terça-feira, 30 de outubro de 2007

As partidas de moi même...


Não basta se diga ao homem que lhe corre o dever de trabalhar. É preciso que aquele que tem de prover à sua existência por meio do trabalho encontre em que se ocupar, o que nem sempre acontece. Quando se generaliza, a suspensão do trabalho assume as proporções de um flagelo, qual a miséria. A ciência económica procura remédio para isso no equilíbrio entre a produção e o consumo. Mas, esse equilíbrio, dado seja possível estabelecer-se,sofrerá sempre intermitências, durante as quais não deixa o trabalhador de ter que viver. Há um elemento, que se não costuma fazer pesar na balança e sem o qual a ciência económica não passa de simples teoria. Esse elemento é a educação, não a educação intelectual, mas a educação moral. Não nos referimos, porém, à educação moral pelos livros e sim à que consiste na arte de formar os caracteres, à que incute hábitos, porquanto a educação é o conjunto dos hábitos adquiridos. Considerando-se a aluvião de indivíduos que todos os dias
são lançados na torrente da população, sem princípios, sem freio e entregues a seus próprios instintos, serão de espantar as consequências desastrosas que daí decorrem? Quando essa arte for conhecida, compreendida e praticada, o homem terá no mundo hábitos de ordem e de previdência para consigo mesmo e para com os seus, de respeito a tudo o que é respeitável, hábitos que lhe permitirão atravessar menos penosamente os maus dias inevitáveis. A desordem e a imprevidência são duas chagas que só uma educação bem entendida pode curar. Esse o ponto de partida, o elemento real do bem-estar, o penhor da segurança de todos.


De vez em quando gosto de adivinhas e de pregar umas partidas. Dão-se alvíssaras a quem me souber dizer o autor deste texto e/ou o livro no qual vem inserido. Aviso desde já que a resposta é de todo em todo surpreendente...

segunda-feira, 29 de outubro de 2007

Perguntar pode ofender...

Será que os mesmos que se indignaram, carpiram mágoas diversas, salivando de satisfação no seu íntimo, em relação ao caso do BCP irão ter a mesma reacção perante dinheiro que é de nós todos e deles também?
Onde param agora as lições de moral contra o "nepotismo do capital", o "poder das sociedades secretas" etc., etc.?
Ou será que os empréstimos de empresas públicas são mais morais, mesmo sendo atribuídos a administradores pagos principescamente com, pelo menos parte, do erário público?

Novas fuças

Novo template. Pareço aquelas mulheres que volta e meia gostam de mudar tudo de sítio lá em casa apenas pelo gozo de mudar ou para parecer que têm casa nova.
Gostei da ilusão de aumento de espaço deste modelo, that's it...

domingo, 28 de outubro de 2007

A boa pedagogia em estado de choque

Aqui está o espírito que a "direita e extrema-direita" mais o "Opus Dei", muito oportunamente denunciados pelo Dr. Louçã, nunca irão entender. Que será do nosso ensino que nasceu nos "amanhãs de Abril" sem este espírito didáctico e progressista? Inquietante...

Estimamos pouco aquilo que obtemos com demasiada facilidade.
Thomas Paine

Citação dedicada a Francisco Louçã e a todos os partidários do "didactismo" que tem vindo a imperar no ensino (!!) nacional.

Microcausa

Propunha que todos os portugueses que me lessem deixassem de pagar a taxa de televisão (lei-se roubo que reverte a favor da RTP e/ou do Estado) que sub-repticiamente consta das facturas da EDP e nos é cobrada sem quase nos apercebermos.
A existência dessa taxa não faz o menor sentido, num país em que grande parte da população paga mensalidades inflacionadas de serviço de TV Cabo, onde há ainda regiões sem cobertura da 2 nem tampouco da 1, isto para não falar da abundante publicidade que ROUBAM às TVs comerciais nem do conceito estafado e discutível de "serviço público".

Fonte: Correio da Manhã, 2007-10-15
OE: Portugueses vão pagar imposto sobre contribuição
IVA na taxa da TV dá 5 milhões ao Estado
A carga fiscal dos portugueses vai agravar-se ainda mais em 2008 se a proposta governamental de cobrar IVA sobre a taxa de audiovisual for aprovada. São mais cinco milhões de euros – com base nos valores angariados com aquela taxa em 2006 – que os portugueses darão para os cofres do Estado. A cobrança de Imposto Sobre o Valor Acrescentado (IVA) sobre a contribuição para o audiovisual está incluída no artigo 53 da Proposta de Lei do Orçamento de Estado para 2008.

segunda-feira, 22 de outubro de 2007

Testes 2

You Belong in London

You belong in London, but you belong in many cities... Hong Kong, San Francisco, Sidney. You fit in almost anywhere.
And London is diverse and international enough to satisfy many of your tastes. From curry to Shakespeare, London (almost) has it all!


Londres, Sydney e Hong Kong está bem, agora S. Francisco... O meu lado preconceituoso e reaccionário não pôde deixar de torcer o nariz a esta última hipótese.
Ah... Já agora não me fica mal assumir que não conheço nenhuma delas. E já agora foi no blog deste amigo que tomei conhecimento do teste.

O casamento é um negócio


BUENOS AIRES - Adelfa Volpe, a argentina de 82 anos que no final de setembro se casou com um jovem de 24 anos, morreu em um hospital da cidade de Santa Fe por causa de uma arritmia cardíaca, informaram nesta segunda-feira, 22, fontes médicas.

Fonte: Estadão

É não apenas um negócio como também poderá ser um programa social bem sucedido sem fundos do Estado, logo sem custo para os contribuintes. Nada mais que uma simbiose pura e simples.

Sobre as declarações de James Watson e o recalcar de velhas feridas incómodas

In Cachimbo de Magritte, texto de Carlos Botelho

Acontece que ninguém pode dizer seriamente que “os negros são menos inteligentes do que os brancos”. É o tipo de parvoíces que, apesar de tudo, se podem ouvir, apiedadamente, de algumas pessoas. Mas não de outras.
Para lá dos problemas que levantam as expressões “mais” e “menos” aplicadas à qualidade “inteligente” (não é de todo o mesmo que dizer “este pau tem mais 10 cms de comprimento do que aquele”...), há ainda a questão de, com o artigo definido “os”, se reunir (confusamente) no mesmo saco um “grupo” de seres humanos, fazendo tábua rasa de toda a incrível e inabarcável complexidade de um único humano. “Os” negros, “os” brancos.

Que sentido tem, realmente, dizer-se: “os negros são menos inteligentes do que os brancos”? Mediu-se a inteligência de todos os Negros e comparou-se com a medida da inteligência de todos os Brancos? E amostras – há-as? Pode haver? Deve haver? Uma pesquisa que procure aferir se certos humanos preferem gelado de baunilha em contraste com outro grupo de humanos que prefere gelado de morango tem a mesma qualidade ética (trata-se de decência, aqui) que uma pesquisa que procurasse determinar se os Brancos são mais ou menos inteligentes do que os Negros?

(...)
É possível que o descobridor da estrutura do ADN padeça duma espécie de confinamento do olhar. Não é o primeiro. Não será o último. Um olhar incrivelmente atento, perspicaz, a um determinado ponto. Mas que deixa literalmente de fora outras realidades. Outras verdades.

domingo, 21 de outubro de 2007

Testes


Para trás ficaram Blair e Livingston e o Estaline se não se põe a pau ainda o apanho e, de seguida, mando-o para o Gulag. À parte isto, até que é um teste interessante sobre posicionamento político.

segunda-feira, 15 de outubro de 2007

Ainda sobre o impostor, em inglês suave

The Nobel Peace Prize has lost all pretense to objectivity

Truth is definitely stranger than fiction, with Gore and the UN’s Intergovernmental Panel on Climate Change sharing this year’s Nobel Peace Prize. In recent years, the Nobel Committee has shown itself more and more willing to name the Peace prize for political reasons. In awarding Al Gore and the IPCC the Peace Prize, however, the Nobel Committee has lost all pretense to objectivity. Not only are Al Gore and the IPCC shamelessly partisan choices, but also irrelevant ones. Whatever one thinks of their crusade to convince the world of catastrophic, human caused global warming, it has precious little to do with furthering world peace.Gore seems to have anticipated the criticism. In his first statement, he explains: “The climate crisis is not a political issue, it is a moral and spiritual challenge to all of humanity. It is also our greatest opportunity to lift global consciousness to a higher level.” Methinks this issue has much to do with ideology, and little to do with science.

Sinais dos tempos?


(Clique para ampliar)


Esta pequena "peça" (gíria jornalística para pequeno texto) ou fotolegenda com direito a dupla página vem publicada onde? No Avante? No Batalha? No Resistir? NÃO!!! Vem na Sábado da última semana... Surpreendidos?

quarta-feira, 10 de outubro de 2007

Contestação e o teatro do costume

Para lá das visitas alegadamente intimidatórias de agentes da PSP ao escritório da Fenprof, para lá do teatro habitual para as TVs que os, poucos, manifestantes da Intersindical fazem, para lá da negação do facto evidente de a contestação no campo da Educação estar a ser orquestrado pelo braço sindical do PCP, para lá de tudo isto estão ainda para vir todos os tumultos, conturbações e transformações económico-sociais que uma verdadeira reforma, ou conjunto de reformas, implica. A actual onda de contestação ao governo é uma brincadeira de crianças comparada com aquilo que Margaret Thatcher teve de enfrentar no Reino Unido e com aquilo que um governo verdadeiramente reformador terá de enfrentar no futuro. O problema é que não vejo ninguém com tal disposição.

terça-feira, 9 de outubro de 2007

Iniquidades e injustiças num Estado desgovernado que vive da cobrança fiscal

Deve ser problema meu, mas não entendo porque há-de considerar-se uma injustiça, ou até mesmo iniquidade!, acabar com a injustiça e discriminação fiscal que os pais casados ou viúvos que têm vindo a sofrer no IRS. Actualmente quem quer ter benefícios fiscais e de segurança social para si e família tem simplesmente de não casar e manter uma falsa situação de mãe (ou pai, não sei ao certo) solteira. Assim como não acho injustiça nenhuma, nem em relação a outros contribuintes nem em absoluto, dar-se benefícios fiscais às famílias com mais de dois filhos.
Todos nós somos roubados pelo Estado. É certo. Porque será alguma iniquidade pretender que alguns sejam menos roubados? Mesmo que pagássemos todos menos impostos, mesmo se fosse o mínimo possível, estaria sempre do lado das famílias numerosas e estáveis para que estas pagassem sempre menos.
Por isso abro link para esta petição que acho mais que justa e oportuna.
Eu sou solteiro e duvido, embora não afaste em definitivo a hipótese, que venha a constituir família, por isso não sou de todo parte interessada no assunto.
Ah... Isto é capaz de ser uma heterodoxia sim na minha assumida costela liberal, mas duvido que alguém se importe ou preocupe.

Vai uma aposta que a esquerda portuguesa (e europeia) ficou fula?

Caetano Veloso em entrevista à Sábado (4 a 10 de Outubro)


domingo, 7 de outubro de 2007

sexta-feira, 5 de outubro de 2007

5 de Outubro

Hoje celebra-se o dia em que Portugal se tornou aquilo que sabe ser melhor: uma república das bananas, com políticos ridículos, mesquinhos e malformados a enfeitar um parlamento ridicularizado pelo povo; e este a dedicar-se ao seu desporto favorito: a caçar padres e a saquear igrejas, pois afinal a culpa é do Altíssimo por sermos o que somos. Nos intervalos insulta-se e agride-se políticos em quem antes de modo incauto se votou. Viva a República!

quarta-feira, 3 de outubro de 2007

Ron Paul e o reavivar das ideologias


Acho enternecedora toda a mobilização e feroz apologia que tem vindo a ser feita em blogues e fóruns liberais e/ou libertários em torno da candidatura de Ron Paul à presidência dos EUA. É a prova afinal de que os ideais, as fantasias doutrinárias e as esperanças em "revoluções" não morreram.
Tanto mais quanto o senhor em questão não apresenta nada de novo, excepto o seu emaranhado de propostas que vão desde a demagogia "lepeniana" quanto à política de imigração até ao mais radical esquerdismo dos democratas quanto à política externa e de defesa. Tudo isto sob o libertarianismo radical e ortodoxo quanto à economia e sociedade, em relação ao qual eu não me importo de chover no molhado ao referir que é tão pueril e falacioso e nocivo como o foi o marxismo e todo o progressismo radical de esquerda do século XX.
Não deveria ficar surpreendido com estas movimentações tendo em conta os fenómenos miméticos de "rebanho" tão típicos deste país.

terça-feira, 2 de outubro de 2007

Fidel também é grato!

Médicos cubanos operaram homem que matou Che

Havia que recompensar o homem de alguma maneira, que diabo!

Os estereótipos nos seus labirintos


Não é de agora a visão romantizada dos revolucionários espanhóis, refiro-me aos republicanos da guerra civil espanhola, assim como os de todo o mundo. A figura do capitão franquista cruel e sanguinário já é, na verdade, um estereótipo da ficção mundial. Porém, há algo que na ficção corresponde de modo paradigmático à realidade: o Capitão Vidal mostra logo o que tem de mau, sem nunca querer vestir pele de cordeiro; ao passo que do outro lado temos uma aura de sonho, de clandestinidade, de resistência que contudo, neste e noutros trabalhos ficcionais, não mostra sua verdadeira face nem há grande enfoque sobre os respectivos personagens.
Salva-se a inocência, a fantasia e pureza da criança cujos frutos são actos nobres e de coragem que abrem mundos paralelos. Outro lugar-comum, mas que não perde graça.