cobardes tiveram de contornar o voto "democrático" dos clicadores anónimos e inventar umas "fases" novas para deslindar o desfecho final.


Este estava pré-delineado. Pois só poderia ser um: aquele que já não se pode defender, e cujos defensores pouca voz activa têm. Primeiro porque os ideólogos salazaristas não têm expressão nem poderes suficientes para fazerem mossa a ninguém. Segundo, aqueles que podem erguer a voz perante um insulto gratuito e leviano como este, do ponto de vista ideológico estão distantes da personagem em questão, logo vêem compreensivelmente como uma perda de tempo qualquer acto que não seja um simples texto contra graçolas brejeiras e gratuitas como esta. Assim, mais uma vez ficou impune aquele que não tem rosto e se esconde por trás do seu PC no conforto do lar. Se fizessem justiça nos seus actos anónimos e protegidos... Não... Limitam-se a bater no ceguinho. Nem o título de palhaços tristes merecem.


quarta-feira, 14 de fevereiro de 2007

Via Blogue de Filipe Melo Sousa no Speakers Corner Liberal Social

Durante a administração Clinton, o intermediário Jimmy Carter fechou um acordo segundo o qual iria dar apoio financeiro à Coreia do Norte para modernizar os seus reactores, mas que tivesse apenas o uso civil como fim. O Regime norte-coreano aproveitou os subsídios, e muito bem. Bem demais.

Ainda dizem que os americanos são os maus da fita. Pelo menos, Jimmy Carter faz a diferença. Já agora que não seja discriminatório, que nem é, e dê uma ajuda também ao Irão, se este ainda precisar, o que duvido. Tudo para uso civil, claro está.

domingo, 11 de fevereiro de 2007

Assentar poeira

Numa altura em que a poeira e o ruído resultantes do referendo começam a assentar e a abrandar, aproveito para fazer uma espécie de rescaldo pós-referendário (cuide-se prof. Marcelo...).

Tal como se esperava, apesar de vãs esperanças de muito boa gente de bons princípios, o Sim ganhou e por margem confortável. Por outro lado, também tal como se esperava, a abstenção ultrapassou os 50%, ainda que tenha ficado aquém do referendo de 1998 e daquilo que se previa. Assim sendo, e tendo em conta a maioria parlamentar, é praticamente certa a alteração da lei dentro de não muito tempo.

Contudo, o resultado deste referendo e suas consequências têm um significado e uma repercussão que ultrapassa a questão do aborto. Tivemos uma discussão e um confronto de posições nos quais o lado derrotado teve todas as condições logísticas e democráticas mais que suficientes para fazer valer seus argumentos, assim como uma notável capacidade de mobilização na qual a Igreja Católica teve um papel, legitimamente, bastante activo e empenhado. Apesar de já ter lido aqui e acolá acerca de "campanhas de desinformação", opinião que resulta de um empenho tão emocional e apaixonado que acaba por turvar uma visão objectiva das coisas, os sectores da campanha pelo Não dispuseram de tantos ou mais meios para a sua luta do que os adversários e o discurso correcto e democrático da mandatária do movimento Assim Não vem ao encontro desta ideia. Assim sendo, creio que este resultado não advém apenas de uma maior compreensão do povo português face ao drama do aborto clandestino e aos casos de julgamentos e consequentes penas das mulheres que interromperam sua gravidez (casos pouco numerosos e pouco visíveis), mas também a uma gradual mas persistente mudança de mentalidades. Esta repercute-se numa maior abertura e aceitação da liberdade individual e do direito de opção de cada um. Pouco a pouco, as instituições que antes exerciam um poder moral muito acentuado e evidente na mentalidade portuguesa, e refiro-me sem complexos nem preconceitos à Igreja Católica e às entidades que a ela estão ligadas, têm vindo, por um lado, a perder influência, por outro, elas próprias a repensar a sua posição face a esta e a outras questões. O próprio referendo de 1998, no qual o Sim esteve menos activo, mais trapalhão e agressivo na sua campanha, sem o apoio do então primeiro-ministro, teve um resultado nada negativo para uma proposta que na altura representava um impacto muito mais significativo na sociedade e mais ousada do que a pergunta hoje feita aos eleitores.

Neste sentido, a maior derrota neste referendo incidiu nas alas do conservadorismo moral da sociedade portuguesa. Refiro-me ao conservadorismo moral, pois penso que o facto de se ser politicamente conservador não implica obrigatoriamente o repúdio da legalização do aborto até às dez semanas. Por isso, creio que será uma tonteria afirmar que a direita foi a derrotada, ou que a esquerda saiu vitoriosa, ou o governo passou no "teste" e mais afirmações que facilmente se adivinham pelos demagogos e bitaiteiros do costume. Aliás, mais do que aconteceu em 1998, a campanha para este referendo demonstrou um número crescente de exemplos de elementos do meio político, partidário ou não, da dita direita, seja ela liberal ou conservadora, a defender a livre-escolha. Por outro lado, mesmo no Não, as posições em geral foram mais moderadas. Seguindo este rumo, Portugal fica mais próximo do contexto político de outros países europeus e americanos - veja-se nos EUA o caso de Rudy Giulliani, republicano convicto e candidato favorito nas primárias americanas, que é favorável à liberdade de opção, sem restrições, quanto ao aborto e a outras questões sociais polémicas; o caso da Holanda na qual foi na legislatura do partido Cristão Democrata que o aborto foi legalizado para a situação actual que se vive neste país; e no restante Norte da Europa no qual não existe grande clivagem entre direita e esquerda quanto à questão do aborto.

Nos próximos tempos arrisco-me a prever que o conservadorismo português e certos sectores da direita liberal (refiro-me neste caso aos mais conservadores, pois outros há que já fizeram honrosamente a diferença...) vão repensar e reequacionar muitas das questões relacionadas com liberdades individuais, mesmo que enfrentem resistências variadas. Chegará uma fase em que a dialéctica político-ideológica esquerda-direita já terá ultrapassado os dilemas actuais respeitantes à privacidade, direito de opção e liberdade individual dos cidadãos (entretanto espero que não surjam outros...). Esses tempos serão mais confortáveis para aqueles, como o autor deste texto, cujas ideias políticas e concepção do mundo convergem, em geral, com aquilo que se convencionou chamar de centro-direita, mas são receptivos e liberais na abordagem destas questões e não apenas quanto a aspectos económicos. Resta saber quanto tempo esperar e se estas expectativas não abortarão...

quarta-feira, 7 de fevereiro de 2007

Desinfestação

Pesticida antineoliberal, manter fora do alcance das crianças

Quando me deparo com posts como este, num espaço que, segundo me informaram é de livre expressão e que se autodenomina de liberal (ainda que liberal-social), só me resta, num acto voluntarioso, sugerir o pesticida acima indicado para erradicar de vez desse blogue e, por inerência, desse movimento político essa peste que são os liberais clássicos, liberais conservadores e/ou em suma todos aqueles que entram em discordância em algum ponto com as posições vigentes ou maioritárias. Quanto ao "recado" em si, na parte que me toca será acatado com toda a obediência e rigor.

terça-feira, 6 de fevereiro de 2007

Vizinho Chavéz

Madrid quer nacionalizar toda a água engarrafada - DiarioEconomico.com

Madrid quer nacionalizar toda a água engarrafada
O Ministério da Indústria Espanhol, num surpreendente ante-projecto de lei, quer nacionalizar as águas minerais e termais. Para as concessionar depois aos privados, a troco de uma taxa. A discussão está aberta.

A notícia caiu como um dilúvio. O governo Zapatero quer nacionalizar todas as águas minerais e termais passando para as mãos do Estado um negócio que gera, por ano, mil milhões de euros. O argumento é simples: todos os recursos geológicos e hídricos são propriedade pública. E não faz sentido que a água, mesmo que para engarrafar, esteja nas mãos das empresas sem qualquer tipo de compensação para o Estado.

Pelo visto o governo de Zapatero está fazer vingar a derrota dos "Republicanos" na guerra civil espanhola e, por outro lado, a montar uma filial do estado chavista venezuelano aqui mesmo ao nosso lado. Quem disse que o bolchevismo morreu? Quê? Não me digam que o que se passa é apenas o facto de o homem ser biruta e um autêntico néscio, para além de socialista? Bem, nesse caso direi são as vicissitudes da democracia. Será que ela, por este andar, vai continuar a existir na brevemente nacionalizada Espanha? Onde já vimos esta história?

segunda-feira, 5 de fevereiro de 2007

Tradução: more 300 boys for the jobs

In TSF Online


Governo anuncia reforço de mais 300 funcionários
O ministro das Finanças anunciou, esta segunda-feira, quea Inspecção-Geral das Finanças vai ser reforçada, em 2007, com mais 300 funcionários. Teixeira dos Santos sublinhou que se trata de um reforço que já começou no ano anterior.

Para reforçar o combate à evasão fiscal, a Inspecção-Geral das Finanças vai ser reforçada, em 2007, com mais 300 funcionários, anunciou esta segunda-feira o ministro das Finanças, sublinhando que este reforço já começou no ano anterior. «Tivemos quase 300 novos inspectores em 2006 e, em 2007, teremos mais de 330 novos inspectores na área da inspecção tributária, o que se traduz no conjunto dos dois anos num reforço considerável dos meios humanos afectos a esta área», afirmou.


Quem no tempo de Salazar dizia que as finanças e respectivos agentes eram os "cães de fila" do regime não imaginava o que estava para vir. Trezentos funcionários para detectar fraudes fiscais dos que têm tarimba na alta finança? Não creio, pois para isso bastava apenas um bom funcionário e uma Justiça e respectiva legislação cuja rapidez lhe desse cobertura. Trezentos funcionários para andar a fazer penhoras a miseráveis? Para quê se essas penhoras não lhes pagam metade do ordenado e demais benesses?!
Governo após governo este país vive sob a raiva fiscal por parte de executivos ministeriais sugam a cada vez mais depauperada classe média, mas por outro lado aumentam as despesas nos mais variados disparates.

domingo, 4 de fevereiro de 2007

Ainda sobre o aborto induzido

Na sequência do post anterior e das justas reservas que me foram postas nos comentários transcrevo aqui parte de textos do bem documentado site da World Health Organization. Não concordo que aquilo que é publicado por esta instituição feche um debate sobre qualquer assunto, pois nem eles nem ninguém possuem verdades absolutas. Além disso, tal como todas as organizações que existem pelo mundo fora, não creio que seja isenta de total imparcialidade. No entanto, é um facto consensual por todos os quadrantes políticos (ou quase todos...) que esta instituição pertencente às Nações Unidas desde 1948 faz um trabalho sério, consistente e meritório.

In an HRP study the administration of 2.5 mg or 5 mg of mifepristone (RU486) weekly did not affect ovarian function and no spotting or other side-effects were observed. But, as expected, the inner lining of the uterus was disturbed, and the effect was more pronounced with the 5-mg dose as compared to the 2.5-mg dose.
HRP is testing the feasibility of using mifepristone as a once-a-week contraceptive pill. Research done so far suggests that it may be possible to find a dose of mifepristone that does not disturb ovulation but has a profound enough effect on the lining of the uterus to prevent pregnancy. Studies are planned to see whether the changes observed in the lining of the uterus following mifepristone treatment are sufficient to prevent pregnancy.
Ver mais aqui

No mesmo site e em outra página também se contraria a possibilidade de cancro na mama:

Induced abortion does not increase breast cancer risk
Breast cancer
Cancer of the breast is common in developed countries where the lifetime risk ranges from 1 in 12 to 1 in 20 women. Among women living in developing countries the risk is lower but appears to be increasing. Risk factors for breast cancer include high socio-economic status, early menarche, late first birth, late menopause, and a family history of breast cancer
.
Ver mais aqui

quinta-feira, 1 de fevereiro de 2007

Para acabar com a preocupação dos custos do aborto no SNS...

In DN Online
'Pílula abortiva' entra na lista de medicamentos essenciais da OMS Organização Mundial de Saúde considera RU486 e misoprostol eficazes e seguros
(...)
Permitiria fazer abortos em ambulatório e, mesmo em casos de gravidez mais avançada - quando há interrupção por malformação, que pode suceder até às 24 semanas - poder-se-ia combinar a RU com o misoprostol, programando o momento da expulsão." Para a especialista, a disponibilização do medicamento "é um dos anseios dos médicos desta área". Haverá até intenção, por parte de alguns obstetras, de solicitar o licenciamento da RU486.
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